3 de abr de 2017

Dilma reafirma golpe em 2016 e influência da questão de gênero no ocorrido

Ex-presidente foi recebida em Porto Alegre e classificou eleições de 2018 como "pedra no caminho" de Temer

Ex-presidente foi recebida em Porto Alegre e classificou eleições de 2018 como "pedra no caminho" de Temer
Foto: Mauro Schaefer
A ex-presidente Dilma Rousseff foi recebida, no começo da noite desta quinta-feira, na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, para palestrar sobre o papel das mulheres na democracia. Aclamada por um público composto por mulheres, integrantes de movimentos sociais, centrais sindicais e coletivos, Dilma fez duras críticas às reformas do atual governo e reafirmou que foi vítima de um golpe parlamentar. Ela salientou que este também teve êxito pela questão de disparidade de gênero. Por fim, destacou que a eleição direta de 2018 “é uma pedra no meio do caminho” do governo de Michel Temer.

O encontro com as mulheres, que ocorreu sem registro de hostilidade por parte do público, foi um convite da líder da bancada do PT na Câmara, a vereadora Sofia Cavedon. Também foi marcado por homenagens e cantos que elucidavam Dilma como mulher forte e corajosa ou “guerreira do povo brasileiro”. No início da cerimônia, a deputada estadual Manuela d’Ávila (PCdoB) e a deputada federal Maria do Rosário (PT) deram as boas-vindas.

A ex-presidente salientou que, em diversos momentos da sua atuação no governo, foi utilizada uma tipologia para descrever o gênero feminino como sendo frágil, instável, complicado, extremamente inseguro e medroso, enquanto o gênero masculino era descrito como firme, sério e trabalhador. “Uma categorização em que uns são bons e outros são ruins”, disse. “Podemos contar o golpe por aí, porque a mídia usou esses estereótipos. Em muitos momentos, contraditoriamente, eu era uma mulher dura no meio de homens meigos, como eu dizia. Em outros momentos, eu era uma mulher frágil que não deveria ir ao Senado Federal enfrentar o momento decisivo do impeachment. Eles tocaram todas as notas”, afirmou. “Não nos iludamos. É sempre assim quando se lança contra as mulheres todas as campanhas”.

Dilma também repudiou a terceirização e a reforma da Previdência, alegando que as mulheres serão as primeiras a sofrer o impacto das medidas do governo, que também “tirou os pobres do orçamento”. Além disso, observou que o programa Minha Casa Minha Vida se tornou, com a mudança de governo, o “Minha Casa Minha Mansão”. Por fim, disse que a eleição de 2018 será um “encontro com a democracia". Sobre "a pedra no caminho" com o pleito presidencial do ano que vem, ela citou as pesquisas de intenção de voto. "Em todos os cenários, é inegável que Lula ganha."



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