19 de jul de 2017

Notícias do lado de lá: quando a farinha é pouca, o pirão é na faca


A direita brasileira não sabe para onde vai, sabe apenas como está indo: aos tapas.

Vera Magalhães, no Estadão, uma colunista que transita muito à vontade entre os tucanos, diz que Alckmin pretende abater João Dória a golpes de prévias, certo de que o collorzinho que criou não poderá sequer disputar com ele, de tantas juras de fidelidade que fez.

Os termos são, como se pode ver, sutis: Após queda de Aécio, Alckmin quer prévias para escantear Doria e Alckmin acha que o pupilo manter-se-á fiel, embora apenas por não ter por onde ir.

Salvo se… Bem, é preciso saber se a “turma da bufunfa” concordará em apoiar uma aventura com partidecos.

A diáspora tucana tem outras portas, diz a colunista, tem outras portas de saída. Para José Serra, a do PSD de Gilberto Kassab, que, dão conta outras notas de jornal, deixa a porteira aberta para Henrique Meirelles, que poderia ser candidato embalado por um sucesso econômico até a eleição.  As chances são tão grandes quanto as do Atlético Goianiense no Brasileirão de Futebol.

Outro guru da direita, Merval Pereira, diz em O Globo que nas bandas governistas, onde o PSDB virou migalha, corre entre sorrisos falsos a disputa entre Temer, Rodrigo Maia e Marina Silva pelos retalhos do PSB.

A parcela governista do partido leiloa-se politicamente (e certamente mais que isso) entre o atual presidente e o suposto próximo, o presidente da Câmara.

Maia, como retratado pelo cartunista Chico Caruso na capa do jornal, mostra as armas que tem.

Os dois, porém, têm o mesmo problema: não são perspectivas para 2018. Embora, para muitos, mais valha um cargo na mão do que alguns no terreno da imaginação.

Fora daí, no mundo real, existe Lula e passou a existir Bolsonaro.

As máquinas partidárias, se olhassem para 89 veriam o que ocorreu a Ulisses Guimarães e a Aureliano Chaves – ambos infinitamente superior ao plantel que têm hoje PSDB, PMDB e DEM – no processo eleitoral.

E quando a realidade política e institucional impede a realidade eleitoral, uma das duas acaba por ruir.

Fernando Brito
No Tijolaço

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