4 de jan de 2017

A primeira batalha da Previdência é a Presidência da Câmara


Não foi à toa que Michel Temer deixou de  ir a Davos desfilar a sua insignificância entre as maiores fortunas do planeta.

Ele sabe que a viabilidade da única coisa que tem a oferecer em troca de sua permanência no poder é a degola dos direitos sociais do povo brasileiro.

E que precisa de um presidente da Câmara que lhe seja dócil e a faça aprovar a toque de caixa.

Rodrigo Maia já fez, publicamente, esta profissão de fé sabuja.

Rogério Rosso, um “centrão light”, com aquele seu ar de macarrão sem sal e sem molho, mantém a candidatura, mas que sobre mesmo o tom é Jovair Arantes, que é uma máquina de acordos e conchavos dentro daquela Casa.

Promete levar ao Supremo até uma contestação a eventual reeleição de Maia, o que tem mais efeito político que jurídico, em princípio.

Porque significa colocar a contestação aberta  a Maia à frente do corporativismo parlamentar.

É significativo que André Moura, líder do governo Temer tenha estado na reunião de articulação da candidatura Jovair.

Temer tinha  de 70 a 80% da Câmara.

Pode até conservar os 50% para eleger Rodrigo Maia, mas isso não basta para os 60% que exige a reforma da Previdência, sobretudo porque deixa sequelas fundas, como já se vê.

Temer teria a solução sem Maia candidato, o que deixaria Jovair e Rosso, que não se entendem, disputando e daria à aliança PSDB-Dem o papel de fiel da balança da disputa.

Mas só se  houver “ajuda” judicial para isso, porque estes são hoje seus únicos aliados “programáticos” na pauta de maldades.

Como diria Galvão Bueno, a coisa já esteve melhor para o Michel.

Até  porque, além dos deputados eleitores de Brasília, há um outro, silencioso, lá em Curitiba.

Eduardo Cunha pode não ter mais votos no plenário, mas tem poder – e muito – de tirar.

E o caminho para atingir Maia tem nome.

O nome dele é Moreira.

Fernando Brito
No Tijolaço

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