18 de mai de 2017

Aécio, presidente nacional do PSDB, e líder do golpe, não é mais senador


O presidente nacional d PSDB, Aécio Neves (PSDB-MG), não é mais senador.

O líder do golpe que destituiu Dilma Rousseff foi afastado do cargo pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin.

O pedido de afastamento foi feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e acolhido por Fachin.

Aécio foi gravado pelo empresário Joesley Batista, da JBS, pedindo R$ 2 milhões em propina.

Longe do Senado e sem o foro privilegiado do cargo, Aécio pode destino semelhante ao do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e ter seu caso remetido para o juiz Sérgio Moro, em Curitiba. Com isso, a decisão por uma eventual prisão do mineiro estaria nas mãos de Moro.

Fachin leva ao plenário do STF prisão de Aécio

O ex-senador Aécio Neves (PSDB-MG), que foi afastado do mandato nesta madrugada, pode ser preso ainda hoje.

Isso porque o procurador-geral Rodrigo Janot pediu a prisão de Aécio ao relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin.

O ministro decidiu afastar Aécio do mandato e levará o pedido de prisão ao plenário da corte, numa sessão que ocorrer ainda nesta quinta-feira.

Aécio liderou o golpe parlamentar que destruiu a economia brasileira, arrasou a imagem internacional do Brasil e deixou milhões de desempregados.

Na ação controlada da Polícia Federal, ele foi flagrado pedindo propina de R$ 2 milhões em propina à JBS, prometendo, em troca, uma diretoria da Vale (saiba mais aqui).

O dinheiro foi entregue à família Perrela, dona do Helicoca, um helicóptero apreendido com 500 quilos de cocaína, caso que agora poderá ser esclarecido.

PF faz busca e apreensão na casa de Aécio Neves

Policiais federais cumprem na manhã desta quinta-feira mandado de busca e apreensão em um apartamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG) no Rio de Janeiro, em um desdobramento da operação Lava Jato, segundo a TV Globo.

Imagens da emissora mostraram agentes da PF entrando em um prédio de frente para a praia de Ipanema onde o senador, que também é o presidente do PSDB, tem um apartamento, segundo a Globo.

Carros da Polícia Federal também foram vistos chegando ao Congresso Nacional nesta manhã, acrescentou.

A operação, um desdobramento da Lava Jato, foi deflagrada depois que Aécio foi gravado pedindo 2 milhões de reais ao empresário Joesley Batista, um dos donos do frigorífico JBS.

Procurada, a Polícia Federal disse que irá se manifestar "assim que for possível".

Apontado como alvo de uma gravação em que teria pedido 2 milhões de reais ao empresário Joesley Batista, um dos donos do frigorífico JBS, o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG) disse estar "absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos" e afirmou que sua relação com o empresário era "estritamente pessoal".

Segundo reportagem do O Globo, confirmada pela Reuters com três fontes com conhecimento do assunto, Joesley gravou o pedido de Aécio e a cena foi filmada pela Polícia Federal.

"O senador Aécio Neves está absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos. No que se refere à relação com o senhor Joesley Batista, ela era estritamente pessoal, sem qualquer envolvimento com o setor público", afirma a nota divulgada pelo tucano.

"O senador aguarda ter acesso ao conjunto das informações para prestar todos os esclarecimentos necessários."

Aécio, que até recentemente era apontado como possível candidato à Presidência nas eleições de 2018, já teve o nome mencionado em delações da Lava Jato e seu nome tem perdido força quando se trata da disputa nacional, o que deve se agravar com a acusação desta quarta.

Presidente do diretório municipal do PSDB em São Paulo, o vereador Mario Covas Neto, filho do falecido ex-governador paulista Mario Covas, figura histórica do tucanato, divulgou vídeo em que defende que Aécio deixe o comando nacional do partido.

"Senador Aécio Neves, chegou a hora de o senhor sair da presidência nacional do PSDB", afirma Covas Neto no vídeo.

"O senhor (Aécio) não tem mais condições de presidir o partido. Não dá para alguém que está sendo acusado de uma série de coisas ficar à frente de um partido que foi criado sob a égide da ética, da correção e da boa gestão pública."

DEPUTADO ALIADO A TEMER

A reportagem de O Globo também afirma que Joesley Batista gravou uma conversa com Temer em que o presidente dá aval para a compra do silêncio do ex-deputado federal Eduardo Cunha. Na conversa, Temer também indica ao empresário o deputado Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F, holding que controla a JBS.

Loures, de acordo com o jornal, foi filmado recebendo 500 mil reais enviados por Joesley.

Em nota, a assessoria do deputado disse que ele está fora do país e que, quando retornar, o que deve acontecer na quinta-feira, "deverá se inteirar e esclarecer os fatos divulgados".

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