21 de jan de 2017

Alcaçuz: um Exército sem Presidente

O Poder Executivo virou um condomínio

Exército foi a Natal levar uma tenda de oxigênio
Reprodução: Novo Jornal
“Presos mantêm controle de prisão no RN”

“Apesar da entrada da Polícia Militar, detentos caminhavam nos telhados e exibiam facões no 7o. dia do motim”

“Governo não sabia nem numero de vitimas em prisão um dia depois; PM afirma que prioridade é evitar fugas e confrontos (entre o PCC e o local Sindicato do Crime)”.

“Cerca de 600 homens do Exército chegaram a Natal nessa sexta-feira (22/I) para reforçar (sic) a segurança nas ruas (sic) da cidade...”

É o que diz a Fel-lha.
O Exército não tem um Presidente da República.
Não tem um Comandante em Chefe das Forças Armadas.

O Golpe que destituiu uma Presidenta honesta e eleita pelo povo, paradoxalmente, extinguiu o Poder Executivo.

O Poder Executivo se tornou um condomínio do Supremo Tribunal Federal, da Procuradoria Geral da Republica, da Vara do Moro, da Polícia Aecista Federal, de facções do Congresso — e, acima de todos, da Globo.

(Imaginar que o Jungmann — celebrado em processo no STF — seja o chefe do Exército de Osório ou da Marinha de Tamandaré é um desaforo!)

Esse Executivo recua mais do que avança.

E agora, aparentemente, vai se eximir de nomear um Ministro para o Supremo, enquanto a Presidente Cármen Lúcia não designar o novo relator da Lava Jato.

Sim, porque, qualquer que seja o indicado pelo suposto Presidente, o “MT” da lista de alcunhas da Odebrecht, será suspeito de ir fechar a Lava Jato!

Como é um Executivo que não executa, a decisão de mandar tropa do exército para Natal não passa de um Golpe rasteiro de marketing.
Transformar o Exército em guarda de trânsito!

Não será uma tropa de dissuasão, como foi nas Olimpíadas, por exemplo.

Não estará ali para garantir a visita de um Chefe de Estado.

O Exército também não poderá intervir em Natal.

Se for atacado, não poderá reagir!

A GLO, a “Garantia da Lei e da Ordem”, exige um respeito às finalidades das Forças Armadas, previstas na Constituiçao de 1988 (devidamente rasgada pelos canalhas, canalhas, canalhas, na acepção do Requião e do Lindbergh).

O envio dos homens do Exército para Natal responde, apenas, ao desespero do “MT” de dar a impressão de que faz alguma coisa, de que executa.

O Exército não vai fazer nada — que preste! — em Natal.
E não poderá ficar por muito tempo!

Está ali apenas para desfilar para o PiG.

As Forças Armadas são hoje uma das pouquíssimas instituições brasileiras respeitadas.
O Golpe desmoralizou o resto!

Natal poderá desmoralizar as Forças Armadas.

Trata-se de um ato inconsequente.
Irresponsável.

Se o Gilberto Freire com “i” quiser, em 48 horas ele tira o Exército de Natal.
Com duas reportagens consecutivas no jn!

O Exército foi a Natal dar protagonismo a um falso ministro e levar a tenda de oxigênio a um Presidente natimorto.

Paulo Henrique Amorim
No CAf

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comentários com links NÃO serão aceitos.

Os comentários são de total responsabilidade de seus autores e não representam necessariamente a opinião do blog

Comentários anônimos NÃO serão publicados, como também não serão tolerados spams, insultos, discriminação, difamação ou ataques pessoais a quem quer que seja.

É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O blog poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os criterios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.