24 de dez de 2016

Sigamos a mensagem do bom velhinho


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Quem acha Odebrecht é maior escândalo mundial, veja as multas dos bancos da crise de 2008


Lamento informar aos que estão aí comemorando a descoberta do Brasil como o capitalismo mais corrupto do mundo, por conta da multa de  US$ 1 bilhão do Departamento de Justiça dos Estados Unidos que, como na Copa, perdemos de goleada para a Alemanha e para muitos outros no asqueroso “campeonato da falcatrua”.

Aliás, também foi de 7 a 1, como naquela tarde trágica no Mineirão. Porque foi de US$ 7 bilhões o acordo, entre multas e reparações firmado pelo respeitatíssimo Deutsche Bank com os americanos, por manipulação de operações bancárias e venda fraudulenta de hipotecas na chamada crise do subprime.

E com “desconto”, porque os americanos queriam US$ 14 bilhões.

Estamos muito longe de ganhar o campeonato mundial de falcatruas, que são a regra do capitalismo globalizado e parte da disputa de poder mundial. E se empreiteiro não é santo, banqueiro ganha dele fácil, nesta modalidade.

Perdemos feito também para os suíços do Credit Suisse, que levou uma bordoada de US$ 5,2 bilhões do Departamento de Justiça pelas mesmas razões, o que o leva a juntar-se ao seleto grupo dos bancões — os que sobreviveram, com larga ajuda de seus governos — JPMorgan Chase, Citigroup, Morgan Stanley e Bank of America, que acertaram outros US$ 40 bilhões.

Multas que serão pagas, claro, pelos usuários dos serviços dos bancos e pela população dos países onde operam, porque os governos os acham “grandes demais para quebrar”.

Como as da Odebrecht serão pagas com dinheiro de seus contratantes, em geral o poder público.

Não se trade de “fulano é honesto” ou “fulano é pilantra”, a máquina do dinheiro tem sua própria (a)ética.

Megacapitalista santo é como cabeça de bacalhau. Tem, mas você já viu um?

Em compensação. quem acha que bilhões e honra andam juntos, está cheio.

Fernando Brito
No Tijolaço
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Dilma Rousseff em Buenos Aires


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Jornalismo duvidoso da Globonews expõe celas da Lava Jato


Em mais um lance de jornalismo duvidoso, o canal de notícias da Rede Globo, Globo News, expõe as dependências do Complexo Médico-Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, onde estão vários presos da Lava Jato.

Em mais um lance de jornalismo duvidoso, o canal de notícias da Rede Globo, Globo News, expõe as dependências do Complexo Médico-Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, onde estão vários presos da Lava Jato.

Feito o caçador que exibe a jaula das presas que colaborou para capturar, a matéria invade o dia a dia e a privacidade de cada um dos presos, mostra onde dormem, o banheiro que usam, que tipo de trabalho faz cada um deles entre outras intimidades.

A repórter chegou a abrir uma das quentinhas para mostrar a refeição dos presos. Como, muito provavelmente não conseguiram falar com nenhum deles, a reportagem usou imagens de arquivo a cada referência.

Veja aqui a matéria:



No Fórum
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Os vazamentos e a pós-verdade da Lava Jato


O Ministério Público Federal está empenhado em demonstrar que não apenas não vaza, como não tem interesse em vazamentos — apesar do vazamento ser peça central na estratégia da Lava Jato, como comprova trabalho do juiz Sérgio Moro sobre a Operação Mãos Limpas.

Recentemente, o Procurador Geral da República Rodrigo Janot bradou inocência. Outros procuradores surgiram com alegações cartesianas sobre a razão do vazamento não interessar a eles.

O procurador Deltan Dallagnol divulgou em seu Facebook artigo da procuradora de Justiça Luciana Asper, analisando os vazamentos de delações premiadas. É uma boa maneira de apurar como o MPF monta suas narrativas de defesa, depois de se saber, à exaustão, como monta suas narrativas condenatórias. E um bom exemplo da profundidade da lógica que impressiona Dallagnol.

Vamos comparar o artigo da procuradora com o vazamento da delação de Marcelo Odebrecht, segundo a Folha de São Paulo (https://goo.gl/fOLplp).

A matéria é um cozidão de fatos conhecidos com obviedades ao alcance de todos. Mas descreve, com todas as letras, uma informação que diz constar da delação de Marcelo Odebrecht (que está em curso): “O ex-presidente e herdeiro do grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, relatou a procuradores da Lava Jato que uma espécie de conta que a empresa mantinha em nome de Luiz Inácio Lula da Silva tinha o objetivo de manter o petista influente depois que saísse da Presidência da República”.

A reportagem é de repórteres com amplo acesso aos procuradores. Além de informações de conhecimento geral, traz um pouco do estilo Lava Jato: diz que três delatores afirmaram que a Odebrecht pagou R$ 12 milhões pela nova sede do Instituto Lula. “Um ponto a ser esclarecido nas apurações é o fato de a sede do instituto não ter sido instalada no terreno da rua Dr. Haberbeck Brandão, na zona sul, mas em um edifício no bairro do Ipiranga”. Mas isso é um mero detalhe.

Vamos ver como essa reportagem se insere no teste “a quem interessa” proposto pela promotora:

"A quem interessa vazar colaborações premiadas?

1.      Ao Ministério Público?

- Há um número restrito de colegas trabalhando na operação lava jato, já que todos os outros jurisdicionados também precisam de sua atuação e os prazos correm.

- Há uma dedicação árdua de muitos meses de negociação para se fechar os termos de uma colaboração premiada e são centenas de investigados procurando celebrar o acordo.

- Quando se consegue fechar o termo, dali saem importantes linhas de investigação: quem serão os próximos investigados?; quais serão as próximas buscas e apreensões, escutas e diversas diligências que, para terem resultado, dependem do SIGILO?

Uma vez vazadas, estas estratégias caem por terra porque os investigados vão destruir ou ocultar indícios e provas. Qual seria o interesse em se colocar todo este trabalho e linha de investigação no lixo? Qual seria a vantagem de destruir o caminho necessário para a responsabilização dos culpados?

Respostacomo bem detalhado no trabalho de Sérgio Moro sobre a Operação Mãos Limpas, a vantagem seria criar um movimento de opinião pública que consolide a presunção de culpa do réu. Muitas vezes, para contornar a falta de provas objetivas.

OU 2. Aos que insistem em buscar uma terceira via para a lava jato?

Hoje os envolvidos na lava jato vislumbram em regra duas opções: 

A)     submeter-se ao curso normal do processo, devolver o dinheiro identificado como desviado e suportar anos e anos de cadeia; ou

B)     colaborar trazendo informações que elucidem ainda mais os crimes de corrupção, devolver 100% do dinheiro roubado e ainda assim ir pra a cadeia, mesmo que por um tempo menor - a cadeia ainda é regra.

Para quem estava acostumado com a certeza da impunidade nenhuma destas duas opções parece muito interessante, de modo que poderiam, pelo menos hipoteticamente, estar buscando, com muita criatividade, uma TERCEIRA VIA: a tão almejada IMPUNIDADE. Poderia ter a ideia de se apresentar como "colaborador", vazar para grandes veículos da imprensa o teor da colaboração, imputar aos investigadores os vazamentos e com isso tentar minar o imenso apoio popular e credibilidade da força tarefa, criando um espaço de menos resistência para aprovação de leis de "abuso de autoridade" que poderiam inviabilizar a continuidade dos trabalhos de investigação, impor "práticas impróprias" agora aos investigadores e quem sabe conseguir as tão almejadas anulações pontuais das investigações ou condenações na Justiça, renascendo o que já parecia uma opção distante: IMPUNIDADE.

(...) O que parece um "truque de mestre" para uns, pode ser "subestimar a inteligência" para outros. Nas suas rodas de conversa, perguntem: "a quem interessa vazar as colaborações premiadas?" e deixe que cada um tire suas próprias conclusões."

Resposta – segundo o juiz Sérgio Moro, em discurso nos Estados Unidos, é o apoio da opinião pública que protege a Lava Jato de sabotagens (https://goo.gl/JHD9SB). E os vazamentos se constituem no ponto central da estratégia de ganhar a opinião pública. Logo, interesse diretamente ao MPF.

Conclusão

Basta conferir o vazamento da delação de Marcelo Odebrecht. Interessaria a ele, depois de tanto custo imposto à Odebrecht, correr o risco de melar a delação por conta de vazamentos?

Os vazamentos são peças essenciais da Operação Lava Jato. Há procuradores sinceramente convencidos de seus malefícios sobre a corporação. E aqueles que, tendo o “complexo de vira-latas” apelam para a velha malandragem brasileira, de culpar a vítima.

Ao Procurador Geral, como não dispõe de nenhum ascendência mais sobre a tropa, resta lamentar e culpar os outros. É a maneira de se livrar da responsabilidade de não dar contas dos seus.

Afinal, foi o próprio Janot que permitiu a midiatização do trabalho do Ministério Público, criando poços de vaidade — como Deltan Dallagnol — que, já hoje em dia, conspiram contra a seriedade do trabalho de toda a corporação.

Aliás, o álibi do vazamento para anular delação foi utilizado apenas uma vez: um vazamento sem a menor relevância para a revista Veja, que foi utilizado como álibi por Janot suspender o acordo com o presidente da OAS, cuja delação ameaçava comprometer próceres tucanos e a não confirmar a novela da venda do tríplex para Lula.

Luís Nassif
No GGN
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O discurso natalino de Temer vai se chamar “Ode ao Cinismo”

O Bom e o Mau Velhinho
O Bom e o Mau Velhinho
O presidente Michel Temer avisou que irá fazer neste sábado (24), véspera de Natal, um pronunciamento em cadeia nacional para tentar passar o que os seus assessores chamam de uma “mensagem de otimismo” ao povo brasileiro.

O que exatamente tem a dizer sobre otimismo um sujeito que aniquilou os investimentos em saúde e educação pelas próximas duas décadas, trucidou os avanços conquistados nas áreas sociais, aleijou de vez uma economia que já vinha cambaleante, conspira contra a sagrada CLT e tenta tornar a merecida aposentadoria dos trabalhadores numa lenda urbana, é algo que realmente me deixa curioso.

Como tudo em seu governo, o tal pronunciamento era uma incógnita até pouco tempo atrás. Com a coragem de um verme que já lhe é peculiar, Temer se apavora com uma possível nova onda de paneleiros a lhe cobrar o paraíso prometido num Brasil pós-Dilma.

Justiça seja feita, o que mais um moribundo a ocupar a cadeira presidencial pode esperar, após atingir a estratosfera da rejeição popular onde nem mesmo Marcela é capaz de elogiá-lo sem deixar escapar um constrangedor sorriso amarelo?

Seja como for, a sua “ilibada” equipe ministerial o convenceu a sair da toca por acreditar que muito das suas medidas tomadas no decorrer desses tenebrosos sete meses ainda não estão sendo devidamente esclarecidas a uma boa parcela da sociedade.

Sim, é aquele velho discurso. O seu desemprego, o aumento nos impostos, a perda de direitos, o arrocho salarial e o desmonte do Estado são para o seu bem. Se você discorda, é porque simplesmente não compreende. Deixe conosco que cuidamos de você.

Resumindo, Temer e sua claque acreditam que o caldeirão social que está prestes a explodir se amenize simplesmente porque virá à televisão tentar “explicar” aos 99% que sofrem, os benefícios criados para o exclusivo usufruto dos 1% que financiaram o seu golpe.

Pois é! Foi a esse tipo de gente que entregaram os rumos desse país, com a inacreditável chancela dos que transitaram entre a ingenuidade infantil e a sandice patológica.

O show de verborragia regado a mesóclises que será utilizado para uma tarefa dessa natureza, fechará de vez o ano em que trocamos a honestidade pela corrupção, a bravura pela covardia, a sinceridade pela mentira e a democracia pela plutocracia.

Será uma verdadeira ode ao cinismo, mas pelo menos será em bom português, né?

Carlos Fernandes
No DCM
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Comandante do Exército prevê 'agravamento das dificuldades'


"Em mensagem de fim de ano para desejar boas festas o comandante do Exército general Eduardo Villas Bôas disse que o país passa por uma crise política econômica e ética e fez previsões de um 2017 ainda pior."

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A escandalosa troca de favores entre Temer e as revistas


Raras vezes, se é que alguma, o Brasil foi regido como agora por homens tão sem noção de decência pública.

É simplesmente humilhante para a sociedade.

Fomos obrigados a tolerar, primeiro, Eduardo Cunha, com o gangsterismo despudorado com o qual ele armou o golpe contra Dilma na presidência da Câmara.

Logo em seguida veio Temer, o homem das 43 citações na primeira delação da Odebrecht.

E o pior é que continuamos a viver como se isto fosse normal: sermos governados por pessoas claramente em conflito com a lei e os bons costumes.

Pense.

Em que outro país civilizado Temer teria resistido a acusações tão pesadas?

E antes dele, Eduardo Cunha?

Claro que a retribuição vem — com dinheiro público.

Temer aumentou em 900% as verbas publicitárias destinadas às revistas.

Qual a lógica disso, investir num meio em completa decadência? A resposta só pode ser uma: favorecer os amigos. (Especialmente os da IstoÉ, sua favorita, aquela que lhe deu o título de Homem do Ano.)

Retribuir com dinheiro público. É indecente.

Todos lembram. A cada migalha — eram migalhas, nem mais e nem menos — que o governo Dilma investia na mídia digital progresista, era um escândalo.

Em seu republicanismo suicida, a administração das verbas publicitárias foi mais um dos erros que o PT cometeu.

Temer está pagando para ser adulado. O PT pagou para apanhar.

Não é justo.

Mas quem disse que a vida é justa?

Paulo Nogueira
No DCM



Editora Três dispensa equipes de jornalistas de revistas e troca por free lancers

Temer agradece o prêmio de Brasileiro do Ano ao herdeiro da Editora Três
Temer agradece o prêmio de Brasileiro do Ano ao herdeiro da Editora Três
Estimulada pelo presentão natalino de Temer, com as tais reformas trabalhistas, a Editora Três resolveu tornar mais alegres as festas de fim de ano dos profissionais que trabalham nas revistas Menu, Planeta e Motor Show (escapou a Dinheiro Rural, a mensal mais rentável do quarteto).

A proposta é continuar editando as publicações, possivelmente com os mesmos profissionais, mas sem 13º, férias e o reajuste salarial negociado com o sindicato dos jornalistas anualmente, que eram pagos no regime de Pessoa Jurídica, em que quase todos estavam enquadrados.

Não por acaso, em seu discurso de agradecimento ao título de Brasileiro do Ano, concedido pela Editora, Temer afirmou que quando queria se informar sobre economia, recorria a uma das revistas da casa, a Istoé Dinheiro.

Quebrada, mergulhada em dívidas, com o pagamento de salários cronicamente atrasados e em um processo de recuperação judicial que se arrasta desde 2007, a empresa, através de suas publicações, tem o desplante de cagar regras para a economia do país.
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Moro e Janot desmoralizados pela Justiça americana


A Justiça americana deu um tapa com luva de pelica no Judiciário e na imprensa brasileira.

Enquanto aqui assistimos a um festival de delações, vazamentos de delações e vivemos o império da desinformação e da contrainformação, em virtude do sigilo seletivo imposto pelas autoridades, alegremente compartilhado pela imprensa, a Justiça americana informa, em primeira mão, quanto a Odebrecht pagou em propina a quantos políticos brasileiros nos últimos anos.

É uma humilhação!

O Brasil fica sabendo depois dos Estados Unidos a respeito do que acontece aqui dentro.

É a desmoralização de Rodrigo Janot e de Sergio Moro! E de seus métodos autoritários.

A diferença não consiste apenas na rapidez da informação — que o Ministério Público comandado por Janot já tinha, mas não dava a público — mas também na forma.

A moda aqui é divulgar listas, com centenas de políticos, e fomentar, assim, um clima de comoção e de fim de mundo.

Fazer acusações baseadas em suposições por meio de power-point em rede nacional de televisão a pessoas que sequer foram julgadas.

Lá, não: informaram com toda a sobriedade exigida que os destinatários de 1 bilhão de reais distribuídos pela empreiteira de 2001 a 2016 são apenas 14 políticos e os identificaram apenas por números e descrição de cargos, e não por nomes, como se costuma fazer por aqui, porque só se divulga nomes depois que seus portadores são condenados.

Divulgar antes equivale a uma condenação prévia.

Eis como funciona a Justiça num país democrático.

Os americanos gostam da atuação de Moro no Brasil, mas não usam os seus métodos.

Ou seja, Moro é bom para o Brasil, mas não para os Estados Unidos.

Alex Solnik
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Dilma Rousseff entrevistada por Jorge Gestoso


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O retrato do fracasso neoliberal é o povo que sumiu das ruas do Natal


Nenhum texto, reportagem ou análise econômica, pode ser tão expressivo do que se passa no Brasil que o par de fotos estampados hoje na capa do Estadão.

O repórter fotográfico Márcio Fernandes, com extrema precisão, conseguiu reproduzir a foto feita por seu colega Leonardo Fernandes, há seis anos.

Tudo é perfeitamente igual na Rua 25 de Março, centro de comércio popular da cidade de São Paulo.

Tudo, menos o fato de que há na rua, menos da metade das pessoas que havia há seis anos, naquele 2010 do qual muita gente já esqueceu.

Esta metade, feita de gente — gente com família, crianças, amigos, pais idosos, gente que é tão cheia do direito de viver quanto eu ou você — sumiu. Tornou-se invisível, saiu, em maior ou menor grau, da roda da economia.

A sua ausência não é acidental. Seu desaparecimento é um projeto, um programa, uma estratégia da perversidade neoliberal.

Não existindo, eles não compram. Se eles não compram, a demanda cai e os preços não sobem. Se os preços não sobem, produz-se o “milagre” da redução do processo inflacionário e da corrosão de valor da moeda e adensa-se o sangue que se sugará da Nação pelo rentismo, pelos juros.

O cerne do projeto neoliberal é este: fazer “desaparecer” uma parte da população. Que não vai à 25 de março, que não vai mais ao hospital, ou irá a um mais precário, como mais precária serão suas escolas, suas periferias, suas casas  lá onde a elite não as vê.

O Brasil desta gente é como a 25 de março, basta metade existir. A outra metade é um problema, jamais uma solução.

E nunca seus irmãos.

O que nos dão hoje as imagens de Leonardo e Márcio, como nos versos do Chico Buarque, é uma foto que não era para capa, era mera contracara, a face obscura. Mostram mais que que o frio número de queda de 4% estimada nas vendas pela Confederação Nacional do Comercio, que a reportagem de Marcia Chiara registra.

E olhe que, em 2010, Leonardo fez a foto no dia 11. Faltavam duas semanas para o Natal e o 13°, para a maioria, ainda não havia sido pago. Márcio a fez agora, quando tudo deveria estar a pleno vapor.

O Brasil dos Levy, dos Meirelles, dos Moro e Dallagnóis é assim, bem mais civilizado.

A metade.

A outra metade que vá para a selva da barbárie e da exclusão.

Fernando Brito
No Tijolaço
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Dr. Cristiano Zanin, o homem que destruiu o marketing da Força Tarefa


Em mais uma entrevista em parceria com a Rádio Kairos Angola, desta vez o colunista internacional do Cafezinho, Wellington Calasans, conversou com o Advogado de Defesa de Lula, Dr. Cristiano Zanin.

“Lawfare”, perseguição ao ex-presidente, acusações sem provas, Sérgio Moro, Imprensa, ONU e outros assuntos de grande relevância foram abordados com a serenidade de um advogado que não se curvou ao merketing em torno de Sérgio Moro e da falácia do “combate à corrupção”, tão propagados na mídia.

A entrevista foi feita via internet e em alguns momentos houve a necessidade de cortes bruscos ou substituição das perguntas orais por cartelas. Ainda assim, temos aqui um material de grande relevância para você que acompanha os absurdos praticados pela justiça brasileira contra o maior líder político do país na atualidade.

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