29 de set de 2017

Sobre a declaração do general Pujol

Ele
Mais um general falou. Dessa vez o comandante militar do sul, o general Edson Leal Pujol:

"Se vocês estão insatisfeitos, vão para a rua se manifestar, mostrar, ordeiramente. Mas não é para incendiar o País, não é isso. São vocês, somos nós que temos de decidir qual o País que queremos."

Alguns setores progressistas, novamente de forma iludida e desavisada, tomaram as palavras de Pujol como um contraponto ao general Mourão, que defendeu intervenção militar.

Não vamos cair nessa esparrela.

O general Pujol é um aliado de Bolsonaro, de quem foi colega na Academia Militar. Homem também da linha dura, ele trata de criar o clima necessário para que os planos de Mourão possam eventualmente ser efetivados: pressão de setores sociais, como em 1964, para que o Exército assuma o governo através de um golpe de Estado.

Tais opiniões devem ser duramente denunciadas, exigindo as devidas providências contra oficiais que atropelam a Constituição e se pronunciam sobre a vida política do país.

Há efetivamente o crescimento de uma corrente neofascista nas Forças Armadas, que deve ser isolada e enfrentada antes que a variável mais autoritária do golpismo ganhe protagonismo.

A impunidade do general Mourão foi a deixa para o general Pujol. Se essa onda não for detida pelas forças democráticas, a serpente do fascismo fardado sairá outra vez dos quartéis.

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