3 de jan de 2017

O massacre de Manaus contado pelo Juiz Luis Carlos Valois


Reportagem por Macarena Mairata, especial para os Jornalistas Livres, de Manaus (AM).

O Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas Luís Carlos Valois foi um dos alvos da operação “La Muralla”, da Polícia Federal, cuja investigação se dá sobre suposto envolvimento dos juízes “com organização criminosa”.

A busca da PF causou comoção nas redes sociais entre magistrados e ativistas pelos direitos humanos, uma vez que Valois tem carreira na magistratura e na academia em favor de posições mais progressistas no Direito, em especial pela defesa dos direitos dos encarcerados e encarceradas. O desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo e colunista do Justificando Marcelo Semer salientou que o momento, no país, é delicado e caminha ao retrocesso. Para ele, no entanto, “tudo o que não podemos fazer é confundir ideologia com suspeita, nem independência com submissão”, e que o momento, agora, é de se “esclarecer quem é Valois”.

Jornalistas Livres foram ao encontro do juiz que, tranquilo, explicou o drama que está acontecendo neste momento no sistema penitenciário amazonense.





O jurista Pedro Serrano escreveu para o DCM contestando a acusação de que o juiz Luis Carlos Honório de Valois Coelho, chamado para negociar o fim da rebelião em Manaus, tem ligação com facção e foi alvo de busca e apreensão na segunda fase da operação La Muralla.

“Valois é um juiz serio, perseguido por ser um ferrenho garantista. Interviu na tragédia para tentar ajudar. Essa busca e apreensão nao deu em nada. Obviamente, foi feita só para desmoraliza-lo”, diz Serrano.

“Ele é um dos grandes perseguidos pela cúpula fascista do Judiciário federal. Valois é um dos casos simbólicos de persecução a juízes garantistas, como a desembargadora Kenarick em São Paulo, processada por soltar presos com pena cumprida, e os do Rio processados por emitir opiniao contra o impeachment”.

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