25 de ago de 2017

STF é Gilmar, contra Janot


De um lado, há um Ministro abusivo, Gilmar Mendes com sua falta de limites e de postura. De outro, um Procurador Geral da República (PGR) abusado que, a partir de determinado momento, julgou que tinha “a força” – a Globo – a seu lado e tentou impor qualquer espécie de narrativa ao STF (Supremo Tribunal Federal). Gastou sua munição forçando ilações a respeito de declarações grampeadas e indícios recolhidos. A ponto de, em cima de meras conversas, não conclusivas, ter tentado colocar atrás das grandes três senadores da República.

Entre a desfaçatez de Gilmar e a megalomania amadora de Janot, o Supremo ficará com seu integrante. E não apenas devido à imensa influência de Gilmar sobre a presidente Carmen Lúcia, mas porque censurar Gil (como Carmen Lúcia o trata) significaria enfraquecer o Supremo contra a invasão bárbara da Lava Jato e da PGR.

Talvez a posse da nova PGR Raquel Dodge ajude a devolver a dimensão institucional à PGR, que Janot preferiu trocar pela sensação ilusória dos pactos midiáticos.

Luís Nassif
No GGN

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