14 de ago de 2017

Venezuela uma historia repetida


Os métodos subversivos utilizados hoje contra a Venezuela pela CIA e pelo Departamento de Estado são os mesmos que usaram contra a Revolução cubana em 1960 que apesar dos seus fracassos insistem em repeti-los, na esperança de que lhes deem resultados 58 anos depois.

Milhões de dólares são distribuídos entre os partidos da oposição venezuelana, iludidos em ter sucesso nos seus propósitos de derrubar a Revolução bolivariana, unido à teoria subversiva de Gene Sharp, mais os conselhos que deu o polonês Lech Walesa a Leopoldo López, durante a visita que fez há três anos ao Instituto Walesa em Varsóvia, juntamente com alguns trabalhadores cubanos.

Nenhuma dessas velhas receitas triunfou e o povo venezuelano continua a apoiar o seu processo social, apesar das dificuldades causadas pela guerra econômica implantada pelos Estados Unidos, copiando a mesma receita aplicada contra o povo cubano.

Ao rever as orientações da CIA e do Departamento de Estado contra a revolução cubana, vê-se total coincidência de ações e objetivos, como o que foi proposto pelo então Subsecretário de Estado para o Hemisfério ocidental, em abril de 1960 , que disse:

"... o único meio previsível que temos hoje para alienar o apoio interno à revolução é através do desencanto e do desânimo, baseado na insatisfação e nas dificuldades econômicas. Deve ser utilizado rapidamente qualquer meio imaginável para enfraquecer a vida econômica de Cuba. Negar-lhe dinheiro e provisões para reduzir os salários reais e monetários, a fim de causar fome, desespero e que derrube do governo ".

Isso é o mesmo que fazem contra a Venezuela nos últimos anos com semelhante interesse, sem conseguir que o povo se subleve contra o presidente Nicolás Maduro.

Ao reler os documentos da Operação Mongoose, aprovada pelo presidente J.F. Kennedy em janeiro de 1962, conhecida oficialmente como Projeto Cuba, vê-se uma semelhança nos objetivos que hoje desejam alcançar na Venezuela, ao afirmar nesse documento:

"... A ação política será apoiada por uma guerra econômica para induzir o regime comunista a falhar no seu esforço para satisfazer as necessidades do país, as operações psicológicas acrescentarão o ressentimento da população contra o regime, e as de tipo militar darão ao movimento popular uma arma de ação para a sabotagem e resistência armada em apoio aos objetivos políticos ".

Como se verifica, é uma cópia da atual situação contra a Revolução bolivariana.

O mesmo Projeto Cuba de 1962 afirma:

"...o clímax da revolta sairá da reação irritada do povo perante um fato governamental (produzido por um incidente), ou de uma quebra na direção política do regime ou de ambos, (desencadear isto deve se constituir um objetivo primordial do projeto). O movimento popular aproveitará o momento do clímax para iniciar um levante aberto. Serão tomadas e mantidas as áreas ocupadas. Se necessário, o movimento popular pedirá ajuda aos países livres do Hemisfério ocidental. Se possível, os Estados Unidos, em concerto com outras nações do Hemisfério ocidental, dará apoio aberto à revolta do povo cubano. Tal apoio incluirá uma força militar, se necessário ".

O que acontece na Venezuela? A desprestigiada OEA volta a jogar o papel designado pelos Estados Unidos, com o apoio de países lacaios, tal como fizeram contra Cuba em 1962, basta analisar o que foi exposto na Operação Mongoose, que afirma:

"O Departamento de Estado criou um esquema liberal. A CIA está elaborando uma plataforma com esses pontos de vista para que os cubanos que operam em Cuba estejam dispostos a arriscar as suas vidas, e sobre a qual se pode gerar um apoio popular".

Os mesmos atos que orientaram a oposição venezuelana, financiaram as chamadas Guarimbas, unindo as ações terroristas contra instituições estatais, forças policiais e seguidores chavistas.

No que diz respeito ao papel da OEA hoje, é o mesmo atribuído contra Cuba em 1962, conforme consta da Operação Mongoose:

"O Departamento de Estado está concentrando os seus esforços na reunião dos ministros de Relações Exteriores da OEA, que terá início em 22 de Janeiro, esperando obter amplo apoio do Hemisfério ocidental para as resoluções da OEA que condenem Cuba e a isolem do resto do Hemisfério. Se está considerando uma resolução solidária, através da qual a OEA oferecerá alívio direto ao povo cubano (semelhante ao dos EUA para a Rússia, de 1919-20), como um meio de alcançar a simpatia do povo cubano sem ter de reconhecer o governo comunista. A reunião da OEA será apoiada por demonstrações públicas na América Latina, geradas pela CIA e pelas campanhas psicológicas assistidas pela imprensa. A maior tarefa para a nossa hábil diplomacia é encorajar os líderes latino-americanos a desenvolverem operações independentes semelhantes a este Projeto".

Se alguém ainda tem dúvidas, pode dedicar-se a ler uma série de planos contra a Revolução cubana para perceber que os ianques, como cães que comem ovo, se reiteram, mesmo que se lhes queime o focinho.

Apesar do dinheiro mal gasto, a Venezuela, tal como Cuba, seguirá o seu caminho livre e soberano, enfrentando o poder de Washington que não se dará por vencido, mesmo que não atinjam os resultados pretendidos.

Se os ianques fossem menos soberbos e prepotentes agiriam como disse José Martí:

"Não se deve perder tempo em tentar no que há fundamentos suficientes para acreditar que não deve ser alcançado".

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