22 de ago de 2017

Globo versus Temer


Há uma explicação mais concreta, muito além de devaneios políticos, sobre o bombardeio feito pelo aparato do Grupo Globo, televisão, rádio, jornal e revista, contra o governo de Michel Temer, implantado por um golpe parlamentar. A Globo conduziu a articulação golpista contra Dilma.

O conflito aberto agora é apontado como resultado do descaso de Temer com interesses comerciais vitais da empresa. Mais precisamente, com a venda da televisão aberta. Em queda livre na audiência, como todas as outras emissoras, ela tem fim determinado como veículo de comunicação. Resta vender o mais rápido possível, na medida em que não há mais como driblar a crise. A demora poderá forçar a venda fatiada.

Temer, cauteloso, não botou o tema em pauta no Congresso, como teria sido combinado entre as partes. Isso exige, como se sabe, alterações na Constituição. O parágrafo 1º do artigo 222 restringe a participação estrangeira a 30% do capital total e do capital votante "das empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens".

A poderosa Rede Globo é considerada hoje uma geradora de caixa "em descenso".

Mauricio Dias
Mo CartaCapital

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