14 de ago de 2017

Por que gente "sem limite" tem tanto espaço e poder?


Poderoso era, antigamente, alguém como Tancredo Neves ou os políticos mineiros, que pensavam longamente nas consequências de seus atos e não agiam afoitamente.

Hoje, poderoso(a) é quem age sem pensar nas consequências, de maneira impetuosa, até irrefletida. Geralmente angariam admiração e sucesso.

Um exemplo é o prefeito Doria. Aumentar velocidade mesmo contra pesquisas internacionais sérias, desalojar drogados mesmo contra pesquisas internacionais sérias, em suma, fazer o que lhe dá na telha.

Consegue admiração e sucesso.

Tem futuro? Na briga anunciada entre criador e criatura, Alckmin é o contrário dele. Não age à la diable. Não que tenha uma política de segurança admirável, longe disso. Mas sua marca é a cautela.

Agir mil vezes antes de pensar pode dar certo a curto prazo. Trará a presidência? Essa receita serviu para Collor em 1989, servirá agora? Doria aguentará um ano e meio se expondo? Alckmin, mais calmo, o comerá pelas bordas?

Mas há a questão específica - Alckmin x Doria - e a questão de fundo: por que gente sem limites está tendo, hoje, tanto espaço, é tão chamada de "poderoso(a)"?

Renato Janine Ribeiro

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