27 de jun de 2017

E agora José, José para onde?


Ueslei Marcelino, da Reuters, fez uma foto de Michel Temer que traz, de imediato, a lembrança de outra, do gaúcho Erno Schneider, que conheci como chefe da fotografia de O Globo, que clicou os desorientados pés de Jânio Quadros.

Não que Temer lembre Jânio, homem com trajetória política feita no voto e, mesmo com suas inconvencionalidades, de muito mais compreensão do Brasil e do mundo que este sujeito miúdo, que emporcalha a Presidência do Brasil.

Apenas naquilo que os pés revelam, a desorientação.

Temer, nesta virada de noite, reúne o que lhe resta para ver como contra-atacar.

Não tem mais com o quê.

Pode ser que ainda não tenha perdido os meros 172 votos de que precisa para ver recusada a abertura de processo e seu afastamento.

Mas está em marcha batida para isso.

Não se subestime a possibilidade de renúncia de Michel Temer, não como um gesto de grandeza, que ele positivamente não tem.

Pode ocorrer por pequenez, algo em que Michel Temer é um gigante.

Fernando Brito
No Tijolaço

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