7 de ago de 2017

Áudio: Gilmar Mendes classifica como "psicose" cobrança quanto a encontro fora da agenda com Temer


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes minimizou o fato de seu encontro com Michel Temer, ocorrido na noite de domingo (6), no Palácio do Jaburu, não ter constado na agenda oficial do presidente. Na programação do ministro, o jantar havia sido incluído.

— O presidente não precisa se preocupar em colocar ninguém, na agenda, que esteja recebendo para um janta. Foram várias pessoas. Vocês criaram essa psicose aí em torno do encontro com o presidente da República, isso é uma bobagem — afirmou Gilmar Mendes em entrevista o programa Timeline, da Rádio Gaúcha, na manhã desta segunda-feira (7), enquanto está no Amazonas para realização de eleição suplementar para governador no Estado.

À TV Globo, que flagrou o momento que o ministro deixava o Jaburu, Gilmar Mendes afirmou que o assunto tratado com Temer foi reforma política.

Questionado pela Rádio Gaúcha sobre uma possível fragilidade da relação entre ambos, já que o presidente pode ser julgado pelo STF caso a Câmara aceite alguma denúncia, Gilmar Mendes alegou que tem relação com vários políticos e que é quase "inevitável" encontrar com eles em Brasília:

— Veja que nós estamos hoje com cerca de 300 ou 400 parlamentares investigados no Congresso Nacional. E a toda hora nos encontramos com eles aqui em Brasília, e é inevitável.

Em seguida, justificou que precisa se encontrar com os representantes dos poderes para discutir questões do STF e também do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do qual é presidente:

— Eu, por exemplo, tenho que dispor de recursos alguma coisa como R$ 36 milhões nas eleições do Amazonas. Com quem que eu falo? Eu falo com os ministros, eu falo com o presidente da República, eu discuto essas questões orçamentarias com quem? Na verdade, isso revela um grande despreparo de quem não conhece a máquina pública e como ela funciona.

Durante a entrevista, Gilmar Mendes voltou a criticar Rodrigo Janot, a quem definiu como "o procurador-geral da República mais desqualificado" que já passou pelo órgão.

— Ele não tem preparo jurídico nem emocional para presidir um órgão dessa importância — justificou o ministro, reforçando a forma com que as delações premiadas foram recentemente acordadas por Janot na Lava-Jato.

Ainda sobre Temer, Gilmar Mendes disse que a decisão da Câmara — que rejeitou a primeira denuncia oferecida por Janot contra o presidente — é política e, portanto, não caberia a ele querer que o caso fosse julgado pelo STF. Ao final, o ministro não quis dizer se acredita que o peemedebista vai chegar ao final do mandato de presidente:

— Não me cabe emitir juízo sobre isso. Interessa que o país esta vivendo dentro de um quadro de normalidade, de diálogo institucional e a vida segue.

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