1 de ago de 2017

Quem é Antonio Ledezma?

Antonio Ledezma violo las condiciones de la medida sustitutiva de libertad
Após as acusações do presidente venezuelano Nicolás Maduro sobre a vinculação de Antonio Ledezma nos planos golpistas contra seu Governo, o exprefeito metropolitano de Caracas foi detido em 19 de fevereiro último por agentes do Sistema Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin).

O exprefeito metropolitano de Caracas, o oposicionista Antonio Ledezma foi preso nesta terça-feira por forças de segurança da Venezuela por violar as condições do benefício de prisão domiciliar. Desde abril de 2015 Ledezma gozava da medida judicial por motivos de saúde.

A justiça venezuelana deteve em 19 de fevereiro Antonio Ledezma, acusado de ser participante em um Golpe de Estado que incluía o bombardeio de instituições governamentais e a sede da rede teleSUR.



Perfil de Antonio Ledezma

Antonio José Ledezma Díaz, nasceu em San Juan de los Morros, estado Guárico (centro) em 1° de janeiro de 1955. É advogado de profissão. Sua carreira política teve início no partido Acción Democrática (AD), organização participante do Pacto de Punto Fijo, acordo bipartidário que governou a Venezuela no período 1958-1998.

Vida política

1984-1992: Deputado da AD pelo estado Guárico.

1992: Governador do Distrito Federal de Caracas, designado pelo então presidente Carlos Andrés Pérez. Sua gestão se caracterizou pela repressão a protestos sociais, em particular contra estudantes e jornalistas.

1994-1996: É eleito vicepresidente da Câmara de Senadores.

1996-2000: Prefeito do município Libertador. Acusado de irregularidades e repressão contra trabalhadores da economia informal (ambulantes) e idosos que reclamavam uma aposentadoria justa.

1998: Chefe de campanha de Luis Alfaro Ucero (candidato presidencial da AD). Em um ato de traição política, para “barrar” o crescimento de Hugo Chávez, participa de uma composição que abandona a candidatura de Alfaro Ucero para apoiar Henrique Salas Romer.

1999-2000: Presidente da Asociação Nacional de Prefeitos da Venezuela.

2000: renuncia a AD e funda o partido Alianza al Bravo Pueblo. Se postula como pré-candidato presidencial mas devido ao escasso respaldo popular desiste da candidatura.

Se lança como candidato a prefeitura do municipio Libertador (Caracas), mas é derrotado pelo candidato da Revolução, Freddy Bernal. Desconhece os resultados.

2002: Dá respaldo ao Golpe de Estado contra o presidente Chávez. Apoia os militares reunidos na Plaza Altamira de Caracas que desconheceram o gobierno a constituição.

Participa ativamente da greve petroleira-empresarial que pretendia derrubar o Presidente Chávez e torcer a vontade do povo por fome. A ação causou perdas ao país de 21 bilhões de dólares.

2004: Coordenou ações do “Plan Guarimba”. Foi acusado de incitar militantes da Alianza al Bravo Pueblo e AD para incendiar a sede do partido Movimiento V República em Caracas.

Desconhece os resultados do Referendo Revocatório do mandato contra o presidente Chávez, que assegurou o apoio popular ao governo Bolivariano.

2005: Lidera os chamados opositores a retirarem-se das eleições a deputados, num esforço fracassado para deslegitimar a democracia venezolana.

2008: É eleito prefeito Metropolitano de Caracas. Em sua chegada a prefeitura demite 2.252 trabalhadores e congela o salário dos trabalhadores aposentados.

2012: Se postula como pré-candidato presidencial, mas não obtém respaldo nas fileiras da oposição.

2014: Participa do plano “La Salida”, convocado por Leopoldo López e María Machado que inclui ações violentas que ocasionaram a muerte de 43 venezuelanos. É indiciado por planejar o suposto assassinato de López com o objetivo de aprofundar a crise política e derrubar o governo constitucional.

2015: É preso em fevereiro por estar implicado no falido plano de golpe de Estado contra o presidente Nicolás Maduro Moros.

2015: Após dois meses na prisão militar de Ramo Verde, recebeu uma “medida cautelar sustitutiva de libertade” por motivos de saúde.

O contexto

A promotoria General de Venezuela ordenou a prisão do prefeito metropolitano de Caracas (capital), o oposicionista Antonio Ledezma por sua alegada participação em uma tentativa de golpe de Estado contra o presidente Nicolás Maduro.

A prisão foi realizada em 12 de fevereiro e logo após que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, denunciara planos de golpe de Estado que a ultradireita da nação sulamericana pretendia desenvolver em diversas etapas e auspiciado pelo governo dos Estados Unidos da América.

O presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, havia informado que Ledezma, e o deputado de oposição, Julio Borges, projetaram um plano para gerar o caos no país, que incluía o bombardeio de instituições governamentais e objetivos civis como a rede informativa teleSUR.

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