12 de ago de 2017

Defesa de Lula quer saber o que o MP esconde sobre as propinas da Odebrecht

Foto: Ricardo Stuckert
A defesa de Lula pretende solicitar à Justiça todas as comunicações trocadas entre o Ministério Público de Curitiba e os procuradores da Suíça sobre o software que a Odebrecht diz que utilizava para fazer o controle de pagamentos de propina.

Os advogados do ex-presidente acreditam que, através da análise do software será possível produzir mais uma prova de que Lula nunca recebeu pagamentos da empreiteira. 

A Lava Jato em Curitiba afirmou, na semana passada, que nunca teve acesso ao sistema da Odebrecht, pois os dados estão retidos na Suíça. Após cobrança, a empreiteira entregou alguns arquivos que fariam parte do programa, porém, afirmou que é impossível acessar o conteúdo original porque a "chave" se perdeu.

Havia expectativa, por parte da Lava Jato, de que além de políticos e empresários, nomes do Judiciário fossem encontrados nas listas de propina da Odebrecht.

As informações são de Mônica Bergamo, na coluna desta sábado (12).

Os advogados de Lula estudam pedir acesso a toda a correspondência entre o Ministério Público Federal do Brasil e o órgão equivalente na Suíça que gire em torno do MyWebDay, arquivo-bomba da Odebrecht cujo conteúdo permanece, em parte, envolto em mistério.

Fechado

O procurador Deltan Dallagnol disse há algumas semanas à Justiça que não conseguiu ter acesso direto ao arquivo já que autoridades da Suíça, onde ele ficava hospedado, não tinham entregue o material à Lava Jato.

Aberto

Depois de provocado pelos defensores de Lula, que querem acessar o arquivo, o MP voltou à Odebrecht, que, nesta semana, entregou aos procuradores uma leva de documentos que integrariam o MyWebDay, como revelado nesta sexta (11) pela Folha.

Em parte

A empreiteira diz, no entanto, que as chaves do arquivo foram perdidas e que nem mesmo a Suiça conseguiu recuperar todo o conteúdo na sua integralidade.

Mistério

O dispositivo é considerado bombástico por conter toda a contabilidade das propinas que eram pagas pela empreiteira. Nele estariam nomes não apenas de políticos, mas também do Judiciário, de procuradorias, de tribunais de contas e até mesmo da diplomacia brasileira, que estariam até hoje preservados pelo mistério que cerca o arquivo.

No GGN

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