14 de abr de 2017

Mainardi não é uma anta | Minha doce resposta ao Diogo Mainardi

Mainardi deveria processar o ex-vice-presidente da Odebrecht. Esse foi quem o citou. A Revista Forum, no entanto, apenas fez jornalismo.

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Nessa história toda envolvendo o jornalista Diogo Mainardi e as delações da Lava-Jato, o que menos me estranha é Mainardi estar em um jantar na companhia de Aécio Neves e Alexandre Accioly.

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Estranharia se lá estivesse Janio de Freitas – ainda que seja da profissão de um jornalista ir aonde a notícia está. Quanto a Mainardi, Aécio e Accioly, o único risco que correriam, estando juntos, seria serem confundidos como trigêmeos.

Agora, o que me causou espécie foi o tempo decorrido entre a matéria da revista Forum noticiando o “envolvimento” de Mainardi e um posicionamento de Mainardi sobre isso.

Passou-se 17 horas entre uma coisa e outra. Um século e meio em termos de internet.

A matéria da Forum é do dia 13 de abril de 2017, por volta das 13hs.

A blogosfera pega fogo, a partir daí.

A resposta de Mainardi é um vídeo no seu site “O Antagonista”, porém, somente no dia seguinte às 06:38hs.

Mainardi não é uma anta. Por que demorou tanto tempo?

Por certo buscava alguma serenidade para não cometer um desatino. Não conseguiu.

No vídeo, Mainardi chama de bandido o diretor da Forum – Renato Rovai – e promete processá-lo. Mais do que isso, promete quebrar a revista.

Mainardi nega que tenha participado do tal jantar. Mainardi está indignado, por isso tal explosão de gênio.

Por óbvio, acredito em Mainardi.

Nesse jantar ocorreu um crime. Uma negociação de propina entre a Odebrecht e o governador de Minas Gerais. Mainardi, como jornalista, teria frente a si a matéria da sua vida, caso tivesse presenciado isso, e teria dado o furo imediatamente, com certeza. E, como cidadão, teria denunciado o caso à polícia. Se não o fez é porque jamais esteve em tal jantar.

É natural que Mainardi esteja indignado. Lula, por exemplo, não pode se indignar com nada do tudo que já assacaram contra ele porque é ladrão. Mas Mainardi é probo.

É a indignação do probo frente a injuria que transpira do vídeo de Mainardi. Entende-se por que então não tenha percebido que quem o cita de passagem em seu depoimento é o ex-vice-presidente da Odebrecht Henrique Valladares e não a Revista Forum.

A revista fez noticiar o fato. Isso é jornalismo.

Mainardi deverá, ao se acalmar um pouco mais, perceber que deve processar sim o ex-vice-presidente da Odebrecht. Esse foi quem o citou.

De nada vale, mas Mainardi tem meu apoio em buscar uma reparação à sua honra ofendida.

Claro está também que Valladares pode ter confundido Mainardi com outra pessoa que também apresenta o Manhattan Connection. Talvez Caio Blinder. Não, Valladeres quis florear seu depoimento e envolveu pessoas inocentes.

Interessante, por último, notar como as pessoas mudam quando falam em relação à quando escrevem. Minutos antes de postar seu vídeo, Mainardi havia publicado uma nota sobre o assunto, nela se mostravam bem mais calmo.

mainardi1.jpg

Sergio Saraiva
No Oficina de Concertos Gerais e Poesia


http://blogdorovai.revistaforum.com.br/2017/04/14/minha-doce-resposta-ao-diogo-mainardi/

Minha doce resposta ao Diogo Mainardi

Mainardi me xinga de bandido e criminoso num vídeo que acaba de divulgar no Antagonista. Bateu o desespero no cara. Se ele acha que eu tenho medo de cara feia e de ameaça feita com postura de louco, tá muito enganado. Evidente que como bom democrata vou lhe dar o direito de provar o que está dizendo.

Quanto ao que escrevi, ele tem que resolver seu problema com quem o delatou. E tem que aproveitar e pedir pro marqueteiro do Aécio ficar de bico fechado sobre suas relações com o Antagonista.


Mainardi, querido, não fica tão bravinho assim que isso faz mal pra pele e pro fígado. Eu tô aqui comprando suas maçãs e você me xingando deste jeito.

Toma tento, menino.

2 comentários:

  1. So relembrando o motivo de sua fuga do Brasil.

    Temendo ser preso, Diogo Mainardi foge
    Por Altamiro Borges

    Em sua coluna na Veja desta semana, Diogo Mainardi, o pitbul da direita nativa, deu uma notícia que alegrou muita gente. Anunciou que deixará o Brasil. Num texto empolado, ele não explica os motivos da decisão. A única pista surge na frase “tenho medo de ser preso” – será uma confissão de culpa? “Oito anos depois de desembarcar no Rio de Janeiro, de passagem, estou indo embora. Um vagabundo empurrado pela vagabundagem”. Concordo totalmente com a primeira descrição!

    O enigmático anúncio levantou muitas suspeitas. Para o blogueiro Paulo Henrique Amorim, uma das vítimas das difamações e grosserias deste pseudojornalista, ele está fugindo para não pagar o que deve. “O Mainardi me deve dinheiro. Ele perdeu no Supremo Tribunal Federal, por decisão do Ministro Toffoli, recurso em uma causa que movo contra ele. Contra ele e o patrão, o Robert (o) Civita... Interessante é que o próprio Mainardi foi quem disse que só escrevia por dinheiro”.

    “Fim de uma era de infâmia”

    Luis Nassif também suspeita que Mainardi vá deixar o país para evitar a Justiça. A referência ao medo de ser preso “é real. Condenado a três meses de prisão por calúnias contra Paulo Henrique Amorim, perdeu a condição de réu primário. Há uma lista de ações contra ele. As cíveis, a Abril paga, como parte do trato. As criminais são intransferíveis. E há muitas pelo caminho. Há meses e meses meus advogados tentam citá-lo, em vão. Ele foge para todo lado”.

    Para o blogueiro que já foi alvo das agressões do pitbul da Veja, o festejado anúncio representa “o fim de uma era de infâmia”. “O problema não é o Mainardi. Ele é apenas uma figura menor que, em uma ação orquestrada, ganhou visibilidade nacional para poder efetuar os ataques encomendados por Roberto Civita e José Serra. Quando passar o fragor da batalha, ainda será contado o que foram esses anos de infâmia no jornalismo brasileiro”.

    “Sou um conspirador da elite”

    André Cintra, editor de mídia do portal Vermelho, apresenta ainda outra hipótese. Ele constatou que Mainardi perdeu espaços na imprensa, inclusive na Veja. “Ele perdeu credibilidade e, talvez, renda”. Essa suspeita já fora apontada, algum tempo atrás, por Alberto Dines, do Observatório da Imprensa. “Há poucos meses, ele puxava o cordão dos que mais recebia mensagens; agora nem aparece no esfarrapado Oscar semanal. O leitor da Veja já não agüenta tanta fanfarronada”.

    Levanto aqui outra suspeita. Filhinho de pai, Mainardi sempre fez turismo pelo mundo. Ele não tem qualquer vínculo com o país e seu povo. Até escreveu um livro sugestivamente intitulado de “Contra o Brasil”. Na fase recente, com a eleição de Lula, seu ódio ficou mais doentio. “Sou um conspirador da elite, quero derrubar Lula, só não quero ter muito trabalho” (Veja, 13/08/05). Ele chegou se gabar de “quase ter derrubado o presidente Lula” e ficou furioso com a sua reeleição.

    Coitado do cão sarnento

    Este “difamador travestido de jornalista”, como bem o definiu o ministro Franklin Martins, fez inimigos por todos os lados. Satanizou o sindicalismo, o MST, os intelectuais e as lideranças de esquerda no país e no mundo. Apoiou o genocídio dos EUA no Iraque e destilou veneno contra Fidel Castro, Evo Morales e Hugo Chávez. O seu egocêntrico “tribunal macartista mainardiano”, no qual fez acusações levianas contra vários jornalistas, gerou protestos das entidades do setor.

    Odiado por todos e prevendo a derrota do seu candidato nas eleições de 2010, Mainardi anuncia agora: “Vou embora”. Talvez não sinta mais clima para ficar no país e perceba que suas bravatas fascistas não convencem muita gente. Teme até ser preso por suas difamações e calúnias. Não agüentaria a continuidade da experiência aberta pelo presidente Lula, com a eleição de Dilma Rousseff. No twitter, brinquei que sua fuga lembra o cachorro sarnento que abandona o próprio dono. Muitos reagiram: é sacanagem com o pobre animalzinho. Concordo e peço desculpas!

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  2. So relembrando o motivo de sua fuga do Brasil.

    Temendo ser preso, Diogo Mainardi foge
    Por Altamiro Borges

    Em sua coluna na Veja desta semana, Diogo Mainardi, o pitbul da direita nativa, deu uma notícia que alegrou muita gente. Anunciou que deixará o Brasil. Num texto empolado, ele não explica os motivos da decisão. A única pista surge na frase “tenho medo de ser preso” – será uma confissão de culpa? “Oito anos depois de desembarcar no Rio de Janeiro, de passagem, estou indo embora. Um vagabundo empurrado pela vagabundagem”. Concordo totalmente com a primeira descrição!

    O enigmático anúncio levantou muitas suspeitas. Para o blogueiro Paulo Henrique Amorim, uma das vítimas das difamações e grosserias deste pseudojornalista, ele está fugindo para não pagar o que deve. “O Mainardi me deve dinheiro. Ele perdeu no Supremo Tribunal Federal, por decisão do Ministro Toffoli, recurso em uma causa que movo contra ele. Contra ele e o patrão, o Robert (o) Civita... Interessante é que o próprio Mainardi foi quem disse que só escrevia por dinheiro”.

    “Fim de uma era de infâmia”

    Luis Nassif também suspeita que Mainardi vá deixar o país para evitar a Justiça. A referência ao medo de ser preso “é real. Condenado a três meses de prisão por calúnias contra Paulo Henrique Amorim, perdeu a condição de réu primário. Há uma lista de ações contra ele. As cíveis, a Abril paga, como parte do trato. As criminais são intransferíveis. E há muitas pelo caminho. Há meses e meses meus advogados tentam citá-lo, em vão. Ele foge para todo lado”.

    Para o blogueiro que já foi alvo das agressões do pitbul da Veja, o festejado anúncio representa “o fim de uma era de infâmia”. “O problema não é o Mainardi. Ele é apenas uma figura menor que, em uma ação orquestrada, ganhou visibilidade nacional para poder efetuar os ataques encomendados por Roberto Civita e José Serra. Quando passar o fragor da batalha, ainda será contado o que foram esses anos de infâmia no jornalismo brasileiro”.

    “Sou um conspirador da elite”

    André Cintra, editor de mídia do portal Vermelho, apresenta ainda outra hipótese. Ele constatou que Mainardi perdeu espaços na imprensa, inclusive na Veja. “Ele perdeu credibilidade e, talvez, renda”. Essa suspeita já fora apontada, algum tempo atrás, por Alberto Dines, do Observatório da Imprensa. “Há poucos meses, ele puxava o cordão dos que mais recebia mensagens; agora nem aparece no esfarrapado Oscar semanal. O leitor da Veja já não agüenta tanta fanfarronada”.

    Levanto aqui outra suspeita. Filhinho de pai, Mainardi sempre fez turismo pelo mundo. Ele não tem qualquer vínculo com o país e seu povo. Até escreveu um livro sugestivamente intitulado de “Contra o Brasil”. Na fase recente, com a eleição de Lula, seu ódio ficou mais doentio. “Sou um conspirador da elite, quero derrubar Lula, só não quero ter muito trabalho” (Veja, 13/08/05). Ele chegou se gabar de “quase ter derrubado o presidente Lula” e ficou furioso com a sua reeleição.

    Coitado do cão sarnento

    Este “difamador travestido de jornalista”, como bem o definiu o ministro Franklin Martins, fez inimigos por todos os lados. Satanizou o sindicalismo, o MST, os intelectuais e as lideranças de esquerda no país e no mundo. Apoiou o genocídio dos EUA no Iraque e destilou veneno contra Fidel Castro, Evo Morales e Hugo Chávez. O seu egocêntrico “tribunal macartista mainardiano”, no qual fez acusações levianas contra vários jornalistas, gerou protestos das entidades do setor.

    Odiado por todos e prevendo a derrota do seu candidato nas eleições de 2010, Mainardi anuncia agora: “Vou embora”. Talvez não sinta mais clima para ficar no país e perceba que suas bravatas fascistas não convencem muita gente. Teme até ser preso por suas difamações e calúnias. Não agüentaria a continuidade da experiência aberta pelo presidente Lula, com a eleição de Dilma Rousseff. No twitter, brinquei que sua fuga lembra o cachorro sarnento que abandona o próprio dono. Muitos reagiram: é sacanagem com o pobre animalzinho. Concordo e peço desculpas!

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