18 de jun de 2017

Os fujões. Deputados seguiriam Temer como a Jim Jones?


O “plano” do Governo, anunciado hoje pela Folha, de fazer com que os deputados “fujam” da sessão que, provavelmente, será convocada para decidir se andará ou não a ação criminal contra Michel Temer é um sinal de que os movimentos deste governo são aqueles dos estertores, da agonia.

Reparem: é a ideia de ficar pela omissão, pela paralisia, pela ausência. Encolher-se, em posição fetal, diante do que sabem que virá, os tais “fatos novos” que, a esta altura, as cúpulas de Brasília sabem e que fizeram, semana passada, até Fernando Henrique prever a ruína da pinguela.

É, claro, ideia de jerico, que não tem chance de se realizar, porque, desde Jim Jones, não se tem notícia de suicídio coletivo desta monta.

A mortandade em larga escala que estamos vendo é o resultado de uma máquina de destruição das estruturas políticas que serviu ao PMDB, ao PSDB e à maioria dos parlamentares e que, agora, tomou o freio nos dentes e, cavalgada e espicaçada pela mídia, contra eles se volta.

Para detê-la, o único remédio e aquele do qual mais fogem – e a mídia demoniza – é apelar à fonte de legitimidade do poder político: o voto popular.

Sem ele, as instituições brasileiras vão continuar se dissolvendo e acabaremos mergulhados naquilo que, talvez, seja o sonho secreto do Doutor Sérgio Moro em sua obsessão pelas Operação Mani Puliti.

Sílvio Berlusconi.

Fernando Brito
No Tijolaço

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