19 de mai de 2017

Delator diz que JBS deu propina a Kassab e a Raimundo Colombo do PSD - assista




O delator Ricardo Saud, diretor da holding J&F Participações, disse em sua delação premiada que a JBS pagou R$ 10 milhões ao diretório nacional do PSD, para ter tratamento diferenciado na licitação para privatização do serviço de água e esgoto da Casan em Santa Catarina.

Segundo o delator o secretário da Fazenda, Antônio Marcos Gavazzoni participou da negociata.

Dos R$ 10 milhões, dois teriam sido pagos em dinheiro vivo, dissimulados numa operação da rede de supermercados Angeloni.

Esta é a segunda acusação com teor semelhante, ela já apareceu nas colaborações premiadas de ex-diretores da Odebrecht na Operação Lava Jato.

Colombo distribuiu a seguinte nota de esclarecimento
"O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, contesta com veemência as declarações feitas pelo delator da JBS sobre doações relativas à campanha eleitoral de 2014.

Ressalta que a empresa, conforme a legislação eleitoral vigente, fez doações ao diretório nacional do PSD, que repassou para a campanha do partido em Santa Catarina.

A doação feita pela JBS foi dentro da legislação eleitoral de forma oficial na conta bancária do partido e está registrada na prestação de contas apresentada e aprovada pelo Tribunal Regional Eleitoral".
Por sua vez a rede Angeloni distribuiu a seguinte nota:
COMUNICADO

Temos histórico de relacionamento de muitos anos com a JBS, que deve ser um dos maiores fornecedores da maioria das redes de supermercados. O pagamento pelos produtos adquiridos deste fornecedor é tradicionalmente feito através de depósito bancário, mas, num determinado momento, recebemos a solicitação da JBS para que algumas duplicatas fossem pagas em carteira.

Foi então encaminhado o pedido ao Departamento Financeiro para que efetivasse os pagamentos da forma solicitada. Não houve qualquer participação direta por parte do presidente do Grupo, que apenas autorizou os pagamentos por acumular o cargo de diretor comercial da empresa.

Todos os títulos, inclusive esses em carteira, encontram-se devidamente contabilizados, quitados e as tratativas entre as partes registradas em correspondências eletrônicas.

Ficamos surpresos com as notícias veiculadas, pois, conforme afirmado por um dos delatores, jamais tivemos conhecimento do que se tratava. Estávamos considerando apenas a regularidade do procedimento comercial.

A.Angeloni & Cia. Ltda.

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