12 de jul de 2017

Sobre a Reforma Trabalhista

Jamais confiem neles


Nós, trabalhadores e filhos de trabalhadores, que construímos tudo nesse país, criamos sua cultura e os únicos que o amamos, fomos apunhalados hoje por 50 canalhas.

Ficamos devendo a eles a lição de que pouco adianta estudar por bons empregos porque não haverá, para nós, bons empregos; e pouco adianta lutar institucionalmente por nossos direitos porque, aos poucos, nos tomarão todos – e nos tiraram os meios legais de resistência.

Nossa luta tem que ser levada em outros termos. Com malícia, vigor ou esperteza, mas armados de indignação atávica, jamais confiando nessa gente, em seu discurso e em suas instituições, O estado que arbitrava está sendo extinto: mergulharemos logo na ditadura burguesa.

Nilson Lage



Declaração


Tenho me limitado a publicar opiniões de outras pessoas e informações com as quais concordo, mas hoje tenho que falar o que sinto.

– Sinto uma grande, imensa pena dos sem condições de processar as informações, os verdadeiros ignorantes deste país, aqueles que apoiaram todo o tempo a reforma trabalhista por pura ignorância, e que hoje passaram à condição de escravos sem mais direitos.

– Sinto uma raiva brutal dos outros, os que tinham acesso à informação, aos que estudaram, viajaram, leram, e mesmo tendo a chance da informação, apoiaram à volta do trabalhador aos patamares de antes da Lei Áurea. Esses nunca terão o meu perdão ou o meu respeito agora que mergulharam toda a nossa nação na vala comum, sabendo o que pediam, o que apoiavam, a desgraça que viria – na grande maioria, serão tão atingidos pela reforma quanto os outros, e só sinto pena das suas criancinhas inocentes que ainda nascerão ou crescerão, e terão que suportar a desgraça de viver a vida que virá, a degradação da volta da escravidão ao nosso país por culpa desses desgraçados canalhas.

Entro em campanha, neste momento, para que se possa conseguir, em algum momento do futuro, uma nova Lei Áurea. Enquanto eu tiver forças, estarei lutando.

Urda Alice Klueger



Economista explica como a reforma trabalhista

Todos terão seus custos reduzidos. O concorrente também terá seus custos reduzidos. Ninguém ganhará competitividade no mercado doméstico.

Ganham os que produzem para exportar. Mas os que produzem para o mercado doméstico afundarão porque haverá queda geral da capacidade de compra dos trabalhadores.

A contrarreforma trabalhista é mais um passo para enfraquecer o mercado doméstico e fazer o Brasil regredir para os tempos de colônia de exploração.

A economia brasileira se tornará ainda mais competitiva para exportar petróleo bruto, grãos de milho, soja, carnes bovina e suína, madeira, açúcar bruto e minério de ferro. São produtos característicos do atraso, são os produtos explorados nas colônias modernas.

O Brasil entrará, de forma definitiva, do lado do atraso dentro da divisão internacional do trabalho e da produção: “eles produzem chips e nós, coisas básicas e pesadas”.

João Sicsú, Professor do Instituto de Economia da UFRJ, foi diretor de Políticas e Estudos Macroeconômicos do IPEA entre 2007 e 2011

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