29 de jul de 2017

No Brasil a luta para barrar o golpe é por eleição, na Venezuela os golpistas tentam impedir as eleições


No Brasil o povo tem ido as ruas em todo o país para exigir eleições diretas para acabar com o golpe que derrubou a presidente Dilma eleita pela maioria do povo brasileiro, e hoje fica mais claro, que ela não cometeu nenhum crime, e sua derrubada foi para surrupiarem nosso petróleo e também segundo gravações, Dilma não “estancava a sangria”, ou seja permitia sem nenhuma interferência as investigações da Lava Jato, que amedrontava a base governista golpista (3). 

Os golpistas no Brasil, capitaneados pela Globo, acenam com o golpe dentro do Golpe, tentam “eleger” de forma indireta, através de um colégio eleitoral, o presidente da Câmara dos deputados, Rodrigo Maia, para dar continuidade a politica de terra arrasada, iniciada pelo golpista, Michel Temer. Essa eleição indireta, de triste lembrança, foi usada no Brasil na ditadura militar. 

O golpe além de retirar direitos trabalhistas e previdenciário, acabando com as aposentadorias, extirpou com a Engenharia Nacional, a Indústria Naval tirando o emprego de milhões de brasileiros. 

Na Venezuela o presidente Nicolás maduro propõe eleição para este domingo, 30/07/17, para integrantes á assembleia Constituinte, e a oposição tenta a todo custo barrar a votação. 

A oposição, acusa o presidente Nicolás Maduro de querer se perpetuar no poder. Os EUA retiram seus funcionários da embaixada e declaram apoio a oposição. 

Vale lembrar que em 2002 a Venezuela foi vitima de um golpe claramente patrocinado pelos EUA que por 47 horas tirou o saudoso, Comandante, Hugo Chavés do governo. Chavez voltou ao palácio do governo nos braços do povo e os articuladores do golpe fugiram para Miami (1). 

Chavéz assim como seu sucessor, Maduro, são acusados de ditadores e de quererem se perpetuar no poder. Os números mostram que poucos ou nenhum governante se submeteu tanto as urnas como o comandante Hugo Chavéz. 

E Maduro agora é vitima do mesmo golpe de tentativa de impedimento de eleição pela oposição, através de uma pseuda greve geral. 

Não é a primeira vez que os EUA patrocinam golpe na América Latina na década de 60 o Brasil foi vitima do golpe militar patrocinada claramente pelos EUA. Esses golpes se estenderam também para Chile, Uruguai, Argentina e Bolívia (2).

Na década de 60 as intervenções em nosso continente pelos EUA se fundamentavam em falsas especulações que insinuavam que havia no cone sul, avanço do comunismo. Não podemos esquecer dos milhares de perseguidos, presos, torturados e mortos por essas ditaduras. Muitos dessas vitimas foram os próprios militares que se oporam ao golpe em seus países. 

Esses movimentos golpistas de hoje em nosso continente, novamente com a participação dos EUA visam, por parte dos yankes se apropriarem do petróleo, tanto na Venezuela que possui as maiores reservas de hidrocarboneto do planeta e no Brasil da descoberta do pré-sal que multiplicou nossas reservas de petróleo. 






Emanuel Cancella, OAB/RJ 75.300, ex-presidente do Sindipetro-RJ, fundador e ex diretor do Comando Nacional dos Petroleiros, da FUP e fundador e coordenador da FNP , ex-diretor Sindical e Nacional do Dieese, sendo também autor do livro “A Outra Face de Sérgio Moro” que pode ser adquirido em: http://emanuelcancella.blogspot.com.br/2017/07/a-outra-face-de-sergio-moro-pontos-de.html.

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