28 de fev de 2017

Careri: apagar grafite é como queimar livros

Recado direto ao Prefeito Caviar

Trump, convide o Doria para pintar o seu muro - de cinza


Os romanos já faziam. Os gregos também. O grafite não foi invenção dos paulistanos, diz o arquiteto e escritor italiano Francesco Careri.

Professor de estudos urbanos da Universidade Roma Tre, onde também dirige o programa de pós-graduação "Artes, arquitetura, cidades", Careri afirma que os rabiscos nos muros são uma forma milenar de expressão.

Para ele as paredes ainda ocupam um espaço inalienável: dizer o que não é dito em nenhum outro meio, falar da vida da cidade para todos, até para quem não sabe ler.

Diante do papel ocupado pelo grafite - o professor não entra no mérito da pixação -, ele diz que a ação do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), de passar tinta cinza sobre desenhos em várias partes da capital, é como "queimar livros".

"É apagar parte da cultura, escondê-la, porque se tem medo do seu significado", afirma o arquiteto, que escreveu livros sobre a experiência urbana e participou da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty) no ano passado.

(...)

No CAf

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