18 de ago de 2017

Procurador que livrou Temer reclama da Câmara


Figura frequente e banalizada da mídia, o procurador regional da República Carlos Fernando dos Santos Lima retorna em entrevista ao Valor Econômico. Nela, admite que irá se aposentar e trabalhar com “complience”, que a advocacia norte-americana transformou no negócio do momento.

Depois, põe-se a analisar a situação do presidente Michel Temer e a decisão da Câmara de não autorizar a abertura das investigações. Defende as delações premiadas, sustentando que não houve banalização das denúncias.

Segundo ele, “o certo mesmo de qualquer acusação é que seja recebida e o Judiciário enfrente o mérito. Se é verdade ou não é verdade o fato relatado pela acusação, é o juiz que tem de dizer. E eles [os deputados] não deixaram isso acontecer”.

Trata-se de uma hipocrisia. O objetivo da Lava Jato nunca foi Temer. Ele surgiu por conta de uma delação imprevista da JBS.

Aqui no GGN, no “Xadrez de como a Lava Jato protegeu Michel Temer”, mostramos como, na investigação sobre a Eletronuclear, os procuradores fugiram do tema central: o papel de Temer, controlando o Almirante Othon através de seu preposto, coronel Lima.

Em nenhum momento, a Lava Jato cuidou de ouvir Lima, e a AF Consult, a empresa que fez parte da tramoia para burlar a licitação. E isso porque a intenção dos bravos procuradores jamais foi a de punir culpados ou identificar os grandes operadores, mas apenas derrubar o governo Dilma.

Luís Nassif
No GGN

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