14 de set de 2017

Filho de diretor da RBS é indiciado por homícidio e lesão corporal

Audi A3 foi abandonado na SC-401
A Polícia Civil indiciou Sérgio Orlandini Sirotsky, de 21 anos, pelo atropelamento de três pessoas na SC-402, em Florianópolis, no início de agosto. Ele foi indiciado por homicídio e lesão corporal, conforme o delegado responsável pelo caso, Otávio Lima. O advogado do suspeito, Nilton Macedo, afirmou que não recebeu oficialmente nenhuma informação sobre isso e que, por enquanto, não vai ser manifestar. O inquérito foi entregue à Justiça na terça-feira (12).

Sérgio Sirotsky, em foto publicada na sua rede social com o carro usado por ele no momento do acidente 
No início da manhã de 6 de agosto, quatro pedestres foram atropelados em Jurerê Internacional perto da saída de uma festa. A Polícia Civil relatou que um Audi A3, que pertece a uma empresa, atropelou três homens na rodovia, dois de 23 e outro de 32 anos. Em seguida, um SsangYong teria atropelado duas pessoas: Maicon Mayer, de 22 anos, que socorria as vítimas e Sérgio Teixeira da Luz, atingido pela segunda vez.

O delegado explicou que o caso do SsangYong é tratado em um inquérito separado. Sérgio Orlandini Sirotsky, que dirigia o A3, foi indiciado pelo homicídio de Sérgio Teixeira da Luz, de 23 anos, que morreu no hospital cinco dias após ser atropelado. No inquérito entregue ao fórum, não foi especificado se seria um homicídio culposo ou doloso. O suspeito também foi indiciado por lesão corporal em relação aos atropelados Rafael Machado da Cruz e Edson Mendonça de Oliveira.

Apesar de o inquérito já ter sido entregue, o delegado pediu mais prazo para conclusão da investigação. "Quero ouvir mais algumas pessoas, fazer a reconstituição", afirmou. Mesmo assim, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pode optar por fazer denúncia contra o suspeito antes desses procedimentos.

Depoimento à polícia

O A3 foi abandonado na SC-401 e levado para a 7ª Delegacia de Polícia da Capital. Sirotsky se apresentou à polícia três dias após os atropelamentos. Ele afirmou que teve um "branco" e ouviu apenas um barulho na colisão, sem notar que eram pessoas. Também afirmou que ingeriu dois copos de vodka com energético em um das duas festas que foi na madrugada.

"Não lembra como colidiu, mas confirmou que ouviu um estrondo e parou na sequência. Quando viu que muitas pessoas estavam indo em direção a ele, saiu do local", disse o delegado. Ele não foi preso.

O motorista do Ssangyong, Eduardo Rios, foi abordado na avenida Beira-Mar Norte logo após o acidente. O carro estava com o parabrisa quebrado e havia um pedaço de jeans no para-choque. Segundo a polícia, o teste do bafômetro deu 0,74 mg de álcool por litro de sangue. A defesa diz que não há confirmação de que ele estivesse embriagado. Rios foi liberado no dia seguinte.

Foi determinado pagamento de três salários mínimos de fiança para Rios. O entendimento foi de que ele deixou o local porque teria sido ameaçado e esperou a Polícia Militar.

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