30 de jun de 2017

Testemunhas dizem a Moro que Lula recusou imóvel da Odebrecht

Foto: Ricardo Stuckert
O juiz Sergio Moro ouviu nesta sexta (30), das testemunhas convocadas pela defesa de Lula, que o ex-presidente jamais aceitou o imóvel da Odebrecht que a Lava Jato afirma ter sido comprado como forma de pagamento de propina ao petista.

Segundo a denúncia, Marcelo Odebrecht mantinha uma conta virtual em nome de Lula e mandou descontar desse suposto fundo cerca de R$ 13 milhões que teriam sido investidos na compra de um imóvel para o Instituto Lula.

De acordo com delatores da Odebrecht, Lula visitou o espaço e o descartou, o que motivou a empresa a revender o espaço e creditar novamente o valor na conta virtual administrada apenas por Marcelo. Ainda segundo os delatores, outros imóveis foram procuradores para ajudar Lula a instaurar o Instituto. A defesa alega, contudo, que o petista jamais aceitou qualquer uma das ofertas.

As testemunhas "Paulo Okamoto, Paulo Vanucchi, Luiz Dulci e Clara Ant, respectivamente, presidente e diretores do Instituto Lula, evidenciaram hoje (...) o caráter irreal da acusação do Ministério Público Federal na ação penal n. 5063130-17.2016.4.04.7000", diz a nota assinada por Zanin.

Lula "jamais solicitou ou recebeu a posse do imóvel da Rua Haberbeck Brandão, 178, em São Paulo, como faz crer a denúncia. Os testemunhos foram objetivos e contundentes, evidenciando que a diretoria do Instituto, acompanhada por Lula e D. Marisa Letícia, fez uma única visita ao local e, uma vez lá, observou que este não atendia o perfil definido para abrigar a nova sede do IL. Não houve recusa a posteriori, como diz a denúncia, mas imediato descarte do imóvel como alternativa para a sede da instituição. A propriedade foi apenas uma das dezenas visitadas e avaliadas para tal finalidade."

"A realidade mostra o caráter despropositado também dessa ação penal, pois Lula jamais recebeu a propriedade de um imóvel para o Instituto Lula e, além disso, o ex-Presidente não é dono ou beneficiário de qualquer patrimônio da instituição", acrescentou Zanin.

No GGN

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