3 de nov de 2016

A inglória perseguição da Globo ao Dr Cuca Beludo — assista

Globo versus Dr. Cuca
A luta épica e inglória da Globo contra o Dr. Cuca Beludo simboliza a luta igualmente épica e inglória da Globo contra a internet.

Acostumada a ganhar todas, desde que os militares deram a Roberto Marinho uma rede para promover a ditadura, a Globo ainda não conseguiu entender que desta vez ela perdeu.

A Globo é enorme, mas não é nada perto da internet. Não aceitar esta verdade inquestionável apenas piora as coisas para ela.

A internet vai matar a Globo tal como a conhecemos porque afeta diretamente seu grande negócio: a tevê. Nada vai fazer os telespectadores fazerem de volta o percurso que os levou da novela das oito, ou nove, para a Netflix.

Ponto.

A falta de noção da Globo sobre o mundo digital se revelou espetacularmente no episódio do Dr. Cuca Beludo.

A tentativa de tirar do ar o vídeo em que a apresentadora Maria Beltrão citava ao vivo o já célebre doutor já entrou na antologia das maiores imbecilidades da Era Digital.

A Globo vai tirando do ar o vídeo e os internautas vão recolocando. O que a Globo não entendeu é que o tempo na internet pertence aos internautas, e não a ela.

O Dr. Cuca vai desaparecer quando os internautas quiserem — por cansaço da piada, por uma ideia melhor que surgiu e pegou, ou por qualquer outro motivo.

Não é a Globo que haverá de eliminá-lo.

Provavelmente a empresa contratou um grupo para monitorar o doutor. Todo mundo está trabalhando por dinheiro. Mas os jovens que insistem em devolver Cuca ao ar são movidos por amor à arte e à causa.

Como conglomerado provinciano que é, a Globo parece não haver observado o mundo para ver o que ocorre no universo das pegadinhas das redes sociais. Por ignorância paroquiana, ela faz o contrário das boas práticas que já existem neste campo.

Nos Estados Unidos, a CNN montou, nas celebrações de seu 35º aniversário, uma compilação com os maiores foras — bloopers — que deu. (Você pode ver aqui.)

Isso é inteligência na adversidade. Humor no embaraço.

A CNN não luta contra a internet. Aproveita o que ela tem de bom, e isso vai prolongar sua sobrevivência e sua influência.

A Globo luta contra a internet. Mas, como nos faroestes clássicos, você sabe logo quem vai terminar vivo e quem vai terminar morto no duelo ao entardecer.


Paulo Nogueira
No DCM
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Muitas "ordens"... E muita coisa fora da ordem...


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Até nazistas salvaram as empresas


Paulo Henrique Amorim entrevistou o procurador da República Eugênio Aragão, ministro da Justiça durante o governo da presidenta Dilma Rousseff. Para Aragão, a Operação Lava Jato é, primeiramente, um instrumento de "marketing corporativo" para o Ministério Público.

Através de métodos nem sempre consagrados pelo Direito Processual, mais um juiz ávido em ocupar espaços públicos, a Lava Jato acaba por fechar empresas e destruir milhares de empregos no Brasil em nome do combate à corrupção. Punição que não sofreram nem mesmo as empresas alemãs que colaboraram com o regime nazista.

Para o ex-ministro, o MP se tornou uma instituição por demais "musculosa", capaz de pressionar o Estado por mais concessões. Uma solução seria revisar o sistema de remunerações do serviço público que cria, em suas palavras, "Príncipes da República".

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Jornais do PIG atacam versão brasileira de BBC, The Intercept e El País


A Associação Nacional dos Jornais entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade para estender a restrição a participação estrangeira na comunicação social aos portais de Internet. O alvo são os sites estrangeiros que tem feito bom jornalismo por aqui: BBC Brasil, El País Brasil e The Intercept. O argumento utilizado é apenas cínico: impedir que a seleção e filtro das notícias passe por estrangeiros, o que geraria viés e interferência.


Ultimamente, entre os estrangeiros e as 7 famílias que controlam a imprensa nacional, estamos muito melhor servidos pelos estrangeiros que tem conseguido escapar do jogo de poder local e oferecer cobertura séria e balanceada da nossa vida política. Sem BBC e El País, vamos ter que novamente escolher entre os Frias, os Marinhos, os Mesquitas, os Saad e os Civita e suas reportagens editorializadas apoiando sempre as políticas econômicas mais liberais e os grupos políticos da direita e da centro-direita.

Pablo Ortellado


Do Conjur

Portais de notícia são empresas jornalísticas e devem ser regulados pela mesma legislação que rege jornais e revistas impressos. É o que defende a Associação Nacional de Jornais (ANJ), que ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 5.613) com pedido para que o Supremo Tribunal Federal dê interpretação conforme a Constituição a dispositivos da Lei 10.610/2002.

A lei dispõe sobre a participação de capital estrangeiro nas empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens. O foco da ADI é a expressão “empresas jornalísticas”, contida nos artigos 2º, 3º, 4º e 5º da lei. “A intenção é esclarecer que não abrange apenas pessoas jurídicas que produzam publicações impressas e periódicas, mas toda e qualquer organização econômica que produza, veicule e divulgue notícias voltadas ao público brasileiro, por qualquer meio de comunicação, impresso ou digital”, afirma a ANJ.

Segundo a associação, a manifestação do STF se faz necessária para afastar interpretações no sentido de que sites de notícias hospedados na internet, apesar de produzirem, veicularem e divulgarem notícias, não poderiam ser conceituadas como empresas jornalísticas, e a expressão abarcaria apenas a imprensa tradicional (jornais e revistas de papel). “Os adeptos desse entendimento afirmam haver a necessidade de lei específica para o enquadramento dos sítios de notícias da internet”, afirma.

A ANJ sustenta que a interpretação dos dispositivos questionados que exclui os portais da regulação da atividade jornalística contraria o sentido e o alcance do artigo 222 da Constituição da República, que, a seu ver, integra o núcleo do marco regulatório da Comunicação Social. A restrição à participação estrangeira no setor, segundo a entidade, teve por objetivo “garantir que a informação produzida para brasileiros passasse por seleção e filtro de brasileiros”.

Houve, conforme alega, “uma opção constitucional por estabelecer uma espécie de alinhamento societário e editorial com vista à formação da opinião pública nacional”. Nesse contexto, “admitir que empresas jornalísticas que atuem na internet não precisem respeitar as regras constitucionalmente aplicáveis exclusivamente em razão do meio utilizado frustraria, de forma cabal, a finalidade da norma constitucional”.

Com informações da Assessoria de Imprensa do STF.

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Informativo Paralelo #21 — Ocupa Tudo e a Mídia Também


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Mineiros internam o cambaleante Aécio

O cambaleante Aécio Neves ficou desnorteado com o resultado da eleição em Belo Horizonte. Diante da surra que o seu candidato, João Leite, levou no segundo turno do pleito na capital mineira, ele tem repetido à imprensa — como um papagaio, ou melhor, tucano — que "não me sinto derrotado". Mas seu discurso não convence ninguém. No interior do PSDB, ele já é visto como carta fora do baralho para a sucessão presidencial de 2018. Geraldo Alckmin, o governador paulista que fez barba e cabelo nas eleições municipais no principal Estado do país, não esconde a sua alegria e já sinaliza que vai rifar o mineiro do comando nacional do partido. A própria mídia tucana, que sempre blindou o cambaleante, já trata o senador Aécio Neves como uma figura política em decadência, que tende ao ostracismo.

A revista Época, por exemplo, já decretou: "Aécio perde na vitória do PSDB". Segundo a matéria, "a derrota de João Leite é mais um fator negativo em um cenário que não tem sorrido para Aécio. Do ponto de vista mineiro, ele perde uma eleição municipal que parecia ganha desde o início, pois Leite era um candidato forte em uma disputa na qual não havia o PT; Alexandre Kalil surgiu como azarão, de um partido minúsculo [PHS], e venceu. Uma derrota assim é mais doída. E Aécio Neves perde novamente em casa: em 2014, ele foi derrotado em Minas por Dilma na disputa presidencial... Na ocasião, o resultado foi decisivo para sua derrota nacional. Apesar de não haver um político mineiro de maior expressão nacional hoje, a liderança de Aécio no Estado não parece ser tão firme".

A reportagem, embora generosa com os tucanos, lembra ainda as sangrentas bicadas no ninho. "Do ponto de vista partidário, a derrota também chega em um momento de fragilidade para Aécio Neves. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, enxerga-se como concorrente de Aécio à vaga de candidato do partido à Presidência da República em 2018... Em contrapartida à derrota de Aécio hoje, o candidato de Alckmin à prefeitura de São Paulo, João Doria, elegeu-se de forma surpreendente no primeiro turno. Alckmin pode sorrir; Aécio, não. Nas negociações internas, Alckmin está 'com moral' para exigir mais espaço no partido e avançar; Aécio tem de defender-se".

No mesmo rumo, mas de forma mais incisiva, a Folha de S.Paulo — que nunca nutriu muita simpatia pelo mineiro — conclui que a derrota do tucano em Belo Horizonte deve encerrar o seu ciclo político. "Aécio Neves (PSDB-MG) fará o único discurso possível diante da terceira derrota consecutiva dentro de sua própria casa, Minas Gerais. Dirá que, como presidente nacional do PSDB, conduziu o partido a uma vitória sem precedentes nas eleições municipais em todas as unidades da federação. É verdade, mas não muda o fato central para o xadrez partidário do qual ele é protagonista ao lado do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). No duelo surdo que os tucanos travam pelo poder na legenda com vistas à eleição presidencial, em 2016, o vitorioso é o paulista".

A política é sempre muito dinâmica. Mas, de fato, parece que neste momento os mineiros decidiram internar o cambaleante Aécio Neves. Os próximos meses, com a disputa sangrenta pelo comando do PSDB, decidirão o futuro do senador mineiro. Ele até poderá curtir mais a vida no Leblon!

Altamiro Borges
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As escolas, os estudantes e a flor


Uma das táticas infalíveis do processo de produção de consenso é a repetição contínua e sistemática de mentiras. São tantas vezes ditas que viram verdades. Nelas, também é bastante comum as coisas trocarem de lugar. A vítima vira o vilão. É batata!

Assim tem sido com os estudantes que ocupam escolas. De repente, aqueles garotos e garotas, que se aborreciam nas salas de aula, decidiram tomar o presente à unha. E diante de uma proposta que os governantes chamaram de “reestruturação” resolveram se levantar. A gurizada não é burra. Logo se deu conta que a reestruturação queria dizer destruição. Na época, o governo paulista, de Geraldo Alkmin (PSDB) decidiu fechar escolas onde achava que não eram “rentáveis”. Como se uma escola tivesse de ser lucrativa.

A gurizada teria de sair do seu bairro, viajar quilômetros para chegar noutra escola, com salas de aula ainda mais cheias, com professores massacrados e mal pagos. Então, não houve dúvidas. Começaram a ocupar suas escolas para impedir que fossem fechadas. Que crime é esse? Um guri, uma guria, fincar pé na sua escola, porque que quer aprender, conhecer, se instruir, isso é irregular?

As ocupações em São Paulo, em Goiás, no Rio Grande do Sul, em Minas, mostraram que algo estava acontecendo, e que era grave. Naqueles dias, o assunto foi parar na mídia e até certo ponto os estudantes foram respeitados na sua luta. Depois, quando o processo se espalhou, a classe dominante viu que era preciso parar com a “brincadeira”. Veio então a ordem para desocupar com a força policial. E todo o Brasil acompanhou a retirada da gurizada, com a velha violência de sempre. A coisa parecia superada.

Com a consolidação do golpe parlamentar, as forças conservadoras, que já arreganhavam os dentes desde 2013, assomaram, ganharam musculatura, se fortaleceram e começaram a impor suas pautas ao país. Veio então a reforma do ensino médio, assim, por decreto, sem sequer passar pelo legislativo. Acabava com a obrigatoriedade do ensino de matérias universalistas, fundamentais para a formação de um pensamento crítico: sociologia, filosofia, artes. Nada disso na escola pública. Essas cadeiras que fazem pensar só nas escolas privadas, onde se forma a classe dominante. De novo o velho refrão: “Pobre tem de ficar no seu lugar”.

Então, a gurizada se levantou outra vez. E os secundaristas voltaram à tática de ocupar escolas. Porque ali é o lugar onde passam grande parte do seu tempo, no mais das vezes, tentando, com muito esforço, manter a cabeça de fora do poço de mediocridade e superficialidade que o ensino formal no geral propicia. Poucos professores conseguem garantir uma aula crítica, cheia de motivação. Afinal, a maioria deles precisa correr de uma escola a outra, dando dezenas de aulas, para garantir um salário mais ou menos capaz de suprir suas necessidades vitais. Ainda assim, por conta da bravura e do compromisso político com os alunos, boa parte dos educadores supera as dificuldades e rema contra todas as forças do atraso. Os alunos sabem disso. Reconhecem os que lutam. Não é sem razão que quando tem greve, apoiam e lutam junto.

E os alunos apoiam as greves, quando as aulas param, porque sabem que param para que possam continuar. Para que possam melhorar. E quando a mídia e os governos gritam que os professores são vagabundos porque saíram da escola, porque pararam as aulas, os alunos sabem que não é assim. Porque estão ali, cotidianamente, vendo o esforço que fazem para garantir um ensino de qualidade na escola pública.

Por isso que agora, quando esse ensino sofre outro ataque — além da já tradicional exploração do professor — os estudantes insistem em se manter na escola. Dentro dela. Para que essa escola siga aberta, para que continue resistindo no mar das dificuldades, preparando as cabeças para o enfrentamento da vida.

O levante dos secundaristas brasileiros na defesa da educação é de uma riqueza sem par. Não é uma luta pontual. É constituída pela universalidade do problema educativo. Questiona tudo: as leis, os cortes de verba, o sumiço das matérias de humanidades e a própria forma de ensinar. Há uma coisa incrível aí nessas ocupações que vai contra tudo o que se diz do jovem do século XXI.

“Só querem fumar maconha e ficar na internet”, insistem em dizer os governantes sem moral e ética. Pois o concreto da luta desmente cabalmente essa falsa informação. Os secundaristas querem a escola, querem estudar, e querem que tudo isso aconteça de uma forma diferente da educação bancária reservada para os pobres. Os secundaristas estão abrindo portas e janelas, deixando entrar o ar do novo século. Eles ensinam sobre essa nova escola, que tem de ser livre, participativa, motivadora, humana, cooperativa, solidária. Quem tem olhos para ver, que veja.

O fato é que o levantes dos estudantes, independentemente do que venha acontecer, com toda a truculência que está deflagrada, já venceu. Ele é igual a flor do poema de Drumond:

“Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.
Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.”

Podem vir as bombas, os cassetetes, os fuzis, as prisões. Pode vir o que for. Já era. Nasceu, e é uma flor. Ainda que tudo se acabe, ainda que as escolas sejam retomadas e invadidas pelos ladrões de futuro, pelos vilões do amor, a lição já terá sido aprendida.

Os estudantes mostram, com essas ocupações, que a escola pode ser boa, bonita e capaz de formar seres cheios de beleza e conhecimento transformador. Não tem retorno. O estopim foi aceso e não há como parar. O projeto de escola de hoje para frente tem de ser outro. E vai ser, a despeito de tudo. A história nos mostra que é assim. Quando confrontados com a força da mudança, aqueles que querem conservar o atraso usam de todas as armas. Violentam, humilham, tortura, matam, desaparecem. Mas, ainda assim, as coisas mudam. E mesmo as leis que são criadas para abafar, ou garantir o uso da força bruta e da tortura — como agora — também são atropeladas pela vida que quer viver. Foi assim em Córdoba, em 1918, quando os estudantes mudaram o jeito de ser universidade. Foi assim na França de 1968, quando os estudantes acenderam lutas gigantescas junto com os trabalhadores, foi assim no México em 1968, quando apesar do massacre que matou mais de300 estudantes, a universidade se transformou.

Hoje, vendo os meios de comunicação silenciarem sobre essa flor que brota do “asfalto”, e as forças conservadoras incitarem outros jovens e familiares a esmagar a beleza, o que nos cabe é apoiar, proteger, regar. Porque essa gurizada está fazendo história, mudando a temperatura do mundo. Eles sabem que a vida só tem sentido no jardim. Por isso, plantam.

A vitória já aconteceu.

Elaine Tavares
No Palavras Insurgentes
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O MBL faz o ridículo na UFSC e envolve repórter do Portal Desacato


Na última segunda-feira, mais um ato que demonstra a insanidade e falta de postura democrática dos grupos favoráveis às condutas desterradas do Brasil após a ditadura cívico-militar iniciada em 1964 se registrou no campus da UFSC em Florianópolis.

Com o título desorbitado “Membro do MBL é covardemente agredido por milícia petista na UFSC” (https://jornalivre.com/2016/11/01/membro-do-mbl-e-covardemente-agredido-por-milicia-petista-na-ufsc/), próprio de um programa de jornalismo policialesco, o MBL tenta esconder e usar-se de uma ação de provocação planejada com o objetivo de fazer tumulto e retrair a legítima ocupação dos estudantes universitários contra a chamada Lei da Mordaça e a PEC que estagna por 20 anos os investimentos em educação no Brasil. O MBL pretendeu desestabilizar a mobilização, agredir e por tabela, ofender publicamente com vídeo e fotografias recortadas e descontextualizadas, nossa repórter, Priscilla Britto (na foto e no vídeo publicados pelo jornalivre.com, do próprio MBL, observa-se Priscilla tentando dissuadir o estudante de entrar em briga com estudantes pró ocupação e discutindo com ele para que não tire mais fotos do rosto dos estudantes favoráveis à mobilização. Se observa também a impossibilidade física de Priscilla de derrubar um rapaz fisicamente muito forte e no qual Priscilla apóia suas mãos por um instante, para que não agredisse outros estudantes).

O movimento político ao qual pertence o “agredido” mente, difama e envolve nossa companheira repórter Priscilla Britto, com uma sigla partidária à qual ela não pertence, a assinala como agressora e usa recortes de um momento em que ela, se afasta da sua tarefa momentaneamente, e como cidadã, pretende separar uma briga iniciada pela provocação do estudante supostamente vítima, que lá estava, com a finalidade de filmar e fotografar outros estudantes, saiba-se lá com que fins.

O Portal Desacato e nossa Cooperativa de Trabalho repudiam esta infâmia e, embora a interpretação manipulada do contexto esteja, como as imagens demonstram, no limiar do patético, entendem que é mais uma provocação com a finalidade de desmobilizar, amedrontar, agredir, difamar e coagir os estudantes que, em todo o país, ocupam escolas, universidades e diversos centros de educação, com a finalidade de defender seus direitos legítimos consagrados na Constituição Nacional.

Renovamos também nosso compromisso de respeitar a identidade dos estudantes mobilizados em todas nossas formas de narrativa quando assim o requerem, sem por isso, deixar de cumprir nosso papel informativo a serviço da comunidade universitária e da população em geral.

Finalmente, destacamos a valentia e a vocação de serviço da nossa companheira jornalista Priscilla Britto, que cumprindo a tarefa para a qual foi escalada pela Direção do veículo, já foi ferida semanas atrás por estilhaços de um petardo da polícia militar, recebeu insultos de integrantes do MBL na cobertura da UDESC e agora foi difamada e agredida pelo MBL.

NR: No link acima, o leitor pode apreciar o disparatado do relato provocador, infame e desqualificado do MBL.

Abaixo, você encontra uma cópia de um trecho deplorável de um dito professor da UFSC, apoiando tais insanidades, também  demonstrando sua falta de apego à tolerância, a ética, acumulando uma série incrível de fobias numa única mensagem.

pri-monstruo

No Desacato
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O procurador exibicionista que quer acabar com o ENEM


Consolidada pela Constituição de 1988, a autonomia funcional do procurador exige dois pressupostos: atuação sóbria e não abusiva do procurador e fiscalização não-corporativa do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), inclusive porque comportamento individual indevido afeta a imagem de toda a corporação.

Hoje em dia há dois núcleos ostensivos de desmoralização exibicionista do MPF: o da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão de Goiás, Ailton Benedito de Souza (http://migre.me/vpt8y) e o procurador regional do Ceará, Oscar Costa Filho.

Ailton é o procurador que intimou o Itamaraty a exigir explicações da Venezuela sobre a cooptação de jovens do Brasil. A operação referia-se à Vila Brasil, em Caracas. Recentemente, quis proibir manifestações políticas em universidades.

Aliás, a indicação de Ailton para a PRDC de Goiás é a demonstração acabada dos prejuízos que o sistema de eleição direta traz para o MPF. Equivale à indicação do pastor Marcos Feliciano para a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Quem julga que faço blague, que consulte os escritos desse procurador. Candidatar-se a uma função com o objetivo de frustrar seus fins é, no mínimo, uma atitude antiética.

Já Oscar é o procurador de Ceará que tem um caso não resolvido com o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Periodicamente, coloca em sobressalto milhões de estudantes que aguardam, com pedidos de cancelamento das provas.

Jamais conseguiu seu intento. Nos tempos em que a mídia dava espaço a qualquer baboseira contra o governo, aparecia em todos os canais de televisão e em jornais, pontificando sobre seu tema único.

Agora, voltou à carga de novo. Seu argumento é que, como há sinais de que as provas serão adiadas em algumas escolas, não haveria isonomia se outras provas fossem aplicadas em momentos diferentes. Há toda uma metodologia pedagógica que permite aplicar provas distintas com os mesmos níveis de dificuldades. Valeu em outros exames, para aplicação das provas em escolas que enfrentaram problemas.

Todas as vezes, Costa Filho apresenta a mesma argumentação. E todas as vezes a argumentação é derrubada pelos argumentos do Ministério da Educação. E ele volta a insistir afetando, do seu canto em Fortaleza, o estado de espírito de jovens de todo o país.

Não consta até hoje que o CNMP tenha se pronunciado sobre esses abusos, tanto de Ayrton quanto de Costa Filho. No entanto, manifestações como as deles afetam a imagem da corporação nacionalmente, por vezes atrapalham a vida de milhões de pessoas e comprometem o trabalho de todos os procuradores responsáveis, que montam suas carreiras em cima do trabalho discreto.

Por Eleonora Mascarenhas Mendonça 

A TRI é uma metodologia estatística na qual as provas são construídas a partir das características dos itens (questões) que as compõem. Os parâmetros dos itens são determinados a partir de pré-testes e independem dos respondentes. Dessa forma, duas provas construídas a partir dessa metodologia podem ter seus resultados comparados, mesmo sendo feitas em momentos e por pessoas diferentes.

Luís Nassif
No GGN
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Programa Pensamento Crítico: Estudos Latino-Americanos


Programa de análise da conjuntura brasileira e latino-americana, produzido pelo Instituto de Estudos Latino-Americanos, com a participação de Elaine Tavares, Beatriz Paiva, Waldir Rampinelli e Nildo Ouriques. Nesta edição discutindo os estudos latino-americanos.

Mês/novembro/ 2016

Imagens e edição: Rubens Lopes

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Temer soterrou o Ministério da Ciência e agora ataca a ciência

1 - Estar atualizado, no Brasil de hoje, é saudar o retrocesso. A rigor, nossos inovadores fazem mais do que retrocessos, querem ir, e vão, além de estágios degenerados do passado. Depois da "reforma do ensino" por medida provisória, uma e outra produzidas em cavernas não identificadas, o ataque volta-se contra a ciência e os cientistas.

Foram longas batalhas para criar e depois dar alguma organicidade ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Temer & associados, no entanto, depressa o soterraram sob um tal Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, uma salada de funções bastantes para impedir que qualquer uma seja cumprida.

Há pouco, deram seguimento à sua missão: a Academia Brasileira de Ciência, a Sociedade Brasileira de Biofísica, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, e outras entidades científicas, denunciam o comprometedor rebaixamento, na hierarquia do novo "ministério", de numerosos conselhos, agências e comissões destinados a alicerçar as atividades científicas.

Afastar mais as instituições de ciência e a cúpula da administração impede a criação de uma política de meios e metas para a atividade científica, como parte de um (inexistente) projeto nacional. Além desse impedimento final, já o fluxo dos recursos primordiais está obstruído, com entidades apenas capazes de mal se manter, e vai piorar sob a compressão do pretendido "teto" de gastos.

2 - Desde o final da apuração, Marcelo Crivella tem repetido que "o Rio se manifestou contra o aborto, a descriminalização das drogas e a discussão de gêneros" [sexuais]. É a sua maneira de dar por iniciado o retrocesso, a título de cantar um êxito que já foi chamado até de "avalanche!" na imprensa importante do Rio. Mas falta fundamento tanto às suas afirmações, como aos comentários impressionados com seu êxito e o que significaria.

A colaboração do PMDB a Crivella deveu-se, na verdade, à falta de alternativa de Eduardo Paes para o seu candidato inviável. Houve ainda a colaboração de Freixo, decorrente de sua insuficiência para o desafio a que se propôs. E, se alguém quiser discutir esses dois fatores, o terceiro é definitivo.

Como a soma de abstenções, votos brancos e nulos totalizou 46,93% dos eleitores, índice brutal e nada surpreendente para o desalento com os candidatos, Crivella e Freixo disputaram 53,07% do eleitorado. Metade, na prática dos eleitores. E Crivella foi votado só por pouco mais de metade daquela metade, ou 59,37% dos 53,07% votantes.

Logo, Crivella foi eleito por 31,5% do eleitorado carioca total. Dizer que o Rio se manifestou em tal ou qual sentido, na eleição em que esteve tão restringido nas possibilidades de escolha, não é só o início imediato de um programa de governo escamoteado na campanha. É, sobretudo, uma falácia. Como gesto inaugural, quase doloroso.

Já a vitória do PSDB foi maior do que o indicado pela aritmética das urnas e dos comentários. Não em termos eleitorais ou geográficos, mas políticos e ideológicos. Os êxitos do PPS e de parte do PSB fortalecem também o PSDB, do qual são como reboques.

Mas a tão cantada vitória peessedebista para a Prefeitura de Porto Alegre, a primeira, tem pouco ou nada a ver com o partido. Basta observar que o eleitorado de Porto Alegre elegeu apenas um vereador do PSDB. Mesmo elegendo o prefeito — evidente rejeição ao partido, por mais que lhe atribuam grande avanço gaúcho.

Janio de Freitas
No fAlha
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