2 de mai de 2017

Quem é o “desvio da espécie”?


Eike Batista está solto, e é bom que esteja, porque não há sentido me manter preso alguém que não foi condenado.

Mas o pedreiro Luciano Antonio Firmino, o frentista Juraci Alves dos Santos e o motorista Ricardo Rodrigues dos Santos, presos durante a greve geral de sexta-feira devem, segundo entende a juíza Marcela Fillus Coelho, devem continuar detidos, para o “resguardo da ordem social, hoje tão vulnerada por desvios da espécie”.

Eles são acusados de queimar pneus e soltar rojões, e a “prova” inconteste, segundo a própria juíza admite, são os relatos dos policiais que os prenderam.

Por isso, acabam de ser transferidos para o Centro de Detenção Provisória de São Paulo, onde ficaram presos enquanto sua excelência quiser ou até que apareça algum magistrado com algum senso de proporção e os liberte.

Foram sob protesto de uma centena de pessoas, como você vê na foto, que manifestaram, pacificamente, sua repulsa a este absurdo.

Ah, a propósito, o capitão da PM Augusto Sampaio, que arrebentou o crânio de um rapaz que está entre a vida e a morte em Goiânia está solto.

Embora um homem, em tese maduro e treinado, que faz uma coisa destas possa ser, como diz a doutora, “um desvio da espécie”.

Fernando Brito
No Tijolaço



Boulos: juíza que mandou prender ativistas do MTST frequenta atos do MBL e Vem Pra Rua


O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e da Frente Povo Sem Medo, Guilherme Boulos, denunciou que a juíza do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) Marcela Filus, que determinou a prisão de três ativistas do MTST que participavam dos protestos da greve geral na última sexta-feira (28), é "frequentadora dos atos do MBL [Movimento Brasil Livre} e Vem Pra Rua".

"ESCANDALOSO! Juíza Marcela Filus, que determinou a prisão dos 3 ativistas do MTST na greve, é frequentadora dos atos do MBL e Vem Pra Rua", postou Boulos em sua conta no Twitter. Ele reproduziu a imagem de uma postagem da magistrada do Facebook em que ela confirma sua participação em um ato que seria realizado no dia 4 de dezembro de 2016, organizado pelo MBL.

A magistrada justificou a conversão da detenção em prisão preventiva com base em relatos de policiais militares apontando que um dos suspeitos foi preso momentos antes de tentar iniciar focos de incêndios em uma rua da zona leste de São Paulo. Já os outros dois suspeitos teriam disparado rojões contra os policiais.

Segundo ela, os crimes são graves e a prisão é uma medida necessária para assegurar a "garantia da ordem pública". Os três manifestantes foram transferidos nesta segunda-feira (2) Centro de Detenção Provisória Vila Independência, na Vila Prudente. Jucary, Ricardo e Luciano são acusados de incitação ao crime, incêndio e explosão.

No 247

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