4 de set de 2017

As picaretagens da Lava Jato!

A todo momento, a Lava Jato usa o artifício daquele batedor de carteira que, em fuga, grita pega-ladrão, para que os transeuntes não percebam seu próprio crime. Exemplo disso é o monte de dinheiro, em praça pública, simplesmente mais uma tentativa de desviar a atenção dos brasileiros.


A mídia e a justiça tentam esconder a lama da Lava Jato. A Veja denunciou o depósito do advogado Tecla Duran na conta da mulher do Moro, Rosângela Moro e ninguém fala nada (3).

Agora, a informação da Veja traz um componente explosivo, que a revista tratou de amenizar, levantando apenas a consequência menos relevante do furo: o fato de Moro ter que se declarar impedido de julgar Duran.

Impedido moro já deveria estar, há muito, por três motivos extremamente relevantes: além de Duran, citado pela Veja, não podemos esquecer que a Mulher de Moro trabalha para o PSDB e para as multinacionais de petróleo (4).

E tudo começou com a jornalista Mônica Bergamo, talvez de forma despretensiosa, causando furor no juiz Sergio Moro:

“O advogado Carlos Zucolotto Jr. é meu amigo pessoal e lamento que o seu nome seja utilizado por um acusado foragido e em uma matéria jornalística irresponsável para denegrir-me;”

Moro está cuspindo no prato que come, pois foi esse foragido que fez um depósito polpudo na conta de sua mulher, Rosangela Moro (3). Isto segundo a Receita Federal. Não é convicção!

Monica Bergamo está calada e a mulher de Moro, sem nenhuma moral, esbraveja: “Esposa de Moro pede menos Folha, mais New York Time” (1).  

Isso mostra que Mônica Bergamo, mesmo que tenha sido de forma despretensiosa, incomodou, mexendo numa fedentina.

A sociedade começa a desconfiar de que grande parte daquele monte de dinheiro, que eles estão usando para divulgação em praça pública do filme, tenha ido para o bolso da Lava Jato. Faça as sua contas:

1 - A Lava Jato, contrariando o STF, fica com 10% dos acordos de leniência, cifra que pode atingir trezentos milhões de reais. O ministro Teori zavasçki considerou inadequado, mas morreu misteriosamente e ninguém do STF fala mais nada (2).

2 - O depósito de Duran na conta da mulher de Moro é prova inconteste de que a Lava Jato cobra propina para fechamento dos acordos de delação premiada (3).

3 - Falando nisso, a advogada Catta Preta fechou nove dos dezoito acordos firmados de delação da Lava Jato, arrecadando cerca de R$ 20 milhões, e se afastou do caso alegando ameaça de morte (5). Também ninguém investigou nada! Qual seria o percentual da Lava Jato nesses acordos?

4 - Assim como não investigam o caso do e-mail recebido pela filha de Aldemir Bendine pedindo R$ 700 mil para pagar um habeas corpus para a soltura do pai, que foi presidente do BB e da Petrobrás (6). A família Bendine pediu investigação, mas até agora nada!   

Mas, para nosso país,  o lado mais criminoso e oneroso que envolve a Petrobrás e que coloca a Lava Jato em cheque é sua omissão em relação à gestão criminosa do presidente da Petrobrás, Pedro Lalau Parente. Não sabemos quem está embolsando esse dinheiro, mas com certeza não é o Brasil nem os brasileiros. E não é pouco, é o ouro negro!

Lalau, que já é réu em ação movida por petroleiro há 16 anos, ação que o MPF e a Lava Jato empurram com a barriga, mas o fato é que Lalau deu um prejuízo na Petrobrás de R$ 5 BI, naquela época (7).  

Mesmo assim Lalau volta agora e faz pior e com a cumplicidade do MPF e a lava Jato, que sabem o que Lalau fez há 16 anos, como sabem  das atitudes criminosas de agora e nada fazem.

A omissão da Lava Jato foi denunciada formalmente, em novembro de 2016, por mim, como petroleiro e sindicalista.  Entretanto, além de continuarem se omitindo na liquidação da Empresa, ainda  me intimam, em dezembro do mesmo ano, num claro intento de barrar o lançamento do livro “A outra face do juiz Sergio Moro”,  que, entre outros esclarecimentos, traz na íntegra a denúncia ao MPF.   

Quem pediu a intimação contra mim foi o próprio juiz Sergio Moro alegando em sua própria defesa: possíveis ataques a honra do servidor público.  E até hoje o MPF não respondeu à denúncia formalizada!

No livro que tentaram impedir sem êxito a publicação estão os negócios espúrios do Lalau vendendo sem licitação ativos da Petrobrás, para quem quer e pelo preço que ele mesmo determina.


A todo momento, a Lava Jato usa o artifício daquele batedor de carteira que, em fuga, grita pega-ladrão, para que os transeuntes não percebam seu próprio crime.  Exemplo disso é o monte de dinheiro, em praça pública, simplesmente mais uma tentativa de desviar a atenção dos brasileiros.














Emanuel Cancella, OAB/RJ 75.300, ex-presidente do Sindipetro-RJ, fundador e ex diretor do Comando Nacional dos Petroleiros, da FUP e fundador e coordenador da FNP , ex-diretor Sindical e Nacional do Dieese, sendo também autor do livro “A Outra Face de Sérgio Moro” que pode ser adquirido em: http://emanuelcancella.blogspot.com.br/2017/07/a-outra-face-de-sergio-moro-pontos-de.html.

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