20 de jan de 2017

Teori Zavascki, o resto é silêncio…

Shakespeare
Foto Demian Adrox/Freeimages.
Apostar na isenção das investigações num país com o currículo do Brasil é ser muito ingênuo. Tão ingênuo quanto um governo que foi derrubado e que apostou na isenção e na correção de um STF como “guardião da Constituição”.

É claro que pode ter sido um acidente – inclusive provocado (pode-se facilitar uma falha mecânica). Ou obra do acaso. Mas desde Juscelino, Castelo, PC Farias, Eduardo Campos e outros… como as coincidências favorecem os mais poderosos, não é?

Mas, por favor, num país que faz o que faz ao longo de sua história para mantê-lo entre os mais desiguais; faz o que fez para derrubar Dilma, não me falem em lisura das instituições – sejam quais forem – na investigação do caso. Será mais um que entrará para a história com laudos que estarão sob suspeita para o resto dos tempos.

É a minha opinião, mas respeito o ponto de vista do Sakamoto e de quem quer que se contente com um laudo inconclusivo ou que aponte para falha humana, mecânica ou de outro tipo. Acho que como acontece em tantos casos, jamais saberemos. Se foi obra do acaso ou acidente provocado. Fico com Shakespeare: “O resto é silêncio”.

Celso Vicenzi

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