30 de jun de 2017

O fim de Temer


Com um discurso cínico e nada convincente, Michel Temer expôs esta semana sua pequenez e desafiou o país ao menosprezar as denúncias da Procuradoria Geral da República (PGR) por corrupção passiva. Com trejeitos artificiais e expressões de mafioso, o ilegítimo tentou defender o indefensável e aparentar força reunindo alguns poucos parlamentares, que não pouparam o povo de uma cena patética e desrespeitosa em cadeia nacional de TV. De nada resolveram as urgentes chamadas de vice-líderes por telefone aos aliados horas antes do pronunciamento. Sua base aliada está sendo forçada a responder, mas muitos já não conseguem dar o abraço de afogados.

A denúncia contra Temer chegou à Câmara. Aquele que se diz orgulhoso de ser presidente, mesmo lá estando com os 54 milhões votos de Dilma, e que fez questão de trair junto com a Constituição Brasileira.

Na próxima semana, caberá à Comissão de Constituição e Justiça analisar o processo e seguir o rito regimental, dando amplo direito de defesa e proferindo seu parecer. A nação, em choque com tantas denúncias e provas claras de crimes por parte da quadrilha que assaltou o Planalto, espera de todos os parlamentares do colegiado uma postura digna e de coerência. Exige dos seus representantes, na comissão e no plenário, autorização para abrir o inquérito e apurar os fatos. É o minimo!

Nesta sexta-feira (30), dia de greve geral, é a vez de homens e mulheres tomarem as ruas. Protestarão contra o avanço de reformas absurdas no Parlamento brasileiro, que ganham contornos cada vez mais dramáticos. É o caso da reforma trabalhista no Senado Federal e a reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. Além deste projeto de desmonte do Estado e fim de direitos, a mobilização também é pela aprovação da emenda constitucional que garante eleições diretas. "Diretas Já", gritaremos todos.

O Brasil não suporta mais a gangue que despreza o nosso futuro e nos constrange diariamente. Por onde Temer viaja como chefe de Estado, um colar de vexames é detalhado pela imprensa. Erra nomes de outros líderes e até de países. 

Somos hoje uma nação paralisada, imóvel, sem desenvolvimento econômico ou geração de empregos, a serviço apenas do mercado e de rentistas. É um absurdo que tenhamos chegado até aqui através de um impeachment sem qualquer prova de ilícitos contra Dilma Roussef e comandado pela corja Temer-Cunha-Aécio.

Cabe ao povo brasileiro retomar o controle de seu destino, podendo votar em seus representantes. Somente desta maneira conseguiremos impedir que Temer nos arranque a esperança na política e na nossa força!!

Jandira Feghali é médica e deputada pelo PCdoB/RJ
No GGN

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