12 de ago de 2017

Globo esconde herdeiro assassino da RBS


Faleceu nesta sexta-feira (11) o vendedor Sérgio Teixeira da Luz, atropelado após sair de uma festa em Florianópolis no último domingo. Segundo o delegado Otávio César Lima, da Delegacia de Polícia Civil de Canasvieiras, o jovem de 23 anos foi atingido por um carro Audi A3 dirigido por Sérgio Orlandini Sirotsky – um dos herdeiros do Grupo RBS, que possui vários veículos de comunicação no Rio Grande do Sul, incluindo a afiliada da TV Globo. Ainda de acordo com o delegado, o filhinho de papai fugiu do local sem prestar socorro. Apesar da gravidade do fato e da notoriedade do envolvido, jornalões, revistonas e emissoras de rádio e tevê evitam dar destaque para o episódio. A TV Globo, por razões óbvias, faz de tudo para esconder o herdeiro da RBS.

Segundo uma nota da Folha, assinada pelo repórter Jeferson Bertolini, o vendedor estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Celso Ramos, chegou a ser operado, mas não resistiu aos ferimentos no pulmão. “O delegado César Lima informou que, com a sua morte, Sérgio Sirotsky deverá responder a processo por omissão de socorro, lesão corporal e homicídio. O policial disse que está ouvindo testemunhas e esperando resultados de exames toxicológico para ver em qual tipo de homicídio o atropelador será enquadrado. ‘Uma vez comprovado que estava sob efeito de álcool ou droga análoga, ou que estava participando de racha, isso implica em intenção. Aí estamos no dolo eventual [quando se assume o risco de matar]’, disse o policial. Se condenado, a pena pode chegar a 12 anos de cadeia”.

O acidente ocorreu por volta de 5h15 de domingo passado (6), na luxuosa Jurerê, que reúne casas noturnas frequentadas pela elite catarinense. Segundo a Polícia Civil, Sérgio Teixeira e dois amigos caminhavam pelo acostamento da SC-401 para chegar ao ponto de ônibus quando foram atropelados. Os dois amigos se feriram, mas já receberam alta médica. Sérgio Sirotsky fugiu sem prestar socorros e não foi preso na ocasião. Ele se apresentou à Polícia Civil na quarta-feira (9). No depoimento, disse que estava em uma festa, que não bebeu álcool, que ‘teve um branco’ e que não se lembra do ocorrido. Mas só se a Justiça for muita “cega” para acreditar nesta estória. Afinal, como lembra a própria Folha, o herdeiro da RBS é famoso por seus abusos.

“Esta não é a primeira vez que Sirotsky se envolve em caso de polícia em Florianópolis. Em 2010, aos 14 anos de idade, ele e dois amigos adolescentes foram denunciados pelo estupro de uma garota da mesma faixa etária. O caso teve repercussão em todo o país pelo crime em si, pelo fato de um dos envolvidos ser filho de uma policial da cidade e porque o assunto não foi destacado nos veículos de comunicação da família. O estupro foi denunciado por um blogueiro catarinense. Segundo relato dele à época, a garota foi embebedada e estuprada em um imóvel da família Sirotsky, na rua Bocaiúva, um dos endereços mais nobres de Florianópolis. O blogueiro morreu em 2011. A perícia constatou suicídio. Mas até hoje parentes e amigos acreditam em assassinato. Nos jornais, rádios e na emissora de TV que a RBS tinha em Santa Catarina naquele ano, o assunto foi noticiado sem nomes”.

Altamiro Borges

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