4 de mai de 2017

Previdência: Com a fé em Deus e o pé na cova



Com a substituição da CLT pela CPPT - a Consolidação dos Privilégios de Previdência e Trabalho, o Brasil vai cumprindo, pouco a pouco, o ideal clássico e fascista de sua transformação em uma pseudo Nova Roma.

A invasão do parlamento por carcereiros, mostra o empenho de certos estratos da plutocracia de não ficar de fora do trem da alegria previdenciário que, covardemente, o sistema assegura aos servidores armados do estado e aos ligados ao poder de "justiça", ambos já beneficiados por altíssimos salários e toda classe de benesses, e continuará negando cada vez mais aos cidadãos comuns, de segunda classe, aprofundando a falta de isonomia e a desiguladade de destino que caracteriza, desde o nascimento, a sociedade brasileira.

Daqui pra frente, estaremos cada vez mais divididos, quanto ao futuro e às condições de vida, entre os centuriões, os acusadores e os juízes, a plebe e os servos feudais dos sonhos do Deputado Nilson Leitão, do PSDB do Mato Grosso, que, trabalhando por até 12 horas por 24, 18 dias ininterruptos, em troca apenas de teto e comida, serão rapidamente reduzidos à condição de escravos, sendo expulsos dos limites da propriedade quando seus braços já não aguentarem o batente, rumo à miséria ou ao cemitério.

Se tivessem um mínimo de corência e vergonha, os deputados e senadores que estão aprovando essa reforma deveriam renunciar às suas aposentadorias, abraçando e adotando, para si mesmos, o modelo que pretendem impor à maioria dos brasileiros, que poderíamos chamar, "tout court", de FÉ EM DEUS E PÉ NA COVA.

Enquanto isso, a mídia que serve ao governo, bate, "didaticamente", ao modo do professsor Goebbels, e dos técnicos do Ministério da Verdade de "1984", nos dados do déficit da Previdência, negando-se deliberamente a informar à população que a maior parte da sangria do orçamento público é causada pelos juros mais altos do mundo, pagos a bancos particulares que lucram bilhões de reais - confiram os balanços e os jurômetros - por trimestre, em um país mergulhado no caos institucional, na paralisia e sucateamento - quando não na simples aos estrangeiros, a preço de banana, - de obras e projetos importantíssimos, e no desemprego.

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