21 de set de 2017

Rejeição ao ladrão Michel Temer vai a 85% no Nordeste e 90% no Norte


No Brasil, 79% acham governo ruim ou péssimo

Aprovação é zero na faixa de jovens até 24 anos

Dizer que o presidente Michel Temer é mal avaliado pelos brasileiros é quase uma platitude. No Rock in Rio, uma das músicas mais entoadas pelo público é o “Fora, Temer”. Mas, quando se observa a evolução do seu desempenho na pesquisa DataPoder360, a situação fica com uma coloração ainda mais dramática.

No Nordeste, região fundamental para uma massa enorme de políticos que hoje apoiam Temer no Congresso, o presidente da República é rejeitado por 85% dos brasileiros com 16 anos ou mais, segundo a pesquisa DataPoder360. Apenas 4% dos nordestinos aprovam a atual administração federal. Outros 11% acham que o comando do país é regular.

No Norte, a situação é ainda mais dramática: 90% acham o governo de Michel Temer ruim ou péssimo. Há 10% que classificam a administração regular. E 0 (zero) acham que Temer faz um governo ótimo ou bom.

O levantamento foi realizado de 15 a 17 de setembro. O DataPoder360, divisão de pesquisas do Poder360, ouviu por telefone (com ligações para aparelhos fixos e celulares) 2.280 pessoas com 16 anos ou mais em 193 cidades, em todas as regiões do país. A margem de erro desta pesquisa é de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos. Leia aqui a íntegra do estudo.

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Esse desempenho de Temer no Nordeste é particularmente ruim porque os partidos do chamado Centrão (grupo de legendas não ideológicas e que funcionam apenas na base da troca de favores) têm grande presença nos Estados daquela região. Quanto mais passa o tempo, menos os deputados e senadores nordestinos desejarão ter suas imagens associadas à do presidente da República.

A consequência mais óbvia é simples: haverá grande dificuldade para o Palácio do Planalto construir maioria dentro do Congresso quando for necessário aprovar algum projeto polêmico – e todos podem pensar corretamente que nesse caso trata-se da reforma da Previdência.

É altamente improvável que após o Carnaval de 2018, quando o Congresso volta a funcionar, os políticos retornem para Brasília dispostos a votar a favor de um projeto impopular e bancado por um governo tão mal avaliado como o de Michel Temer.

avaliacao-governo-temer-set2017

O curioso e desalentador para Michel Temer é que a curva de sua rejeição no Brasil inteiro (como mostra esse quadro acima) descreve uma trajetória de deterioração de abril até agora.

A curiosidade na trajetória de piora é que isso ocorre justamente no momento em que a economia começa a dar sinais de alento sobre o fim da recessão.

Ao observar o quadro com as estratificações demográficas do desempenho de Temer, tudo na imagem do início deste post, nota-se que o peemedebista tem alguns “buracos negros” em regiões do país e grupos de eleitores.

Quando uma pesquisa tem como resultado 0 (zero) de aprovação numa determinada região é claro que se trata de uma abstração estatística. Possivelmente, deve haver alguém no Norte do país que considere o governo de Michel Temer “ótimo”. Ocorre que o número de indivíduos com essa opinião é tão pequeno que não chega a 0,5% do conjunto total dos pesquisados ali.

Feita essa ressalva, é preciso registrar algo que também preocupa os políticos que hoje apoiam Michel Temer: há 0 (zero) jovens com idade até 24 anos que consideram o governo federal bom ou ótimo.

Os eleitores mais jovens são os que tendem estar à frente de protestos e movimentos nas redes sociais. Ter esse grupo atuando contra numa eleição pode ser mortal para qualquer candidato a cargo público em 2018.

Se há uma região na qual o presidente tem um desempenho menos desastroso (embora ainda muito ruim) é o Centro-Oeste, com “apenas” 68% de rejeição – ou seja, 11 pontos percentuais a menos do que a média nacional. O oxigênio que o Centro-Oeste dá a Temer, entretanto, é pequeno: trata-se de uma região com baixa densidade populacional e pouca influência nacional.

No Poder360

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