17 de dez de 2016

A última do Jô


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Sensoriamento remoto: vem aí um "Satelitegate" do governo

http://www.maurosantayana.com/2016/12/sensoriamento-remoto-vem-ai-um.html


Oficiais da Força Aérea estão descontentes - e intrigados - com a iniciativa da Presidência da República de meter-se diretamente com a contratação de serviços de sensoriamento remoto por satélite, no exterior, ignorando regras que exigem a obrigatória presença de empresas nacionais no processo.

A Casa Civil determinou à Comissão Aeronáutica Brasileira na Europa - CABE, que contrate com urgência - a orientação é de usar o prazo mínimo exigido pela Lei de Licitações para o recebimento das propostas, 5 dias úteis - serviços de sensoriamento remoto por satélite, em um montante de até 300 milhões de reais.

Segundo o jornal Valor Econômico, o pedido teria causado "estranheza" à CABE, já que a prestação desse tipo de serviços às Forças Armadas só pode ser feita - salvo raras exceções - por empresas brasileiras com sede e administração no país.

Pelas mesmas razões a "divisão de licitações e contratos da Aeronáutica", segundo o jornal, classificou de "desarrazoada", "desproporcional" e "ilegal" do ponto de vista administrativo, a "abertura de concorrência no exterior, regida por leis internacionais, já que os participantes têm que ser empresas brasileiras, inscritas no Ministério da Defesa."

Caso se configure essa iniciativa - o relatório da CABE cita dezenas de empresas nacionais aptas a realizar o trabalho - ela pode trazer graves prejuízos ao país não apenas do ponto de vista econômico mas, principalmente, no contexto estratégico e de Segurança Nacional.

Entregar voluntariamente a vigilância satelital de nosso território a empresas estrangeiras, com uma presença mínima de brasileiros no processo é, no tocante à área bélica, a mesma coisa que oficializar a doutrina abjeta e entreguista de chamar a raposa para tomar conta do galinheiro, abrindo para os gringos, nesse processo, detalhes sobre a abordagem estratégica que usualmente aplicamos em nossas fronteiras e em outras áreas em que existem tropas brasileiras, que seriam igualmente monitoradas, como o Haiti e o Líbano.

O que está por trás disso?

Qual o interesse de buscar "parcerias" lá fora, alijando desse processo empresas nacionais, que, caso fosse absolutamente imprescindível trabalhar com empresas estrangeiras, deveriam a elas se associar, majoritariamente?

Por que fazer essa licitação, se o Brasil já conta com o CBERS - Satélite China-Brasil de Recursos Terrestres (ilustração) e já temos tecnologia própria para a construção, como ocorreu no próprio CBERS, de câmeras orbitais MUX e WFI com resolução de 60 x 60 metros por institutos controlados pelo governo e empresas de capital brasileiro?

Se já dispomos gratuitamente, de imagens fornecidas por outros parceiros dos BRICS, como a Índia?

Se já contamos com a Visiona, que pertence à EMBRAER e à Telebras, constituída no governo Lula, para construir e operar o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) do governo brasileiro que se encontra em desenvolvimento - o satélite que tínhamos anteriormente para comunicação das forças armadas foi entregue pelo governo FHC a uma empresa estrangeira - que já representa, justamente, desde 2015, serviços de sensoriamento remoto de fornecedores como a Airbus, a DigitalGlobe, a Restec e a SI Imaging Services?

Em tempos em que o Judiciário e o Ministério Público promovem, incansávelmente, a paralisação de nossos principais projetos de defesa, investigando e perseguindo o Almirante responsável pelo desenvolvimento do programa brasileiro de enriquecimento de urânio; aplicando uma multa estratosférica na empresa responsável pelo desenvolvimento do submarino nuclear brasileiro e pelo míssil A-Darter da Aeronáutica - entregando parte do dinheiro aos gringos - colocando um ex-presidente da República e o programa de construção de 36 caças estratégicos com a Suécia sob suspeita, é preciso saber o que está por trás desse conjunto de "coincidências" e da ojeriza, ignorância e desprezo pela importância estratégica do desenvolvimento de material de defesa no Brasil e a quem interessa, dentro e fora do país, que esse desmonte e essa perseguição aconteçam.

Com a palavra, a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional - CREDN, para pautar imediatamente a discussão do tema, de forma que se possa responder a essas perguntas, com a convocação dos órgãos e instituições envolvidos, incluído o Ministério Público, para explicar o que está ocorrendo, e dizer que tipo de salvaguardas se está adotando para que se evite, ao menos, a interrupção desses programas; ou a urgente convocação, pelos patriotas - poucos - que ainda restam no Congresso Nacional, de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para analisar o assunto.

Em benefício de sua sobrevivência, já ameaçada por uma frágil situação política e uma pífia popularidade, o atual governo - até mesmo porque não foi "eleito" especificamente para isso nem colocou sua agenda em discussão pela sociedade brasileira - precisa ir com menos sede ao pote em sua sanha, mais transformista e destrutiva do que desenvolvimentista e transformadora, de abandono e desmanche da doutrina estratégica de cunho levemente nacionalista vigente neste país nos últimos anos.

Como se já não bastasse a tragédia do desastre estratégico promovido com a irresponsável aprovação da PEC da entrega, que nos deixará sem recursos para defesa e tecnologia por 20 anos.

Em um mundo em que - ao contrário do que diz a parcela mais imbecilizante da mídia - a maioria dos países mais poderosos do mundo - EUA, Europa, Japão - têm dívidas públicas maiores que a do Brasil, e não vêem o menor problema em continuar se endividando.

E em continuar se armando, melhor dizendo - para proteger seus interesses e o seu poder decisório - em um planeta cada vez mais complexo e competitivo, do qual acabamos de abdicar, quadrúpedemente, de participar como protagonistas, apesar de sermos a quinta maior nação do mundo em população e território.
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Sem “delação seletiva”: a lista de doações da “laranja” da Odebrecht


A maior inimiga da verdade não é a mentira, mas a hipocrisia.

Todo mundo sabe que campanha eleitoral se faz com dinheiro das empresas, embora nem sempre as doações que sempre puderam legalmente fazer — aliás, com o aplauso da mídia, frontalmente contrária ao financiamento público e campanhas — represente propina.

Não há uma empresa grande no Brasil que não dependa de decisões estatais, seja as empreiteiras com contratos de obras, sejam as financeiras, que ditam, no todo ou em parte, a política econômica e a legislação tributária.

O que ocorre é que “o maior escândalo de corrupção da história do país”, o da Lava Jato, foi e é usado para acusar, seletivamente, a quem interessa acusar.

E que, quando pedaços maiores da verdade vêm à tona, parecem não vir “ao caso” para as vestais que se dedicam a saber quem comprou os pedalinhos ou alugou o apartamento do vizinho de Lula.

O resto não tem pressa.

Hoje, o Estadão deu manchete com a “delação” da Odebrecht que envolvia, entre outras, a Leyroz Caxias, uma empresa de fachada usada para fazer doações.

E, estranhamente, não publica os nomes de todos os que as receberam.

Não foi pouco: quase R$ 19,3 milhões a Diretórios e Comitês partidários e R$ 4,3 milhões a candidatos.

Um total de R$ 23,6 milhões em 2010, em valores nominais, sem correção.

Há cerca de outros R$ 5 milhões em doações sob o nome da tal Praiamar, também usada no mesmo esquema, com nomes e partidos que, praticamente , se repetem.

O Tijolaço divulga todos, numa tabela repaginada para ficar legível, na imagem acima e na que vai ao final do post.

Ambas estão na íntegra, tal como na página do TSE, aqui e aqui.

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Fernando Brito
No Tijolaço
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Onde a Globo quer chegar?


O jornalista Roberto Marinho construiu seu império de comunicações errando pouco e acertando muito. Soube sempre colocar suas fichas nos cavalos certos, poucas vezes apostou mal, por exemplo apoiando a Revolta Paulista de 1932 e desembarcando tardiamente do Governo Militar de 1964 e do Governo Collor.

Roberto Marinho passou a integrar a direção de O Globo pela morte do pai em 1925.

Seu período no jornal atravessou as presidências de Arthur Bernardes, Washington Luis, Getúlio Vargas (Governo Provisório de 1930, Governo Constitucional de 1934 e Estado Novo de 1937), Eurico Dutra, Getúlio novamente, Jango, Governo Parlamentarista de Santiago Dantas e Hermes Lima, Castello Branco, Costa Silva, Junta Militar, Médici, Geisel, Figueiredo, Sarney, Collor e Lula, portanto 18 períodos ou regimes presidenciais, fato raro em qualquer parte do mundo para um dono de jornal.

Apoiou Getulio em 1930, uma jogada arriscada, apoiou o Estado Novo varguista a ponto de fazer parte do Conselho Nacional de Imprensa, órgão do DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda). Conseguiu em 1944 sua primeira rádio comprada da RCA Victor. Nas eleições de 1945 e 1950 apoiou a UDN e seu candidato Eduardo Gomes mas se compôs com Dutra e Getulio, este até 1953, quando desembarcou do varguismo. No Governo JK estava discretamente na oposição, posição moderada por ter Juscelino lhe autorizado a primeira TV Globo, campo até então dominado pela TV Tupi de seu inimigo visceral, Assis Chateaubriand, Embaixador de JK em Londres e introdutor da televisão no Brasil.

Errou em dois timings, no desembarque do governo militar e no desembarque do governo Collor.

Com FHC estava às mil maravilhas, com Lula se compôs sem gostar.

A partir das apostas políticas certas, o Sistema Globo saiu de um jornal de cidade do terceiro mundo para um dos maiores grupos de mídia do planeta, mas sempre cresceu a partir do timoneiro Roberto Marinho. Sem ele, o jogo mudou e a travessia não é tão segura.

A Globo de hoje não tem linha política minimamente definida, parece biruta de aeroporto.

Nos tempos do dr Roberto grandes cérebros ajudavam a dar a linha, amigos pessoais como Roberto Campos e Jorge Serpa, este último conselheiro por 50 anos. Serpa era o Talleyrand brasileiro, redigia os discursos de Goulart (inclusive o fatídico de 13 de março), preso pelos militares conseguiu se passar para o lado deles e tornou-se próximo do regime, redigia muitos editoriais políticos do jornal. Serpa era muito mais que um simples formulador de ideias, era amigo pessoal de Marinho, um dos poucos que era habitué de sua casa de praia nos fins de semana.

Hoje analiso os programas políticos da GloboNews (não vejo a Globo aberta há décadas) e vejo uma parcialidade tosca, banal, caipira, que não havia nos tempos do dr Roberto. Desapareceu completamente a sutileza, a finesse, a sofisticação das análises.

Exemplos: Como a GloboNews apóia cegamente a Lava Jato e todas suas ramificações NÃO há um único contraponto de opiniões. Malham o Congresso de manhã, tarde e noite, especialmente Renan, sem se avergonhar da parcialidade. Hoje no Estúdio I, a frenética Maria Beltrão, a mesma que várias vezes malhou o regime militar do qual seu pai foi importante Ministro, leu e-mails das "redes sociais", todos lidos, sem nenhuma exceção, malhavam Renan. Será que não havia uma ou outra opinião divergente? Não é normal todos os espectadores pensarem igual.

A "tropa de choque" da onipresente Lo Prete, a que horas será que ela dorme e faz refeições?, tem a linha: malhar sem dó o Congresso, elogiar sem nenhum reparo juízes e promotores, aqueles "que fazem a diferença", tudo isso avalizado pelo oráculo Merval Pereira, um personagem de Lima Barreto do começo do século até no bigode português, para o qual o jogo político sob o qual a Globo nasceu e cresceu sempre foi limpo. Daí o espanto com a corrupção de hoje, ele sempre se choca com "isto é um absurdo", tudo que não bate com a visão de mundo dele é um absurdo mas a Globo poupa cuidadosamente o BNDES porque lá tem operações, assim como seus maiores clientes, então deixa quieto.

Quando a Lo Prete deixa o Merval falar, desfila obviedades, platitudes e lugares comuns sempre na linha a favor do Judiciário e contra os políticos, aos quais ele tapa o nariz. Parece que o sonho da Globo é uma Presidência asséptica, descontaminada de políticos, classe pela qual Lo Prete and friends têm horror.

Quanto à economia, a Globo apostou desde o inicio na dupla Meirelles-Goldfajn, seus porta vozes (fraquíssimos), Sardenberg e João Borges, desde o início dessa equipe, se postaram avalizando a política a la grega que através da austeridade vai "restabelecer a confiança e fazer voltar os investimentos". Uma imensa asneira cuja ficha só caiu nos últimos quinze dias, deixando Sardenberg, Borges e até a simpática Juliana Rosa no meio da escada.

Porque a GloboNews com todos seus imensos recursos de correspondentes (em geral muito bons) mundo afora não entrevista Joseph Stiglitz, Dani Rodrick, Paul Krugman ouvindo o que eles têm a dizer sobre a crise econômica brasileira? Porque avalizar dois medíocres que não têm três ideias na cabeça e estão levando o país ao fundo do abismo? Afinal, crise derruba o faturamento até das redes de televisão, penso eu. Até agora a Globo referendou a recessão, com a fala de Goldfajn de ontem "a fraqueza da economia ajuda a combater a inflação", assim como a morte de pacientes em um hospital público ajuda a economizar na comida dos doentes. Um dito imbecil desses não mereceu o mínimo reparo dos assustados Sardenberg e Borges, sequer comentaram e muito menos fizeram algum reparo, tal qual no cemitério da Consolação depois que fecham os portões não tem inflação.

O maior sábio de economia da GloboNews é Ricardo Amorim, "garoto de mercado" raso como um pires de café expresso, admirador sem reservas da política Meirelles-Goldfajn de austeridade e que escreveu livro mostrando a maravilha que será o Brasil com a nova política econômica da PEC 55. O livro tem um nome sugestivo, Após a crise. O sarcástico Lucas Mendes, em tom de galhofa lhe cobrou, no último Globonews um "e então nada do que você previu está acontecendo", para profunda irritação de Amorim que disse "acertei todas", por exemplo acertei que Dilma perderia o impeachment.

É esse o nível do jornalismo econômico da Globo. Com todo dinheiro que tem não podiam achar bons cérebros? O Brasil é uma fábrica de bons pensadores econômicos e não precisa ser um fixo, o melhor são comentaristas rotativos como na TV européia ou na TV pública americana. Mas não vi em nenhum programa Manhattan Connection um economista de primeira linha dando sua opinião sobre a crise brasileira, por exemplo do Institute for New Economic Thinking, que fica lá mesmo em Nova York e que tem nomes mundiais, Prêmios Nobel como Krugman e Stiglitzs. Se convidados eles irão com o maior prazer. Conversei com alguns deles sobre isso, o programa nem sabe que existe o INET, fórum hoje universalmente conhecido, fundado em 2008 por causa do fracasso das fórmulas monetaristas causadoras da crise, as mesmas fórmulas da dupla Meirelles-Goldfajn, a turma do zurro.

Já a inacreditável Mara Luquet tem boas soluções, para os que estão com dívidas nos bancos "você precisa negociar, se o gerente não baixar os juros você atravessa a rua e vá para outro banco". Os aposentados não conseguem manter seus orçamentos? Vá morar na Costa Rica, lá você vive bem com mil dólares por mês, esquecendo que também se vive bem com mil dólares em Caratinga, cidade mineira da Zona da Mata. Fico imaginando um metalúrgico aposentado do ABC, com cinco filhos e nove netos, a sogra, quatro irmãos e cinco cunhadas fazendo mudança para a Costa Rica, seguindo os conselhos da Luquet, afinal lá se vive bem (será numa cabana?).

A última da Luquet é para o imortal Chico Anysio: o desemprego não é culpa da crise, é que o trabalho mudou e você não sabe. Você não precisa mais de emprego, por exemplo, eu tomo muita água de coco, então eu descobri pela internet uma moça que entrega coco em casa, esse vai ser o novo trabalho do mundo, você se vira pela internet, o emprego comum acabou, você em casa pode fabricar aço, pneu, automóvel, inseticida e sair vendendo pela internet, sacou?

Até o razoável programa Painel, o carro chefe de grandes questões da GloboNews não consegue sair de um carnet de vinte nomes repetidos à exaustão. Mas com exceções, como Carlos Mello e Murilo Aragão, muito bons, os outros são todas da mesma linha conservadora moralista, não há a pimenta do debate, parece que a discussão não interessa, só o reforço do que a Globo já pensa.

Uma ressalva para a jornalista Monica Waldvogel. Seu programa Entre Aspas tem mantido um nutrido debate sobre os tópicos levados à discussão. No último, com o dinossauro da PUC Rio José Marcio Camargo e um jovem economista da Unicamp quase se pegaram. Isso tem acontecido em vários programas da Monica, outros programas quase sempre com debatedores com linhas opostas sobre o tema, é preciso elogiar quando é o caso.

Já a lendária Miriam Leitão é um caso a parte. Depois de ouvi-la atentamente por 30 anos não descobri o que ela pensa da vida, da política e da economia. Não tem uma linha conservadora ou contestadora, pode ser uma coisa de manhã e outra à noite. Em política está à esquerda de Frei Betto, em economia está à direita de Milton Friedman, mas às vezes mistura o baralho. Não sei realmente o ponto de vista que ela representa, além do fato de se mostrar sabichona em qualquer assunto.

Uma coisa todos, os e as globetes, têm em comum: o profundo desprezo pelo Brasil, como País, povo, sociedade, política e economia. O sonho global está fora do Brasil, se pudessem se mudariam para Miami. Diego Mainardi é uma espécie de síntese dos globetes, do seu horror pelo País, de sua admiração rastaquera pelo exterior, levaram uma sova, todos, na eleição do Trump, nunca esperavam um tipo desses ser Presidente da adorada terra, agora não sabem como digerir, Trump faz os EUA se parecerem com o Brasil, como fazer?

André Araújo
No GGN
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Planilha com supersalários da prefeitura de Florianópolis vaza e causa indignação na cidade

Uma planilha com altos salários de servidores da prefeitura municipal de Florianópolis, que teria sido retirada do portal da transparência, está circulando pelas redes sociais e causando indignação dos cidadãos pagadores de impostos.


No documento é possível encontrar orientador de estacionamento com salário de 18 mil reais, motorista com salário de 16 mil reais, telefonista com salário de 9 mil reais e até mesmo pessoas sem enquadramento funcional com salário superior a 7 mil reais.

Além de desproporcionais e ausentes de equidade interna e externa, os supersalários da prefeitura de Florianópolis expõem uma realidade que predomina em todos os setores do poder público, seja no executivo, legislativo, judiciário e ministérios públicos.

Estejamos atentos àquilo que acontece nas entranhas do Estado e temos o dever de divulgar esses absurdos que afrontam todos os cidadãos que pagam essas contas.

No Desacato
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Porque Temer não irá ao Capão Redondo


A pesquisa IBOPE mostra que o governo Temer é uma unanimidade, consegue ser reprovado por todos os estratos sociais deste país. Mas chama a atenção a rejeição entre os jovens da periferia de capitais e cidades com mais de 100 mil habitantes.

O coxinha, o perifa e o governo Temer

Para analisar a pesquisa IBOPE de dezembro de 2016 em relação ao governo Temer criei dois estratos sociais: o coxinha e o perifa.

O coxinha mora no sul e sudeste, tem curso superior, mais de 35 anos e ganha mais de 5 salários mínimos.

O perifa, por óbvio, mora na periferia, tem até o curso médio, menos de 35 anos e ganha até 2 salários mínimos.

O coxinha e o governo Temer

O coxinha está decepcionado com Temer. Mais de 70% dos coxinhas consideram o governo Temer igual ou pior que o governo Dilma.

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Imagino a cabeça do coxinha. Bateu panela, vestiu amarelo e foi para a rua. Vibrou com a queda de Dilma e esperava acordar em Miami — que acredita ser o primeiro mundo — no dia seguinte ao impeachment.

O coxinha não se importa com a PEC 55 — tem convênio médico pago pela empresa e sempre bancou a educação dos filhos em escola privada. Mas, agora, perdeu o emprego e agora não sabe se irá se aposentar.

Próximo de 45% dos coxinhas consideram Temer como ruim e péssimo e somente 13% como bom e ótimo. Cerca de 70% dos coxinhas não aprovam e nem confiam em Temer.

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O perfira e o governo Temer

O perifa vingou-se do PT nas eleições de 2016, mais uma vez votou no aventureiro que se apresentou como “o novo”. Mas não se engana com Temer.

Cerca de 80% dos perifas consideram o governo Temer igual ou pior que o governo Dilma.

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E em uma inusitada concordância com os coxinhas algo próximo de 47% dos perifas consideram o governo Temer como ruim e péssimo e 13% o consideram ótimo e bom. E, igualmente aos coxinhas, algo próximo de 70% não aprova e nem confia em Temer.

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Poderia se bem pior. O governo Temer é ainda desconhecido por mais de 10% dos mais velhos, dos menos escolarizados e dos moradores das pequenas cidades. Essa foi a proporção dos que não souberam ou não responderam à pesquisa.

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Porque Temer não visita o Capão Redondo

Agora, nada se compara à rejeição que Temer recebe dos jovens das periferias das capitais e das cidades maiores, com mais de 100 mil habitantes. É nesse segmento que se encontram aqueles que consideram o governo Temer ruim ou péssimo em porcentagens maiores que 50%. Nas periferias, chega a mais de 60%. Mais de 70% da periferia não aprovam e 80% não confiam em Temer.

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O povo e sua cruel sabedoria.

Sergio Saraiva
No Oficina de Concertos Gerais e Poesia
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O depoimento do ex-porteiro do tríplex do Guarujá




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O que o Malafaia deveria comentar sobre a sua condução coercitiva?


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O General e os Golpistas

http://www.maurosantayana.com/2016/12/o-general-e-os-golpistas.html


Como as matrioshkas, as famosas bonequinhas coloridas russas, o Brasil, país com uma boa parcela da elite de perene vocação udenista, sempre esconde um golpe dentro do outro, e entre os diferentes grupos de golpistas, encontram-se, naturalmente, além dos mentirosos, dos traidores, dos enganadores, dos "jurídicos", dos manipuladores e dos sem caráter, os loucos.

Execrado, por suas declarações, pelas vivandeiras de plantão, nos comentários dos portais e das redes sociais, o General Eduardo Villas Bôas, Comandante do Exército, deu mais uma vez um "chega pra lá" nos desequilibrados que pedem uma "intervenção militar", com uma entrevista exemplarmente legalista ao "Estado de São Paulo".

Para o Comandante Villas, quem exige a volta dos militares ao poder, invadindo o plenário da Câmara dos Deputados é "tresloucado" ou "maluco", e os militares, que estariam escaldados e imbuídos de sua responsabilidade constitucional, teriam "aprendido a lição" com relação a não meter-se na seara política, após sua longa experiência com o regime militar.

Uma coisa são os oficiais da reserva, que criticam a "democracia" e a situação atual, na maioria das vezes, dentro dos limites da lei.

Outra, os fascistas civis, hipócritas e extremistas que chegam a ser mais radicais do que eles, escudando-se, como sempre, nas forças armadas, para tirar suas castanhas do fogo, como fizeram em 1954 e 1964.

E outra, ainda mais diferente, a situação dos militares da ativa, que, dentro de uma perspectiva sobretudo nacionalista, tiveram a oportunidade de conviver com governos de diferentes tendências no comando da Nação, nos últimos 20 anos.

Embora observando, como qualquer outro cidadão, o panorama político, eles parecem estar muito mais preocupados com suas aposentadorias e pensões e com o futuro dos grandes programas e projetos de material de defesa iniciados nos governos Lula e Dilma, como os tanques Guarani, o Sistema Astros 2020, o KC-390, os caças Gripen NG-BR e o submarino nuclear da Marinha — em um governo que pretende paralisar estrategicamente a Nação por 20 anos — do que em transformar o Brasil em um Líbano ou em uma Síria, e assumir o pepino ingovernável em que se transformou a República, com a quebra da normalidade institucional e da independência entre os poderes, que está sendo promovida, principalmente no âmbito do Judiciário, neste ano.
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Dilma: Temer é traidor, traiu uma instituição, traiu uma campanha — assista


Em entrevista ao jornalista Mehdi Hasan, do programa "UpFront", da rede de televisão Al Jazeera, a ex-presidente Dilma Rousseff afirma que "ficou cada vez claro, no últimos meses, que houve um golpe de Estado no país que a tirou do cargo. Segundo ela, Michel Temer é um "traidor". Ela defendeu ainda a realização de eleições diretas no país como forma de barrar o golpe e se reconstituir a democracia.

Abaixo alguns dos trechos da entrevista:

"O que me tirou do governo foi um golpe de Estado. O que se vê nestes seis é um processo de deterioração. Me tiraram para cumprir os seguintes objetivos: impedir que as investigações de corrupção chegassem até a esses que hoje ocupam o poder, implantar no Brasil o resto do processo de liberalização econômica de políticas de privatização, de flexibilização do mercado de trabalho e, sobretudo, retirar completamente os pobres do orçamento do país. Estas medidas que são do receituário neoliberal para serem implantadas era necessário que ocorresse essa verdadeira suspensão da democracia, que foi o meu impeachment".

"Estamos fazendo uma não violenta luta contra este golpe. Tem vários tipos de golpe. O que ocorre no mundo, sobretudo na América Latina é o golpe parlamentar - ou golpe institucional. Um poder se aliar a segmentos de outro pode, no caso do Brasil, o parlamento se alia a segmentos do Judiciário, e dá um golpe me retirando do poder com alegações absolutamente insustentáveis. São 61 senadores contra 54 milhões de votos. Tem que se eleger um novo presidente da República para que este golpe seja de fato barrado".

"Eu jamais esperei que ele [Temer] fosse um traidor - e ele é um traidor. A traição no nosso caso não é pessoal, é política. Ele é um traidor, a mim ele traiu enquanto presidente, ele traiu uma instituição, uma campanha. Fomos eleitos com um programa. E neste programa não estava previsto congelar os gastos de Educação e Saúde por 20 anos. Não estava previsto que pessoas só poderão se aposentar com 49 anos de contribuição".

Veja a entrevista na íntegra aqui.


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No Estadão, valores de “laranja” da Odebrecht não mostram milhões a Aécio e Serra


Ontem à noite, ao comentar que não era novidade a denúncia de que o Grupo Petrópolis — a Cervejaria Itaipava — tinha usado a empresa Leyroz Caxias, onde o sonegador Roberto Luis Ramos Fontes Lopes autuava como “testa de ferro” de Walter Farias, dono do grupo, para distribuir dinheiro da Odebrecht  disse que esperava que o Estadão desse manchete ao caso. Até porque as falcatruas de ambos eram conhecidas desde muito antes, como se pode ler em decisão do Superior Tribunal de Justiça.

leyrozcapaDeu manchete, como você pode ver aí ao lado, na reprodução da capa do jornal.

Mas “esqueceu” de dizer que José Serra, em 2010, foi um dos principais beneficiários deste esquema de lavagem de “doações” e ainda aplicou um soberbo desconto nos valores recebidos por Aécio Neves, que foram, na maioria, repassados através do diretório mineiro do PSDB.

A lista completa, que vou publicar a seguir, não quer dizer, obvio, que todas as doações sejam resultado de favorecimentos — tradução, que sejam propina — mas não pode ser objeto de “desconto” ou omissão, sob pena de não se estar fazendo jornalismo, mas deturpação.

O que, aqui, não se faz, para favorecer ninguém.

O que se vai publicar no próximo post é documento público, ao alcance de qualquer um, jornalista ou não.

Por isso, é de estranhar que se faça jornalismo sem ele.

Fernando Brito
No Tijolaço
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