14 de ago de 2017

Reforma trabalhista: Uruguai pede reunião do Mercosul

A nova lei trabalhista autoriza o pagamento de salários sobre uma base horária ou por jornada, e não mensalmente.
O ministro do Trabajo do Uruguai, Ernesto Murro, assegura que esta reforma trabalhista brasileira pode impactar nos trabalhadores e empresários uruguaios.

Uruguai solicitou ao Brasil que se realize uma reunião do (Mercado Comum do Sul) Mercosul para que se avalie a reforma trabalhista aprovada pelo Congresso brasileiro, após considerar que afeta as regras de competitividade do bloco.

O ministro do Trabalho do Uruguai, Ernesto Murro, disse que "o governo uruguaio enviou uma nota ao Brasil, que é o presidente (pro témpore) do Mercosul, pedindo que reúna os órgãos sociotrabalhistas do Mercosul porque queremos analizar (...) o que pode impactar a reforma trabalhista do Brasil, no caso que acaba de concretizar-se".

Ainda assim, Murro opinou que "valer mais um acordo individual entre um trabalhador e um empresário do que uma lei ou uma convenção é retrocedermos dois ou três séculos".

O ministro de Relações Exteriores do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa, também se pronunciou sobre o caso e opinou que "vamos pedir uma reunião que está no marco da cláusula sociotrabalhista, que estabelece que duas vezes por ano tem que se reunir uma comissão administrativa (...) o salário dos trabalhadores não pode ser a variável de ajuste para a competição nos mercados".

Por sua parte, o presidente da Câmara dos Deputados do Brasil, Rodrigo Maia, informou através de sua conta no Twitter que a reforma trabalhista aprovada na terça-feira passada pelo Senado não se realizará nenhum tipo de modificações no texto.


No teleSUR

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