1 de jul de 2017

Ex-prefeita tucana de Camboriú é presa pelo Gaeco


A ex-prefeita Luzia Coppi Mathias (PSDB) foi presa na manhã desta sexta-feira (30) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, Gaeco, como desdobramento da Operação Terra Prometida.

Seu advogado, Ruy Samuel Espíndola, de Florianópolis, está se deslocando às pressas para a região e não soube informar detalhes do motivo da prisão.

O ex-vereador, Alexsander Alves Ribeiro, o Canidia, também foi preso.

As prisões são temporárias, por cinco dias.

Estava marcado para esta sexta-feira o depoimento do ex-secretário da Fazenda de Camboriú, Sérgio Venâncio. Ele está preso e um dos advogados que assessoram a sua defesa disse que a disposição é colaborar com as investigações.

Sérgio Venâncio é acusado de corrupção e outros crimes e pode ser a peça-chave para elucidar a participação de vários políticos de Camboriú acusados pelo Gaeco.

Numa das passagens registradas pelo Gaeco surgiu a acusação de que alguém fazia pagamentos mensais de R$ 100 mil ao casal Mathias.

Gaeco investiga espantoso enriquecimento de Luzia e seu marido

No ano de 2008, segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) a ex-prefeita de Camboriú Luzia Coppi Mathias e seu marido João José Mathias não tinham bens e dias atrás quando levada a efeito a Operação Terra Prometida, o patrimônio do casal foi estimado em R$ 84 milhões.

A desconfiança dos investigadores é que a Construtora e Incorporadora Brasileira (CIBEA), pertencente a família, “serve como instrumento para lavagem de dinheiro obtido ilicitamente” por Luzia em seus dois mandatos de prefeita.

O Gaeco aponta alguns argumentos:

— O endereço da CIBEA na Receita Federal é um apartamento, não uma empresa;

— A verdadeira sede da CIBEA é no local onde o marido de Luzia é sócio de outra empresa, a Itapema Box e Alumínio Ltda (IBEA Alumínios).

— Os prédios em construção mostrados no portal de internet da CIBEA são de outra construtora e os que ela realmente está construindo não são divulgados. Essa divulgação do nome da construtora não ocorre sequer no local das obras.

A evolução patrimonial de Luzia e Mathias, segundo o Gaeco, foi a seguinte:



Bens estimados pelo Gaeco em 2017



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