3 de dez de 2016

Lançamento do Observatório da Legalidade para Lula no RJ


Lançamento do observatório da legalidade contra a criminalização da esquerda e do presidente Lula!

Leia Mais ►

Temer teve o que mereceu em Chapecó: o desprezo silencioso

Ignorado
O que é pior: ser vaiado ou desprezado? Ser apupado ou ignorado?

Não são questões fáceis estas que devem estar ocorrendo agora a Michel Temer.

Para resumir, pode-se dizer que ele teve o que merecia nesta sábado em Chapecó.

Depois de uma série de idas e vindas, em que o pânico das vaias falou alto para sua alma medrosa como de hábito, ele decidiu ir ao estádio do Chapecó para as homenagens às vítimas da tragédia.

Seu nome foi anunciado. Nenhuma manifestação. Nem vaia, nem aplauso. Foi como se tivessem dado a hora.

O nome do embaixador da Colômbia foi anunciado: palmas. Palmas de pé.

O contraste foi humilhante para Temer. Foi um silêncio gritante.

Se tinham vontade de vaiar Temer, os presentes ao estádio deram uma lição de civilidade e humanidade. Não era, definitivamente, hora de misturar política e tributo. Cada coisa tem sua hora e seu lugar.

Vaiar Temer seria desrespeitar muito mais as vítimas da tragédia do que o próprio Temer.

O silêncio foi um gesto de grandeza da multidão. Ao mesmo tempo, foi mais uma prova de que Temer é menor que os brasileiros.

Muito menor.

Paulo Nogueira
No DCM
Leia Mais ►

O Ego Derrotado: De Chapecó ao Alvorada



Leia Mais ►

Palestra • Leandro Karnal e Clóvis de Barros Filho


Ética: Tecnologia, Mercado de Trabalho e Relações Profissionais

Evento realizado pelo Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP) no auditório do Centro Universitário São Camilo, São Paulo - SP, em 26/11/2016.

Leia Mais ►

Moro, tal como o conhecemos, simplesmente acabou — e com ele a Lava Jato

Acabou a festa
Tecnicamente, Moro e sua Lava Jato acabaram ontem no Congresso tal como os conhecemos.

A fala tonitruante de Gilmar fez Moro parecer uma criança assustada. Ficou claro ali como são indefensáveis — criminosamente indefensáveis — os métodos que Moro pôs em execução na Lava Jato, a começar pelos vazamentos para a mídia.

Mas, fora das tecnicalidades, o fato é que a Lava Jato já estava morta, ou semimorta, fazia tempo, desde que seu objetivo de derrubar Dilma foi alcançado.

A Lava Jato foi criada pela mídia e foi destruída pela mídia. A Lava Jato real foi aquela, para ficar num exemplo, que sob um circo histérico da imprensa conduziu Lula ao infame depoimento coercitivo.

Tevês, rádios, jornais, revistas, sites — todas as mídias das companhias jornalísticas foram parte essencial da Lava Jato. Foi o apogeu de Moro. Manchetes seguidas, minutos intermináveis no Jornal Nacional, ação ininterrupta na Globonews: era isto a Lava Jato. Uma obra da mídia.

Para desfazê-la, bastou desarmar o circo. A Lava Jato agônica, para ficar também num caso simbólico, foi a prisão de Eduardo Cunha. O barulho infernal da mídia já desaparecera — e não por acaso. Aliás, nada acontece por acaso no terreno das organizações de jornalismo.

É provável que os barões da imprensa ainda desejassem um derradeiro serviço: a prisão de Lula. Mas não tardou que ficasse evidente que isso ninguém teria coragem de fazer, pelo alto grau de risco.

Com acerto, Joaquim Barbosa disse esta semana à jornalista Mônica Bergamo que prender Lula na marra sujaria ainda mais a imagem do Brasil pós-golpe no exterior. Isso para não falar do potencial explosivo das manifestações de protesto.

Na construção de Moro e da Lava Jato, as corporações de jornalismo deram-lhes cobertura e proteção maciças. Você não lia nada de negativo sobre Moro e a Lava Jato.

Repare agora.

As pancadas de Gilmar tiveram ampla repercussão. Em outras circunstâncias, você não veria nada sobre o episódio na mídia tradicional. Talvez até Gilmar, grande amigo dos barões, fosse dissuadido de questionar Moro.

Este tipo de coisa acontece nos bastidores muito mais do que as pessoas imaginam.

O Moro de ontem no Congresso marca seu retorno às origens: o juiz de primeira instância.

O Super-Moro acabou — e com ele a Lava Jato.

Paulo Nogueira
No DCM
Leia Mais ►

O juiz Sérgio Moro está fugindo


A Operação Lava Jato, dentro de um contexto social e político honesto, teria sido um presente para o Brasil. Acho que ninguém discorda de que, um dia, seria necessário acabar com a cultura da corrupção que sempre ligou empreiteiros e políticos brasileiros.

O fato é que, em pouco tempo, foi fácil perceber que as decisões e ações demandadas pelo juiz Sérgio Fernando Moro estavam eivadas de seletividade. Tinham como objetivo tirar o PT do poder, desmoralizar o discurso da esquerda e privilegiar aqueles que, no rastro da devastação moral levada a cabo pelo magistrado, promoveram a deposição da presidenta Dilma Rousseff.

Hoje, graças à Lava Jato, a economia nacional está devastada, o Estado de Direito, ameaçado, e o poder tomado por uma quadrilha que fez do Palácio do Planalto uma pocilga digna de uma republiqueta de bananas de anedota.

Agora, quando os grupos golpistas ligados ao PSDB e PMDB começam a ser atingidos pela mesma lama que a Lava Jato pensou em represar apenas para o PT, o juiz Moro pensa em tirar um ano sabático, nos Estados Unidos.

Isso, obviamente, não pode ser uma coisa séria.

Um juiz de primeira instância destrói a economia e o sistema político de um país, deixa em ruínas 13 anos de avanços sociais, estimula o fascismo, divide a nação e, simplesmente, avisa que vai tirar férias de um ano?

Não se enganem: o que está havendo é uma fuga planejada.

Leandro Fortes é jornalista e escritor.
Leia Mais ►

Pedro Taques, o procurador que quis se tornar o Catão da República


Governador do Mato Grosso, Pedro Taques não é apenas mais um governador enredado com denúncias de corrupção. Ex-Procurador da República, sempre foi tratado pela corporação como um símbolo da boa política, da contribuição do Ministério Público à luta pela ética na política.

Tanto que, na véspera de deixar o cargo, o Procurador Geral da República Roberto Gurgel tirou da gaveta uma ação contra o presidente do Senado Renan Calheiros, candidato à reeleição, visando beneficiar a candidatura do colega Pedro Taques, então Senador pelo Mato Grosso.

Hoje, sai a notícia de que Pedro Taques caiu em uma delação premiada (https://is.gd/gCtys9) feita pelo Ministério Público no âmbito da Operação Rêmora, que investiga desvios da área de educação para sua campanha a governador.

Não é o primeiro caso de Catão apanhado com a boca na botija. Antes dele, o também procurador Demóstenes Torres foi vendido para a opinião pública como arauto da moralidade. Até descobrir suas ligações com o submundo do crime de Goiás.

Abaixo, uma pequena coletânea de intervenções de Taques, mostrando o risco de se apostar em moralistas exacerbados.

27 de setembro de 2012

Na sabatina de Teori Zavascki no Senado, o questiona sobre o “mensalão”. E indaga sobre o entendimento de enriquecimento ilícito.  E lembra de César, “não basta ser honesto, mas tem que parecer honesto”, mostrando confusão de gênero.



E investe pesadamente contra Dias Toffoli — que ainda não tinha se aliado a Gilmar Mendes — bradando por sua suspeição (https://is.gd/6fZeN2)

— Ele não reúne condições mínimas para julgar com isenção — afirmou o senador, sublinhando o fato de as últimas informações darem conta de que o ministro não pretende sair do julgamento.


Prosseguiu em suas catilinárias sobre o mensalão:

— Além do assalto aos cofres públicos, o esquema causou uma profunda mácula na democracia brasileira, porque demonstrou a opção pelo autoritarismo".


Sobre embargos infringentes, onde diz que a partir da aprovação dos embargos o STF estaria comprometido ()



No discurso, se diz um “estivador do direito”, e que processo não tem capa. Enaltece os procuradores, delegados e juízes que estão exercendo uma função constitucional e desanca o Ministro que votou pela aceitação dos embargos.

— Na quarta-feira que vem, um ministro, sozinho, um ministro escoteiro, isolado, vai decidir os destinos não só daqueles condenados, mas ele vai discutir e vai decidir os destinos do próprio Supremo Tribunal Federal. Qual Supremo Tribunal Federal nós teremos na República Federativa do Brasil a partir desse julgamento? — questionou Taques.


Concede entrevista para as Páginas Amarelas de Veja. Segundo jornais de Mato Grosso,

A publicação de alcance nacional apresenta aos brasileiros um político livre de manchas, independente, defensor dos princípios constitucionais como legalidade, moralidade, da probidade e economicidade. 


Taques e Gilmar acendem o Brasil de esperanças, ao declarar que acreditavam na retomada ética do país. Taques relembrou sua carreira como procurador da República e soltou o verbo contra eleitores que votam em corruptos:

— O governador puxou fatos do cotidiano e questionou algumas situações reais vividas no Estado. Deu um duro recado aos corruptos que, segundo ele, abusaram da confiança dos mato-grossenses. Mas não poupou aqueles eleitores que escolheram colocar corruptos no poder. “Não me digam que é normal um ex-governador estar preso. Um ex-presidente da Assembleia Legislativa e 8 ex-secretários de Estado também com idas e vindas da cadeia”.


Taques criticou a fala de Dilma Rousseff, dizendo indignada com a condução coercitiva de Lula:

— Eu não sairia desta sala com a consciência tranquila e não respeitaria o bom povo de Mato Grosso, que me mandou aqui, se não expressasse minha opinião. Entendo que não houve abuso ou perseguição. Ninguém está acima da lei. Todos, inclusive eu, podemos ser investigados. A lei não pode servir para beneficiar amigos nem para prejudicar inimigos.”

Luís Nassif
No GGN
Leia Mais ►