26 de mar de 2017

Você gostaria de ser julgado por um inimigo?


O principal requisito que se exige de um juiz de Direito é a imparcialidade, diz o advogado criminalista Fernando Hideo Lacerda, quem me defende de acusações torpes assacadas contra mim em dois processos – um deles, kafkiano, e o outro, malandro.

Como é possível que a Justiça brasileira permita que uma pessoa seja julgada por um inimigo manifesto. Você gostaria de ser julgado por alguém que te odeia?

Como todos sabem, estou sendo acusado criminalmente pelo juiz Sergio Moro, da 13ª vara de Curitiba, de “obstruir” a Justiça e por “ameaçá-lo”.

É a primeira acusação criminal que sofro em quase seis décadas de vida. O primeiro processo (obstrução) é uma causa pública. Eu teria avisado um “criminoso”, ou seja, um ex-presidente da República, de que ele seria alvo da Justiça.

O segundo processo é uma causa pessoal do meu julgador; eu teria ameaçado publicamente alguém que dispões de meios de mandar me encarcerar quando lhe der na veneta.

Na semana que finda, após esse caso rumoroso ganhar o mundo e provocar indignação no Brasil e no mundo afora devido à violência física e moral a que fui submetido pelas forças de repressão comandadas por meu detrator, ele, intimidado com a repercussão, recuou parcialmente.

Muitos pensam que meu algoz retirou o processo sobre obstrução, mas não é isso. Ele simplesmente retirou a parte do processo decorrente da violação de meus sigilos, mantendo a acusação de que eu avisei o presidente Lula de que ele seria preso ilegalmente, assim como eu fui.

Para esclarecer tudo isso entrevistei meu advogado, doutor Fernando. O resultado da entrevista você confere no vídeo abaixo.



No Blog da Cidadania



Ato em solidariedade a Eduardo Guimarães e pela liberdade de imprensa

Com o auditório do Sindicato dos Engenheiros lotado, Guimarães detalhou o ocorrido. Os agentes armados bateram à porta de seu apartamento às 6h da manhã e sua esposa sequer teve permissão para trocar de roupa. "Não tive orientação alguma sob o interrogatório. Eles só me avisaram, sem a presença do meu advogado, que eu até tinha o direito de ficar calado, mas que isso poderia me prejudicar", relata.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comentários com links NÃO serão aceitos.

Os comentários são de total responsabilidade de seus autores e não representam necessariamente a opinião do blog

Comentários anônimos NÃO serão publicados, como também não serão tolerados spams, insultos, discriminação, difamação ou ataques pessoais a quem quer que seja.

É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O blog poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os criterios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.