21 de jul de 2017

Ato pela Democracia e em apoio a Lula

Ricardo Stuckert
"Se o Temer tivesse um mínimo de compromisso com o povo, ele renunciaria", diz Lula

Em ato realizado em São Paulo (SP), ex-presidente voltou a defender eleições diretas e criticou a reforma trabalhista

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender eleições diretas e pedir a renúncia do presidente golpista, Michel Temer (PMDB), nesta quinta-feira (20). "Se o Temer tivesse um mínimo de compromisso com o povo, ele renunciaria", disse.

O pronunciamento do petista foi feito em um ato na Avenida Paulista, em São Paulo (SP). O protesto, que reuniu milhares de pessoas, foi convocado pela Frente Brasil Popular (FBP) e contou com a adesão de diversas organizações, como a Frente Povo Sem Medo, em defesa da democracia e contra a perseguição ao ex-presidente. De caráter nacional, a mobilização ocorreu em pelo menos dez capitais do país. Não foram divulgados números oficiais da quantidade de manifestantes nas ações.

Antes do discurso, em entrevista ao Brasil de Fato, Lula agradeceu à população pelos atos de solidariedade: "Eu queria dizer ao povo brasileiro que ir para a rua é um instrumento para que a gente consiga conquistar e consolidar a democracia no Brasil. Não é fácil o processo democrático, ele sofre, no Brasil, golpes, de tempos em tempos. Eu quero agradecer às pessoas que vêm para a rua, que acreditam, que lutam, pois somente assim a gente vai consolidar a democracia no Brasil."



No pronunciamento, o petista criticou a aprovação e sanção da reforma trabalhista. "Os trabalhadores sempre estiveram dispostos a aperfeiçoar a legislação, quem não queria eram os empresários e a Fiesp [Federação das Indústrias do Estado de São Paulo], que sempre quiseram rasgar a CLT [Consolidação das Leis do Trabalho]."

O ex-presidente defendeu como resposta aos retrocessos o processo de escolha do novo presidente pela população nas urnas. Na semana passada, em coletiva de imprensa após a condenação sem provas no caso do Tríplex do Guarujá, o petista já colocou à disposição do PT para ser o candidato a presidente da República em 2018.

"Esse país só tem um jeito: eleição direta, e eleger um presidente que tenha coragem de olhar na cara do povo", disse Lula, aplaudido pelos manifestantes na Avenida Paulista. "Eles sabem que se um dia vocês elegerem uma pessoa comprometida com o povo, a gente vai ter que desmontar a desgraceira que eles fizeram."

Em seu discurso, Lula também se lembrou do falecimento, na manhã desta quinta-feira (20), de Marco Aurélio Garcia, assessor especial para Assuntos Internacionais durante seu governo e o de Dilma Rousseff: "Grande intelectual que me acompanhou por este mundo nestes 30 anos", disse o petista.

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