22 de ago de 2017

Jucá é denunciado por crime que a Zelotes atribuiu a Lula


Mais de 8 meses após tomar conhecimento de que empresários acusaram Romero Jucá de ter sido o arrecadador de propina ao PMDB em cima da Medida Provisória (MP) 627/2013, a Procuradoria-Geral da República decidiu denunciar o senador por supostamente ter favorecido algumas empresas, em inquérito da Zelotes que segue em sigilo.

A MP em questão previa mudanças nas regras de tributação dos lucros das empresas no exterior.

Na acusação atual, Jucá teria oferecido benefícios à siderúrgica Gerdau.

Em 2016, a Zelotes denunciou Lula por causa da mesma MP. Os procuradores disseram que o ex-presidente teria praticado tráfico de influência, ou seja, permitido que seu nome fosse usado por terceiros que supostamente negociaram com montadoras os pagamentos irregulares que, no final, teriam beneficiado um dos filhos do petista.

À época, o GGN apontou que a delação da Odebrecht, que acabara de vir à tona, colocava em xeque as informações contra Lula divulgadas pela Zelotes.

Isso porque, na delação da Odebrecht, o PMDB no Congresso aparece como os verdadeiros responsáveis por negociar com o empresariado pagamentos de propina que, na prática, teriam sido efetuados por meio de doações eleitorais.

O delator Cláudio Melo Filho chegou a dizer que era o PMDB que detinha poder para fazer as mudanças e aprovar a MP sendo que, na Câmara, o mentor do esquema era Eduardo Cunha e Jucá operava no Senado.

"Como o senador Romero Jucá exercia papel de interlocutor e arrecadador do PMDB, acredito que parte dos pagamentos realizados pode ter sido direcionada por ele a outros agentes políticos de seu partido", disse.

Agora, a Zelotes diz que há "indícios de que o senador alterou o texto da MP 627, de 2013, para beneficiar a siderúrgica. Jucá era o relator do texto, que mudava as regras de tributação dos lucros de empresas no exterior. Os deputados [Alfredo Kaefer (PSL-PR) e Jorge Côrte Real (PTB-PE)] apresentaram emendas que beneficiaram o grupo, segundo os investigadores", informou o Estadão.

Leia mais aqui.

No GGN

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