5 de set de 2017

Joesley cita quatro ministros e implode STF


O áudio de quatro horas entregue por delatores da JBS à Procuradoria Geral da República, e que segundo Rodrigo Janot, chefe da PGR, contém fatos "gravíssimos" envolvendo um procurador da República e o Supremo Tribunal Federal, deixariam em situação constrangedora quatro ministros da Corte.

A informação é de uma fonte cuja identidade não foi reveleada e que teve "acesso ao áudio", segundo reportagem do site da revista Veja. A conversa de quatro horas entre Joesley Batista e Ricardo Saud "traz menções comprometedoras a quatro ministros do Supremo Tribunal Federal", diz a reportagem.

Os ministros são citados em situações que denotam "diferentes níveis de gravidade", ainda de acordo com a fonte. Algumas seriam consideradas banais, mas "ruins" para a imagem dos ministros. Uma delas se destaca por enredar um dos onze ministros da corte em um episódio que parece "mais comprometedor".

Janot submeteu o áudio ao Supremo, que decidirá se ele deverá ou não se tornar público. A decisão caberá ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte.

Confira aqui a íntegra do despacho de Janot ao STF.



Joesley tentou gravar Cardozo para implodir STF


O empresário Joesley Batista, da JBS, aparentemente foi orientado pelo ex-procurador Marcelo Miller a gravar o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo a fim de tentar obter informações que pudessem comprometer ministros do Supremo Tribunal Federal.

Segundo informações da jornalista Mônica Bergamo, o áudio entre Joesley e o ex-executivo da J&F Ricardo Saud, entregue à PGR e que segundo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contém "fatos gravíssimos", cita ainda uma aproximação entre a presidente deposta Dilma Rousseff e presidente do Supremo, Cármen Lúcia.

A ideia era atrair Cardozo para uma conversa em que os dois fingiriam interesse em contratá-lo para serviços advocatícios, e dependendo do conteúdo final, entregariam o áudio à Procuradoria Geral da República.

"Os executivos da JBS entendiam que os procuradores tinham grande desejo de que as investigações alcançassem o STF", escreve a colunista da Folha. O encontro efetivamente ocorreu, segundo ela, mas ex-ministro não caiu na armadilha: teria feito apenas declarações genéricas sobre os ministros e recusado pagamentos fora das vias regulares.

No 247

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