16 de ago de 2017

Ato de lançamento do Instituto Futuro com a presença de Lula


A Universidade Metropolitana para a Educação e o Trabalho (UMET), de Buenos Aires, em parceria com o Conselho Latino Americano de Ciências Sociais (CLACSO) lança nesta terça-feira (15), em São Bernardo do Campo, o Instituto Futuro. O Instituto terá como patrono o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, escolhido pelo que representou e representa para a luta em defesa da democracia, da soberania e da dignidade humana na América Latina. Por esse motivo, o lançamento foi feito no palco de lutas históricas do novo sindicalismo brasileiro, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, e contou com a presença de Lula.

A constituição do Instituto Futuro é uma iniciativa da UMET, universidade criada e mantida pelo movimento sindical argentino. O ex-ministro Luiz Dulci será o diretor da organização e o professor e jornalista argentino Martín Granovsky será o coordenador executivo.

O Instituto Futuro terá como foco o desenvolvimento compartilhado e a integração latino-americana e caribenha. Pretende discutir as políticas públicas tanto dos governos populares como das administrações conservadoras, e promover uma profunda reflexão sobre os caminhos possíveis e desejáveis para o avanço da democracia, da integração e da justiça social em nosso continente. Quer fazê-lo junto com os dirigentes sindicais, com os líderes dos partidos políticos e movimentos sociais, com os acadêmicos, os estudantes, os intelectuais e artistas.

Trata-se de avaliar o que fizeram de melhor os governos progressistas da região, com que obstáculos se defrontaram, quais foram as razões de seus êxitos e também de seus reveses, quais são os desafios atuais de nossas sociedades. Em que consiste hoje a questão democrática, o que podem aportar os movimentos feministas, de luta pela igualdade racial e pelo direito à diversidade sexual, entre outras causas libertárias de crescente vigência na América Latina. Trata-se, igualmente, de compreender como estão se dando os novos pactos de poder conservador entre o grande capital, os meios de comunicação e setores do judiciário, que em vários casos não hesitam em recorrer a formas inéditas de golpismo para barrar o avanço eleitoral e político das forças populares no continente. E quais são as reações dos nossos povos a essas tentativas de retrocesso histórico, que buscam cancelar direitos sociais e políticos arduamente conquistados.

O evento contou também com a presença do ex-chaceleres Celso Amorim ( Brasil) e Jorge Taiana (Argentina), além dos líderes das maiores centrais sindicais da Argentina e do Brasil.

A UMET

A Universidade Metropolitana para a Educação e o Trabalho é a primeira universidade sul-americana surgida de uma organização sindical, o Sindicato Único de Trabalhadores de Edifícios. Seu trabalho se articula com iniciativas de outras organizações e centrais sindicais e com o Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas da Argentina. Foi fundada em 2013, em Buenos Aires, com a presença do ex-presidente Lula como convidado especial. A UMET implementa diversas linhas de pesquisa e cooperação, priorizando as políticas públicas, o desenvolvimento das áreas metropolitanas, a responsabilidade social das empresas e temáticas relacionadas à educação e ao trabalho.

O Instituto Futuro

Desenvolvimento, inclusão e integração são as palavras-chave que inspiraram a Umet e o Clacso a criar um instituto para intercâmbio de experiências sobre políticas públicas de justiça social, para a organização de cursos, encontros e seminários, para formar quadros de administração e de governo, para conectar o mundo acadêmico com o sindical, o social e o político e compreender os novos desafios e oportunidades tanto regionais como globais. A partir de uma perspectiva sul-americana e dos trabalhadores, o Instituto pretende dialogar com instituições congêneres e com os mais diversos setores interessados.

O CLACSO

Conselho Latino Americano de Ciências Sociais é uma instituição internacional não-governamental com status associativo na Unesco. Criado há 50 anos, em 1967, atualmente reúne 616 centros de pesquisa e pós-graduação no campo das ciências sociais e humanidades em 47 países, que incluem, além da América Latina, os Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Espanha, França e Portugal. Entre seus objetivos estão a promoção da pesquisa social para o combate à pobreza e à desigualdade, o fortalecimento dos direitos humanos e a participação democrática. Também busca contribuir, a partir das contribuições da pesquisa acadêmica e do pensamento crítico, para promover políticas de desenvolvimento sustentável em termos econômicos, sociais e ambientais.

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