11 de ago de 2017

Compra de deputados por Temer foi ainda maior: R$ 5,7 bilhões


Ao contrário do que se pensava, o governo Michel Temer liberou um total de R$ 5,7 bilhões em emendas parlamentares neste ano, e não R$ 4,1 bilhões como o identificado anteriormente no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi). A diferença de 33,4% (R$ 1,57 bilhão) é referente a emendas dos anos de 2015 e 2017.

Apesar das emendas serem impositivas, ou seja, tem que ser liberadas, isso ocorreu quando estavam em curso as negociações para blindar Temer da investigação por corrupção passiva que resultou no arquivamento da denúncia pela Câmara.

No dia 2 de agosto, o ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy (PSDB-BA), com os valores liberados para cada parlamentar para cobrar fidelidade de maneira que eles votassem pelo arquivamento da denúncia.

"Isso torna a ação do governo ainda mais grave e reforça a denúncia de uso de dinheiro público para obstrução parlamentar da Justiça", disse o deputado federal Alessandro Molon (Rede-RJ). Molon diz que deverá levar o caso à Procuradoria Geral da República (PGR).

Centrão ameaça não barrar 2ª denúncia de Janot contra Temer

Foto: Marcos Corrêa/PR

Um dia após usar a votação da reforma da Previdência e da agenda econômica do governo na Câmara como forma de pressão, partidos do Centrão ameaçaram, nesta quinta-feira, 10, não barrar uma eventual segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Michel Temer. O grupo quer que o governo redistribua os cargos na administração federal que estão nas mãos dos chamados “infiéis” para os que votaram majoritariamente para barrar a primeira denúncia por corrupção passiva contra o peemedebista na Câmara, na semana passada.

Lideranças do PP e PSD, os dois maiores partidos do Centrão, dizem que será muito difícil “segurar” suas bancadas caso o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresente uma segunda denúncia contra Temer no atual cenário de “desorganização” da base.

Janot deixará o cargo no dia 17 de setembro e, nos bastidores, procuradores e parlamentares dão como certo de que, antes de sair, ele apresentará denúncia por obstrução da Justiça contra o presidente, com base na delação de executivos da JBS.

Para o deputado, o governo não pode continuar dando as mesmas “regalias” a fiéis e infiéis. “O governo não se comunica, não se articula, não conversa, não prestigia. Não dá para estar na mesma base quem vota contra e quem vota a favor, com as mesmas regalias, sejam ela grandes ou pequenas”, disse. Segundo Lira, as críticas são generalizadas na bancada.

O líder do PSD na Câmara, Marcos Montes (MG), avalia que uma eventual segunda denúncia da PGR, no atual momento, pode ser “perigosa” para Temer. “Votamos pela permanência dele para não ter uma turbulência política que contaminasse a retomada do desenvolvimento econômico. (...) Agora ele tem que dar um freio de arrumação. Se não der, essa desorganização política volta e o mercado vai embora. Não adianta ele ficar e continuar com a desordem política.”

No 247

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