21 de jan de 2017

Mas se a Veja admite que não é por moralidade, por que é?


O que este blog viu há duas semanas – e que Joaquim  de Carvalho, no DCM, aprofundou – agora é reconhecido pela própria Veja.

As empreiteiras estrangeiras convidadas pela Petrobras para substituir as corruptas empreiteiras brasileiras são…corruptas.

Veja aí em cima a nota que a revista publica na edição que circula hoje, apontando que, das 30, 21 estão medidas em escândalos ou já confessaram a propinagem  em acordos de leniência.

Não teremos mais propinas, só bribes.

A hipocrisia do discurso moralizador está aí, exposta em sua nudez imoral, porque de traição ao seu próprio país, à sua economia, aos seus empregos.

“Consultada, a Petrobras disse que elas têm capacidade financeira e operacional de entregar as obras”, que cinismo! Pode não haver ética entre os empreiteiros nacionais – como aliás há muito pouca em qualquer negócio milionário, mas capacidade de realizar obras imensas e complexas de engenharia é uma das poucas expertises em que o Brasil não fica nada a dever em relação ao mundo.

Não é preciso ser de esquerda para defender isso e até um Trump defende a economia de seu país.

Aqui, não. É proibido roubar, mas apenas em português.

Fernando Brito
No Tijolaço

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