15 de fev de 2017

Como Sarney e Collor foram os Moro do passado. Veja em vídeo

vejas

Às vezes é difícil convencer os mais jovens, que não viram a história passar diante dos olhos.

Como esperar que uma pessoa de 30 anos de idade – um adulto, portanto –  se recorde  com clareza do que se passou quando tinha dez ou quinze anos de idade?

Sim, eu sei que é quase impossível fazer com que se lembrem que houve um mundo sem celular, sem Facebook, Instagram, Whattapp.

Mas não me refiro a gadgets tecnológicos, mas a valores morais e a comportamentos de massa, e mostrar que ondas moralizadoras já existiram e delas o nosso país saiu mais pobre, mais fraco e mais corrupto.

Já nem desço às profundezas de Carlos Lacerda  e seu “Clube da Lanterna”, que tomava o grego Diógenes e sua busca infrutífera por um homem honesto como símbolo antípoda da perdição humana.

Fico no recente.

Será que um destes moços ou moças pode acreditar que milhares e milhares de pessoas se puseram de “fiscais do Sarney” e em seu nome fechavam supermercados, em rede nacional de televisão.

Sarney, para eles símbolo agora do atraso e da politicagem escusa?

E Collor, o agora execrado, mas eleito pela Globo contra Brizola e Lula em 1989, anunciando uma nova era  em que funcionários corruptos e empresários ladrões iriam todos para a cadeia?

Então, juntei aqui o que a nossa mídia de massas não faz: as origens da Lava Jato, dos moralizadores de ocasião,está expressas em imagens das quais nos esquecemos rápido demais.

Não preciso falar nada, as imagens e as palavras ditas há duas décadas contam tudo.

Não há nada de novo sob o céu de Pindorama.

O fiscal do Sarney, o caçador de marajás, o juiz das “Mãos Limpas” são rostos que se sucedem como caras novas da direita.

Sempre prontos a fazer  com que, em nome da moral, este país retroceda.



Fernando Brito
No Tijolaço



"Era Lula" foi a melhor fase da economia brasileira dos últimos 30 anos, diz FGV

O período de junho de 2003 a julho de 2008 foi a fase de maior expansão para a economia brasileira das últimas três décadas, indica estudo divulgado nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV). Nesses cinco anos, a indústria se expandiu, as vendas do comércio registraram alta e a geração de emprego e renda cresceram.

A análise foi realizada pelo Comitê de Datação de Ciclos Econômicos, coordenado pelo ex-presidente do Banco Central Affonso Celso Pastore, e teve participação de mais seis economistas.

MAIS ECONOMIA

Segundo o estudo, que considerou dados a partir de 1980, o bom desempenho da economia começou seis meses após a posse do presidente Lula e se prolongou por 61 meses. O segundo melhor período foi entre fevereiro de 1987 e outubro de 1988, na gestão do ex-presidente José Sarney.


O menor período recessivo, de acordo com o levantamento, foi também no governo atual e durou seis meses: de junho de 2008 a janeiro de 2009, quando o país conviveu com a recessão. Mesmo sendo menos afetado do que outros países, o Brasil sofreu nesse período reflexos da crise financeira internacional.

O maior intervalo de baixo desempenho, classificado de recessivo, por se estender por meses seguidos, ocorreu entre junho de 1989 e dezembro de 1991, prolongando-se até janeiro de 1992, num total de 30 meses. Essa fase crítica começou em meio à campanha pela primeira eleição direta para a Presidência da República depois do regime militar (1964-1985).

De acordo com o estudo, nas três décadas analisadas, o Brasil passou por oito ciclos de negócios entre intervalos de fases boas e ruins. Os períodos recessivos duraram, em média, 15,8 meses e os de expansão, 28,7 meses.

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