19 de nov de 2016

Katia Abreu promete passar a faca nos “penduricalhos” dos super-salários — assista


Quem não pôs fé em que Kátia Abreu resistisse a pressões deve ter percebido que errou feio durante o processo de impeachment, quando acreditaram que ela abandonaria, como quase todos os outros ditos “aliados” a presidenta Dilma Rousseff.

Portanto, é bom que Suas Excelências vão se separando, porque ela fala, de maneira muito clara e direta no vídeo veiculado pelo Estadão – que reproduzo por ser de absoluto interesse público – que não haverá mais penduricalhos “por fora” do limite do teto constitucional se o Senado aprovar as propostas de corte da comissão dos super-salários, presidida por ela.

Auxílio-moradia, só para quem mora distante da cidade onde trabalha. Os demais “isso e aquilo”, tudo conta para o teto. Acumulações que extrapolem o teto, corta.

Vale a pena ouvir a fala da senadora e ex-ministra.

Está aí uma motosserra que a população quer ver ser passada com gosto por Kátia Abreu.

Boa parte da insurreição dos juízes contra o Senado vem daí, o que não perdoa ou desculpa os pecados de Renan Calheiros.

Ela promete colocar para votar a proposta até o dia 7 de dezembro.

Só que, depois, terá de ir à Câmara e não ponho nem a pontado dedo mindinho no fogo de que não haverá excelências de todos os tipos prontas para acertar um acordo de anistia ao caixa-2 em troca de um “flexibilização” do teto dos salários.

Você duvida?



Fernando Brito
No Tijolaço
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Conheça o luxuoso prédio pivô da saída de Calero e da denúncia contra Geddel

Vista da piscina privativa da cobertura do La Vue, a mais de 100 metros de altura, para a
Baía de Todos-os-Santos
Com vista para a Baía de Todos-os-Santos, edifício tem imóveis de 259 a 450 metros quadrados, de R$ 2,6 milhões a R$ 4,7 milhões. Ex-ministro da Cultura afirma que foi pressionado por ministro da Secretaria de Governo a liberar obra. Segundo ele, Geddel lhe contou que tinha unidade no empreendimento

Um imóvel no prédio pivô da demissão do ministro da Cultura, Marcelo Calero, custa de R$ 2,6 milhões a R$ 4,7 milhões, segundo corretores de Salvador ouvidos pelo Congresso em Foco. O empreendimento, de 24 andares, incluindo uma cobertura duplex, tem 106 metros de altura e é erguido em uma das áreas mais nobres da capital baiana, na região da Barra. Depois de entregar o cargo ontem, Marcelo Calero contou que foi pressionado pelo ministro Geddel Vieira Lima, da Secretaria de Governo, a intervir no Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico (Iphan) para liberar a obra sob o argumento de que ele é proprietário de uma das unidades do edifício. “Não estou aqui para fazer maracutaia”, afirmou o ex-ministro em entrevista à Folha de S.Paulo.

Com um apartamento por andar, cada imóvel tem 259 metros quadrados (são dois tipos de planta), com exceção da cobertura, que tem 450 metros quadrados. São quatro quartos, todos suítes, e vaga para quatro veículos. Dois pavimentos do prédio são reservados para área de lazer e outros três, para garagem.

Projeto do salão de festas do edifício
O espaço de lazer inclui piscina de adulto com raia de 20 metros, deck molhado, piscina infantil, quadra, espaço gourmet, fitness com vista para o mar, spa, salas de massagem, sauna e jogos, brinquedoteca, bar, entre outros ambientes. Na cobertura, há piscina privativa, no primeiro andar do duplex, e elevador exclusivo para o segundo piso. Uma corretora que já vendeu apartamentos do prédio diz que apenas seis das 24 unidades (uma por andar) ainda estão disponíveis para negociação. Os demais já foram vendidos.

Cartões-postais

Em construção na avenida Sete de Setembro, o La Vue Ladeira da Barra ocupa um terreno de 1.625 metros quadrados e é composto de uma única torre que, segundo o Iphan, o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-BA) e o Ministério Público Federal fará sombra sobre cartões-postais de Salvador na região da Barra. Os prédios vizinhos, também de alto padrão, têm até dez andares.

Pelo projeto arquitetônico, para que todos os moradores tenham a privilegiada vista da Baía de Todos-os-Santos, o primeiro apartamento do La Vue está situado apenas no sexto andar. O edifício está localizado ao lado de pontos históricos como o Forte de São Diego, a Igreja de Santo Antônio da Barra e o Cemitério dos Ingleses.

De frente para o mar, uma ladeira, edificação deve fazer sobra pontos históricos, segundo o MPF
A obra é construída pela Porto Ladeira da Barra Empreendimentos SPE Ltda e a Cosbat Construção e Engenharia Ltda., empreiteira de Salvador especializada em prédios de luxo. Iniciada em dezembro de 2015, a obra está prevista para ser entregue em julho de 2018. Foram erguidos, até o momento, quatro pisos, segundo relato de corretores.

Por empregos

Em entrevista à Folha, Geddel admitiu ter feito pedido ao então ministro da Cultura para que o Iphan revisse sua posição em relação ao embargo da obra, mas negou que tenha feito pressão ou ameaçado procurar Temer para destituir a presidente do instituto. Segundo ele, seu objetivo era garantir os empregos gerados com o empreendimento em tempos de crise.

“Em 2015, eu fiz uma promessa de compra e venda de uma unidade que estava lançada, sem nenhum problema, com todas as licenças colocadas e que vários outros adquiriram uma unidade de apartamento. O que não me tira, me dá legitimidade para levar a ele um problema por conhecer o que estava ocorrendo, estar preocupado, como todo cidadão fica preocupado em uma situação dessa. O que fica muito distante de pressão indevida. Tanto que o que prevaleceu foi a posição dele.” O ministro disse, ainda, que conversou com o presidente Michel Temer neste sábado e recebeu “apoio” e “confiança” do colega de partido.

Briga com banqueiro

Imagem projetada do prédio de 106 metros de altura
Esta não é a primeira vez que Geddel tem seu nome associado ao empreendimento. Em julho de 2015, o então ex-deputado usou sua conta no Twitter para acusar o banqueiro Marcos Mariani, do banco BBM, de assediar vereadores para barrar construções na região nobre. “O banqueiro Marcos Mariani tá assediando vereadores, pois ele se acha o dono da Lad (Ladeira) da Barra”, atacou na ocasião. Mariani é dono de uma mansão próxima ao local do prédio. Depois da repercussão negativa na Câmara Municipal de suas declarações, o peemedebista voltou à rede social para esclarecer quem era o alvo de seu descontentamento: “Em falsa polêmica ñ entro Meu foco não é Vereador, é banqueiro que para preservar seus privilégios tenta por em risco empregos em Salvador”.

Neste sábado, o deputado federal Jorge Solla (PT-BA) anunciou que apresentará requerimento de convocação de Marcelo Calero para que o ex-ministro da Cultura explique, em uma comissão da Câmara, as pressões que disse ter recebido de Geddel para liberar a construção.

“É uma expressa acusação de crime, tipificado no Artigo 319 do Código Penal, que trata da prevaricação, com pena de um a três anos de prisão. Se Calero acusou outro ministro de Estado ao sair, é um caso muito grave e precisa comprovar o que diz para que o caso tenha a consequência devida à luz do interesse público”, afirma o deputado.

Resistência histórica

A construção enfrentou resistência desde o início. Um parecer do Escritório Técnico de Licenciamento e Fiscalização, composto por técnicos do Iphan, do Instituto do Patrimônio Artístico Cultural da Bahia (Ipac) e da Secretaria Municipal de Urbanismo se posicionou contra o empreendimento. Com base em parecer individual de um coordenador-técnico do Iphan na Bahia, a prefeitura de Salvador, comandada por ACM Neto (DEM), aliado de Geddel, autorizou a obra.

Um dos dois modelos de planta baixa do imóvel de 259 metros quadrados
A seccional baiana do Instituto dos Arquitetos do Brasil entrou com uma ação civil pública na Justiça pedindo a revisão do parecer. O Ministério Público Federal pediu, no último dia 10, a suspensão das obras e da venda das unidades habitacionais até que o projeto fosse readequado com base nos padrões das edificações da região.

O Congresso em Foco tentou falar com Geddel, mas não conseguiu. Os donos do empreendimento não foram localizados pela reportagem.

Edson Sardinha
No Congresso em Foco
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Geddel comprova que o problema de Temer é temer


A denúncia de um Ministro demissionário da Cultura, Márcio Callero, de que foi pessoalmente pressionado por um homem forte do governo Temer, o Secretário de Governo Geddel Vieira Lima, tem potencial para derrubar não apenas Geddel mas o próprio governo.

Trata-se, portanto, de numa questão de Estado.

Como se comporta o presidente Michel Temer?

De acordo com quem conversou pessoalmente com Temer, o próprio Geddel, segundo entrevista à Folha (http://migre.me/vxcge):

O senhor falou com o presidente Michel Temer sobre a denúncia feito pelo ex-ministro?

Hoje pela manhã. O presidente tinha lido a entrevista, ficou também sem entender as razões, até porque o Calero não colocou essas razões para ele e se especulou o que tinha havido. O presidente chegou a fazer um apelo para que ele permanecesse na função. E orientou que eu procurasse responder com a tranquilidade que eu estou respondendo, com a verdade. Manifestou seu respeito, carinho e apoio à nossa posição.

Aí, “auxiliares” de Temer, em off, dizem a O Globo que Temer “ficou muito irritado” com Geddel (http://migre.me/vxcif).

Mostra a pequenz de Temer. Não teve coragem sequer de chamar a atenção pessoalmente a Geddel, nem se pronunciar pessoalmente sobre o tema. Nem sequer se sabe se os tais assessores realmente ouviram isso do chefe, ou inventaram para encontrar uma saída mínima para Temer.

Geddel foi claramente acusado de crime pelo Ministro demissionário, promovendo um assédio moral visando conseguir que o Ministro interferisse em decisões técnicas do IPHAN (Instituto Patrimônio Histórico Nacional). O próprio Geddel — que é politicamente imbecil — admitiu as pressões, mas disse apenas ter conversado. Como se a ascendência hierárquica (como Secretário de Governo e homem forte de Temer) não influísse.

Houvesse um presidente de fato, a esta altura teria convocado uma reunião de emergência de seu estado maior (político) para avaliar as decisões a serem tomadas.

Mas é pequeno, sem iniciativa e sem comando. É um caráter fraco, donde se entende a ascendência que pessoas truculentas — como Geddel, Padilha e o próprio Eduardo Cunha — têm sobre ele.

Nesses tempos de escassez fiscal, de cortes em políticas sociais, foi incapaz sequer de impor uma disciplina nos gatos de seus Ministros com aviões da FAB.

É esse presidente que vai segurar a peteca até 2018, especialmente quando a crise fiscal promover o alastramento das manifestações populares e de funcionários públicos? Essa é a maldição sobre Temer, aquele que conjuga o verbo temer até no nome.

Luís Nassif
No GGN



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Geddel foi às compras e derrubou ministro

Boca de jacaré comprou apartamento que IPHAN vetou


Como diz o Conversa Afiada, se você gritar "pega ladrão!", não sobra ninguém no Palácio!

O diplomata Marcelo Calero se demitiu do cargo de Ministro da Cultura (sic) do Governo Golpista para não se envolver numa maracutaia do Boca de jacaré, segundo a Polícia Federal.

Geddel comprou um apartamento num andar alto de um prédio em Salvador, numa área tombada.

O IPHAN nacional vetou.

Exige reduzir a altura do prédio.

Com base no parecer do IPHAN da Bahia (governada por um petista), Geddel se sentiu no direito de pressionar o Ministro com telefonemas e pela ação de interpostas pessoas.

Geddel vai às compras - é como ACM o chamava - pressionou o Ministro em pelo menos cinco telefonemas.

Quando alguém da imprensa ligou para o Ministro , ele se assustou.

Temia ser envolvido na maracutaia.

E caiu fora.

E deu entrevista devastadora à "Fel-lha".

Em tempo: vamos ver o que o novo Ministro da Cultura, o ex-comunista Roberto Freire, vai fazer com o apartamento do Boca de jacaré.

Pega ladrão!

PHA
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O cheque de um milhão e as delações em "nuvem"

http://www.maurosantayana.com/2016/11/o-cheque-de-um-milhao-e-as-delacoes-em.html


Nunca aceitamos — e consideramos execrável — a tese — um dos pilares da Operação Lava Jato — da transformação retroativa, automática, proposital, de doações de campanha em "propina".

Se à época era legal e foi registrada, a doação foi doação e ponto final, mesmo que eventualmente tenha sido feita por meio de "Caixa 2", que — a exemplo das tais "pedaladas fiscais" que justificaram a derrubada de Dilma — se à época também não era crime, só pode passar a sê-lo depois que for criada uma lei para regulamentar o assunto.

Considerando-se isso, não se pode negar que essa retroatividade seletiva, presente na mudança do depoimento do ex-presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, divulgada pela imprensa, ontem, transformou-se em uma das principais características da situação em que se encontra, hoje, a justiça brasileira.

Pressionado a produzir uma delação "premiada" o "delator" em questão acusou a campanha da ex-presidente da República, Dilma Rousssef, de ter recebido um milhão de reais — por si só uma quantia irrisória nesse contexto — em "propina".

Disseminado ruidosamente o factoide, e com a apresentação de provas, pelo PT, de que o dinheiro chegou à campanha por meio do PMDB, ou seja, de que a doação estava em princípio destinada ao então candidato a vice e atual Presidente da República, Michel Temer, os advogados do "premiado" delator — mais um fantoche que se distorce e retorce ao sabor desse sórdido jogo de pressão de fundo descaradamente político — recuaram e disseram que ele havia se "enganado", e que, na verdade, não teria ocorrido, nesse caso particular, nenhuma irregularidade ou ilícito.

Esse é o mal da tal "delação premiada", tão festejada pela atual Magistratura e o Ministério Público.

Como quase nunca existem provas cabais que as sustentem, pode-se fazer com esse sórdido e abjeto "instrumento", de grande "plasticidade" inerente, o que se quiser, como se fosse — nas mãos de um bando de crianças — um pacote de massinha de modelar.

Além da possibilidade de "editar" seletivamente as transcrições dos depoimentos, vide O Ministério Público e as "cenas proibidas" da Operação Lava Jato, pode-se acusar a torto e a direito (mais a "direitos" que a "tortos" e quase nunca à direita, convenhamos) e adaptar a mentira, já que de mentiras produzidas sob pressão se tratam, na maioria das vezes, relacionadas a ilações de caráter altamente subjetivo.

A bem da verdade, a mídia faria um grande favor ao público e à realidade, se passasse a chamar essas delações — típicas de regimes fascistas e autoritários — nos processos stalinistas os réus também delatavam, oficialmente, "voluntariamente" — de delações "chiclete", "bombril" ou "massinha".

Em tempos de computação em "cloud" — elas poderiam ser chamadas também de "delações-em-nuvem", não apenas por sua banalizadora quantidade — o sujeito delata até a mãe do Papa para se livrar de prisões arbitrárias que podem ser "esticadas" indefinidamentee e para não correr p risco de desagradar a "pessoa" errada — quanto pela possibilidade que têm, como as nuvens, de trocar de formato ao sabor das circunstâncias.

O comunicado dos advogados do ex-Presidente da Andrade Gutierrez prova que, apertadas entre os dedos, as "acusações" dos delatores podem mudar, sempre que for preciso, bastando que alterem o seu "depoimento".

Assim, o que era, no início, uma "bola" de massinha pode se tranformar em uma cobra, em um porquinho, ou, em poucos minutos, horas ou dias, em um simpático cachorrinho.

Em verdadeiro acinte, neste país de faz de conta, sem nenhum respeito ou consideração pela inteligência dos cidadãos e da população brasileira.
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PEC 55 (241) Entrevista: Rodrigo Ávila, Auditoria Cidadã da Dívida


Mais de 42% do Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, tudo aquilo que é produzido pelos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil, são destinados para pagar juros e amortizações da dívida pública federal. A quantidade de recursos para essa finalidade, que não gera nenhum desenvolvimento social, é assustadora. No Orçamento de 2016 está previsto R$ 1,3 trilhão. Em 2017, a proposta é de R$ 1,7 trilhão, sendo que em 2015 foram mais de R$ 900 bilhões. “Mas o que é colocado para a população é que o problema são os investimentos sociais. Sendo que a cada ano mais recursos são colocados para o pagamento da dívida e não se tem nenhuma contrapartida”, alerta o economista da Auditoria Cidadão da Dívida, Rodrigo Ávila.

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Leandro Karnal fala do que poderia ser cortado antes de pensar numa PEC de teto de gastos públicos


Em entrevista exibida dia 24/10/2016 o Professor da UNICAMP Dr. Leandro Karnal comenta sobre PEC 241, ineficácia do Estado Brasileira, entre outras coisas.



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