22 de ago de 2017

Temer e Gilmar constroem um monstro

Lula, tu tem que ser a Oposição ao teu Governo!

Quem é o Dr. Jekyll e quem é o Mr. Hyde?
Diz o PiG cheiroso que "Temer e Gilmar voltam a propor "parlamentarismo híbrido".

"Se não for para o ano que vem, para 2022", disse o ladrão presidente, o MT da lista de alcunhas da Odebrecht, onde se destacam o Caju e o Careca, outro "parlamentarista" profissional, quando o PSDB não está no poder!

São uns hipócritas, amigo navegante?

Por que os três não defenderam o Parlamentarismo "híbrido" nos oito anos de "governo" entreguista do FHC Brasif?

A empresa do Ministro Gilmar Mendes recebeu patrocínio do grande benemérito Barata e, por isso, o Dr. Janot pediu (provavelmente de forma inútil) ao Supremo Tribunal Federal que o Ministro Gilmar Mendes não possa mais soltar os Barata.

Pois é exatamente o Ministro Gilmar quem diz, no mesmo PiG cheiroso, que "estamos vivendo uma grande instabilidade"...

E, por isso, ele defende o Parlamentarismo híbrido.

O Parlamentarismo a gente já sabe o que é:

‣ o povo elege o Lula presidente;
‣ e esse "parlamento" safado que está aí, parteira da "instabilidade", escolhe o Ministro Gilmar ou o Careca, o maior dos ladrões, primeiro-ministro.

Ou seja, o Lula vira Rainha da Inglaterra e o Serra e o Gilmar mandam!

O "Parlamentarismo híbrido" é um Frankenstein.

Não existiu em nenhum lugar do mundo!
Só existiu, brevemente, no Haiti!

Por que é um Frankenstein?

1) Não há registro na História de um Presidencialismo que se tornou Parlamentarismo!

O inverso - Parlamentarismo que se torna "Presidencialista" -, sim!

É o caso da França!

2) Não há registro na História de um Parlamentarismo que conviva com um federalismo nos três níveis: federal, estadual e municipal!

O Temer cita como "bons" exemplos Portugal e França.

Não passa de uma impostura.

Portugal não tem Senado.

O Senado da França é decorativo e De Gaulle queria fechá-lo.

Em Portugal e na França não há federalismo no plano provincial ou municipal.

Na França, quem manda é o Presidente, que escolhe o primeiro-ministro!

Trata-se, portanto, de um embuste!

E como é que fica, Ministro Gilmar?

O Serra primeiro-ministro tem pela frente o Governador Haddad, eleito em São Paulo com uma avalanche de votos?

O Haddad vai baixar a cabeça para um primeiro-ministro escolhido pelo Congresso de safados?

E o Lula?

Eleito por um tsunami de votos?

Vai baixar a cabeça para o primeiro-ministro Gilmar, que não se elege vereador em Diamantino-MT?

Vai vigorar o axioma do genial Raul Ryffl, assessor de imprensa de Jango, que lhe disse, quando os militares, num Golpe de Estado, inventaram um Parlamentarismo:

- Jango, tu tem que ser a Oposição ao teu Governo!

Jango foi.

Acabou com o Parlamentarismo, defendeu as reformas de base.

E deu-se um Golpe de Estado.

Outro Golpe, para tirar um presidente (no caso, vice) eleito pelo povo e botar no lugar os temeres, os gilmares e os serras de farda!

O Parlamentarismo hibrido é o gérmen do Golpe

Contra o povo!

É para evitar a eleição do Lula em 2018?

Também.

Mas, acima de tudo, o ladrão presidente, o maior dos ladrões e o Ministro Gilmar Mendes têm mesmo é pavor de povo, de voto!

Em tempo: algumas dessas inúteis observações foram extraídas de magnífica aula que o professor Luiz Felipe Alencastro pronunciou nessa segunda-feira, 21/VIII, na Casa do Saber, em São Paulo. Alencastro, óbvio, não tem nada a ver com as observações acima expostas.




Parlamentarismo sem consulta popular seria golpe

Há argumentos respeitáveis a favor da mudança de sistema de governo o Brasil. Um deles é que isso geraria menos crises para o país. Os defensores do parlamentarismo dizem que o presidencialismo brasileiro tem gerado crises em série. Alegam que democracias avançadas são parlamentaristas.

O programa de TV do PSDB na semana passada fez defesa explícita dessa tese, lembrando que, dos quatro presidentes eleitos diretamente desde a redemocratização, dois, Dilma e Collor, não concluíram seus mandatos. Apenas Lula e FHC o fizeram.

No entanto, é preciso deixar claro que semipresidencialismo é um eufemismo para parlamentarismo. A ideia é diminuir a autoridade do presidente e aumentar o poder do Congresso Nacional.

No atual quadro partidário brasileiro, com a enorme fragmentação do Congresso, seria piorar o que já está ruim. Instituir o semipresidencialismo ou o parlamentarismo sem consulta popular seria golpe. Muitos políticos sem voto para vencer a eleição presidencial pregam o parlamentarismo. Esse golpismo, que, no fundo, é o desrespeito ao resultado eleitoral, tem feito mais mal ao país, como mostra a história brasileira.

A proposta parlamentarista já foi rejeitada em dois plebiscitos em 1963 e 1993. Os defensores da ideia dizem que bastaria uma emenda constitucional e ponto final. Isso não seria suficiente ou bom. Seria necessário um plebiscito ou referendo.

Por último, antes de mudar o sistema de governo, seria preciso fortalecer os partidos políticos. Não é o que se pretende na atual reforma política com essas propostas de distritão ou distritão misto.

Portanto, uma proposta que diminua o poder do próximo presidente eleito ou do seguinte é uma forma de tirar da população o direito de escolha do líder do país. Só um plebiscito ou referendo legitimaria a ideia de primeiro-ministro.

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