4 de ago de 2017

Sobre Bolsonaro

O verdadeiro malandro carioca


Anotem aí: Bolsonaro não será candidato a presidente porra nenhuma. O cara é um parasita, bon vivant e vagabundo. Governar dar trabalho pra caralho, mesmo que seja para encher as burras e perder uma eleição certinha até para o senado significa adeus boquinha.

Bolsonaro não tem ideologia, era um oficial de baixa patente, pé rapado que morava numa biboca num subúrbio mais longe do que o Nepal no Rio de Janeiro e que hoje tem duas mansões na Barra, uma puta casa de veraneio em Angra e ainda mais umas cabeças de porco por aí, incluindo a choupana que morava antes de achar esse filão de ser representantes da categoria militar.

Diga-se de passagem, só sensibiliza milico jumento pois o cara com quase três décadas além de criar uma franquia com seu sobrenome para colocar de ex-esposa a todos os filhos pra mamar nessa teta nunca fez porra nenhuma por ninguém, jamais apresentou um projeto de lei por exemplo baixando o preço do band-aid ou o polvilho antisséptico pro militar usar no coturno.

O seu súbito sucesso diante de um quadro de desesperança que já criou merda históricas como Hitler e Mussolini aonde todo o jumento, todo o reacionário, todo o imbecil e alguns desesperançados começaram a criar um fenômeno de popularidade em volta de suas propostas(?) e sua verborragia que quando destilada só sobram vogais e consoantes desconexas.

Ele não ganha de forma alguma, apesar de poder realmente fazer um estrago e teoricamente recuperar um nicho que existe em vários países e que aqui já teve o boquirroto, embora mais culto e preparado, Dr. Enéas como expoente máximo. Os Levy Fidelix da vida tentaram encontrar esse filão mas fracassaram ficando apenas no campo da galhofa e do histrionismo, portanto esse lugar hoje é do sargento bombarda.


O problema é que ele apesar do aparente entusiasmo já vê com preocupação a eleição, o negócio dele não é ocupar um nicho, o negócio dele é alcançar o sonho de todo o suburbano preguiçoso e ruim de trampo, o negócio dele é fazer pesca em reserva ambiental, andar de jet ski, morar bem, comer bem e de preferência ter uma excelente fonte de renda num lugar aonde o expediente é de uma meia dúzia de horas por semana.

O negócio do Bolsonaro não é trabalho e muito menos ficar sem a sua santa e sagrada boquita, apesar da conversa de vingador e guerreiro a última coisa quer é ter que dar expediente a semana inteira, praticamente de segunda a segunda, ser vigiado o tempo todo e ao invés de ser incensado pelo nunca fez passar a ser cobrado pelo que terá que fazer se ganhar a improvável presidência.


Portanto presidência e Bolsonaro não combinam, isso tudo é um factoide para na hora "h" ele se candidatar - e ganhará com toda a certeza, isso eu aposto - uma cadeira no senado pelo indigente RJ, local aonde poderá continuar a sua intifada de araque, sua verborragia vazia e em suma, continuar a fazer o que sempre soube fazer com rara eficiência: Viver como um nababo sem pregar um prego numa barra de sabão.

Rubem Gonzalez



Bostonaro precisa de cola para dizer três palavras


E o Bolsonaro que fez uma cola na mão (HON, CRI, PAT) pra lembrar de dizer "HONESTO, CRISTÃO E PATRIOTA" na hora do voto...




No Esquerda Caviar

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