12 de ago de 2017

QuantoÉ será processada novamente

IstoÉ será processada por "ofensas rasteiras" à Gleisi Hoffmann, diz PT


A direção do PT informou na noite de sexta (11) que a revista IstoÉ será processada por reportagem de capa em que acusa Gleisi Hofmann, presidente nacional da legenda, de "perder totalmente a noção de democracia" por defender a autonomia da Venezuela, além de usar inquéritos da Lava Jato para taxar a senadora de corrupta.

Em nota à imprensa, o PT avaliou que IstoÉ fez "ofensas rasteiras" e baseou-se em um inquérito da Polícia Federal, que aponta corrupção nas eleições de 2008, 2010 e 2014, "sem provas".

Na reportagem, IstoÉ ainda publicou uma informação errada: disse que Gleisi recebeu propina da Odebrecht na eleição de 2014, "ao Senado". A suspeita é da Polícia Federal, com base em uma planilha onde Gleisi teria o codenome "Coxa". Ocorre que a petista, em 2014, não disputou o Senado, mas sim o governo do Paraná. Não se sabe se o erro de IstoÉ foi provocado pelo relatório da Polícia Federal.

Abaixo, a nota completa do PT:

Dando mais um passo em direção à decadência e à irrelevância, caminho que já está trilhando há alguns anos, a revista IstoÉ traz em sua capa um virulento ataque à senadora Gleisi Hoffmann (PT). As supostas denúncias repetem vazamentos ilegais de um inquérito da Polícia Federal, sem provas, que foram publicados por outro jornal nesta semana. As acusações e ofensas rasteiras dirigidas à senadora serão respondidas pela revista na Justiça. A IstoÉ, mais conhecida como “QuantoÉ”, não tem escrúpulo de deixar claro para quem trabalha de fato. Na última edição, colocou na capa uma reportagem bajulatória sobre o prefeito de São Paulo, assim como costumava fazer com o senador tucano de Minas Gerais. A revista se transformou em um panfleto político do PSDB e das forças de direita mais reacionárias do país. Neste contexto, atacar o PT tornou-se seu principal serviço.



IstoÉ deixa escapar que publicitário de Temer está em lista de propinas


Na mesma edição em que ataca a senadora e presidente nacional do PT Gleisi Hoffmann, IstoÉ deixou passar quase que despercebida a relação entre o irmão do publicitário de Michel Temer, que agora também trabalha para o governo federal, e a suposta lista de propinas da Odebrecht.

A revista publicou um pequeno trecho de uma planilha que está em posse da Polícia Federal e teria sido retirada de documentos apreendidos no "setor de operações estruturadas" da Odebrecht, que a grande mídia batizou de "departamento da propina".

No trecho, IstoÉ quis destacar o nome de Gustavo Pereira Oliveira, um publicitário que teria recebido repasses da Odebrecht referentes à campanha de 2014 para um político com o codinome "Coxa", que a PF acredita que seja Gleisi.

Mas logo abaixo de Gustavo Pereira aparece outro Gustavo com o sobrenome Mouco, irmão de Elsinho Mouco, publicitário de Temer. Também aparece na lista o nome da empresa Calia, que pertence a Gustavo Mouco.

No mês passado, Lauro Jardim informou que a agência Calia venceu uma licitação milionária do governo federal. Ela e outras duas empresas foram contratas pela Secretaria de Comunicação da Presidência por 5 anos, ao custo de R$ 208 milhões.


No GGN

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