7 de out de 2016

Vida de luxo: suíços contam como Marcela Temer é servida por 50 empregados pagos pelo povo

'Enquanto o povo passa fome': jornal suíço compara Marcela Temer à antiga realeza francesa e revela a sua rotina luxuosa.

Bela, recatada e do lar tem uma vida de luxo
Marcela Temer foi comparada a Maria Antonieta pelos suíços devido à sua vida de luxo, enquanto o povo governado pelo seu marido passa fome. O jornal suíço “Tages Anzeiger” fez uma matéria chocante onde garantiu que a mulher do novo Presidente da República é servida por 50 empregados na residência oficial, todos eles pagos pelo Estado. Também fora das portas da residência oficial, a Primeira-dama tem vivido uma vida luxuosa, visto que faz regularmente compras e viagens de luxo.

Depois de ter sido nomeada pelo Governo de Temer para o programa “Criança Feliz”, causando uma enorme polêmica entre muitos brasileiros, agora é o dia-a-dia de Marcela Temer que tem causado muita revolta entre um povo que tem atravessado uma enorme crise política mas também econômica e social. Para os suíços, Marcela, tal como Maria Antonieta, ostentava, enquanto seu povo passava muito mal.

Entre as viagens e compras de luxo, o que parece ser mais preocupante é o fato da nova Primeira-Dama ter acesso a 50 empregados à custa do Estado, custando centenas de milhares de reais todos os meses de ordenados ao povo brasileiro. O jornal “Tages Anzeiger” também considera que essa dura realidade apenas é um reflexo de que esse novo Governo não dá qualquer tipo de protagonismo às mulheres. Aliás, o Governo tenciona mesmo cortar significativamente a verba para promoção da igualdade entre homens e mulheres na sociedade brasileira.

Além da vida luxuosa de Marcela Temer, também o fato da ex-modelo ter menos 43 anos que o seu marido é motivo de referência para os suíços, que revelaram ao povo brasileiro como a sua nova Primeira-Dama vive o seu dia-a-dia. Comparada a Maria Antonieta internacional, a mulher do Presidente terá obrigatoriamente que provar que é uma digna representante do povo brasileiro. Nas redes sociais, muitos cidadãos demonstraram uma enorme revolta com essas revelações, pedindo justificativas ao novo Governo, que já anunciou que vai mudar as regras da Bolsa Família, retirando, só nos próximos 30 dias, o beneficio a cerca de 600 mil famílias brasileiras que não cumpram com a rigidez das novas mudanças.

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Xadrez da próxima prisão de Lula


Peça 1 - a instituição da prisão perpétua 


Sinal 1 - a prisão temporária de Guido Mantega e Antônio Palocci, depois convertida em prisão preventiva. Na prática, o juiz Sérgio Moro instituiu a prisão perpétua no país, com penas que começam a ser cumpridas mesmo antes da condenação.

José Dirceu, com mais de 70 anos, Palocci, com mais de 60, passaram pela prisão provisória, entraram na prisão preventiva e emendarão com a condenação final, com penas de 100 anos em um país em que parricídio e matricídio condenam a 15 anos de prisão.

Sinal 2 - O TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4a região) legitimando o Estado de Exceção na operação Lava Jato. 


Sinal 3 - o desmembramento da Lava Jato, com a aceitação da denúncia de Lula por corrupção e organização criminosa.


Sinal 4 - A aceitação do início do cumprimento da pena após sentença em 2ª instância.

Tudo isso leva à Peça 2 do nosso xadrez.


Peça 2 - a prisão de Lula

Por todos esses indícios, paira sobre Lula a ameaça de prisão imediata.

Até algum tempo atrás julgava-se que o clamor popular seria tão intenso que ninguém ousaria testar.

No momento, o que mais a aliança midia-Lava Jato-Temer pretende são agitações populares, que possam justificar o aprofundamento do regime de exceção, desviando o foco dos fracassos políticos da junta golpista.


Haverá dois caminhos para Lula.


Um deles será buscar o asilo político em alguma embaixada e, fora do país, ter liberdade de ação para denunciar o regime de exceção instaurado.


O segundo caminho seria aceitar a prisão e transformar-se na reedição de Mandela. Pesa contra essa possibilidade a própria idade de Lula. Até que a democracia seja restabelecida, provavelmente não voltaria a ver a luz do dia.
 Com as reações internas débeis à escalada do estado policial, o único obstáculo  às arbitrariedades serão as reações internacionais.


Peça 3 - os trânsfugas do lulismo


Uma das questões mais intrigantes desse jogo politico  tem sido a ira que Lula passou a despertar em personagens que são criaturas óbvias do lulismo, mesmo jamais tendo militância partidária.


É o caso do Procurador Geral da República Rodrigo Janot.

Antes da chegada de Lula, pertencia ao grupo dos Tuiuiús, de procuradores escanteados no Ministério Público Federal na era Geraldo Brindeiro. Reuniam-se toda sexta-feira em torno de uma mesa, com bons vinhos, tendo uma estátua de tuiuiú no meio, para lamentar a sorte.

Faziam parte Cláudio Fontelles, Antonio Fernando de Souza e Roberto Gurgel, futuros PGRs, mais Wagner Gonçalves, e o próprio Janot e o anfitrião Carlos Frederico Santos.
 Nenhum deles jamais teria ascendido ao poder se não fosse o lulismo.
 Sem espaço no MPF, outros grandes procuradores, como Eugênio Aragão e Joaquim Barbosa, recorriam a cursos no exterior.

O mesmo ocorreu com os Ministros Ayres Brito e Carmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal. Suas indicações geraram críticas no meio jurídico, de quem não os via preparados para o cargo.


Ascendendo na hierarquia do MPF e do STF, pelas mãos do PT, aparentemente essas pessoas julgavam-se  autoridades de segunda classe, posto que da cota de um partido visto pelo establishment como de segunda classe.

Daí a enorme gana de abjurarem essa ligação incômoda, para passar da cozinha para a sala de estar da casa grande, limpando-se do pecado original.

É sintomático que, quando o grampo sobre Lula captou uma frase sua, lamentando a ingratidão de Janot, este tenha se apressado em declarar que devia seu cargo a ele próprio, ao concurso, não ao Lula. Conversa! Sem Lula, jamais teria chegado a PGR.
 Tornou-se PGR não por concurso público, mas por trabalho político junto aos líderes do PT, José Dirceu e José Genoino entre outros.

O mesmo novo-richismo acometeu  Ayres Brito. De juiz humilde do Sergipe tornou-se uma estrela, após presidir a AP 470 com a gana de um inquisidor. Em um encontro de uma seccional da OAB, sua esposa recusou o carro enviado para transporta-los, alegando não estar a altura de um Ministro do STF.


Peça 4 - o subdesenvolvimento institucional 
 

São mais que episódios reveladores de carácteres individuais. Não é norma prudencial tratar as pessoas como se a maioria fosse dotada de firmeza de caráter. Egoísmos, ambições pessoais, desejo de prosperidade são motores muito mais influenciadores de decisões pessoais do que apelos de ordem moral. E salve Fontelles, Aragão, Wagner Gonçalves e outros que não abjuraram mesmo quando o galo cantou pela terceira vez.

Mas quando ocorre a generalização das pequenas e grandes deslealdades, é porque o ambiente externo não mais atua como agente coordenador de decisões. E, decididamente, há um caráter nacional impregnando a política, através da mídia, no qual valores civilizatórios, como a democracia, o voto, os direitos individuais, não são  considerados. Somos decididamente um país atrasado.

Os erros do PT e a despolitização da disputa política ajudaram nessa dissolução das lealdades. Forneceu a muitos beneficiados o álibi para se afastar indignados dessa malta que manchou minha imagem. E toca a pular para o outro barco.

Mas só os erros não justificam. Dia desses conversava com um bravo cientista político que discorda do poder absoluto creditado à mídia. Esse poder decorre dos erros do governo, dizia ele, com toda razão. Mídia, Ministério Público, Judiciário ganham protagonismo quando a política falha. E exercem um papel claramente desestabilizador.

Analise-se o papel do TCU (Tribunal de Contas da União). Ganhou um protagonismo absurdo graças à reação de Dilma Rousseff no caso de Pasadena. O Ministro José Jorge forçava de todas as maneiras os técnicos do TCU a encontrar irregularidades na operação, em vão. De repente, cai no seu colo uma vendeta de Dilma contra o ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabrieli, tratando como suspeitos intens convencionais de um acordo de acionistas. Não apenas criminalizou uma operação legítima, como conferiu ao TCU um poder absurdo que acabou se voltando contra ela.

Mesmo assim,  há algo de profundamente errado no modelo, quando exige, para seu funcionamento, governantes com dimensão de estadista. Um modelo que não é à prova de governantes frágeis, tem algo de errado. Tão errado que periodicamente corporações, mídia, grupos de influência testam crises políticas agudas, ao menor sinal de fraqueza do Executivo.

Depois da Constituição de 1988 ter sido estuprada, não se conseguirá sair dessas armadilhas institucionais sem uma nova constituição em um ponto qualquer do futuro. E não haverá como fugir de temas como o do enquadramento do MPF e das corporações públicas e formas de controles da mídia.

Luís Nassif
No GGN
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Porta-voz da PM-SP insinua vínculo entre site e crime e depois recua

Em público, Emerson Massera sugeriu que a Ponte Jornalismo teria vínculos com o crime organizado; em privado, pediu desculpas

Massera: insinuação e desculpas
Emerson Massera, major e porta-voz da Polícia Militar de São Paulo, usou seu perfil no Facebook para acusar a Ponte Jornalismo, site dedicado à cobertura de temas de segurança pública e direitos humanos, de ter vínculos com o crime organizado. Horas depois de fazer o comentário, Massera removeu a postagem e, em privado, pediu desculpas a uma jornalista da Ponte.

A opinião de Massera foi publicada na rede social na noite de terça-feira 4. Ao compartilhar um texto do desembargador Ivan Sartori, titular da 4ª Câmara do Tribunal de Justiça de São Paulo, o major da PM escreveu: "Haveria uma Ponte entre o jornalismo e o crime?"

Horas depois, o policial militar removeu seu comentário do Facebook. Por e-mail, afirmou a uma jornalista que gostaria de se retratar. "

O trabalho sério e competente que você faz", escreveu Massera, o levou "a escrever esta carta para pedir desculpas pela declaração (...) que foi interpretada como insinuação de que a Ponte Jornalismo recebe dinheiro do crime".

MasseraO major afirma ter "relação de cordialidade com alguns profissionais que colaboram com o site" e "lamenta" ter se "expressado de forma infeliz e injusta".

Massera é conhecido por suas posições polêmicas. Como mostrou a própria Ponte Jornalismo em junho, o porta-voz da PM afirmou, somente neste ano, que o ouvidor da Polícia, Julio Cesar Neves, não é honesto, que o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe) não é um órgão isento, que um advogado teria feito algo ilegal para proteger uma vítima e acusar PMs, e que machismo e feminismo são a mesma coisa.

O comentário de Massera serviu como complemento ao que escreveu o desembargador Ivan Sartori na tarde de terça-feira 4. Na postagem compartilhada pelo porta-voz da PM, Sartori, um dos responsáveis pela anulação do julgamento dos PMs considerados culpados pelo massacre do Carandiru, sugeriu que parte dos jornalistas brasileiros são financiados por criminosos.

"Diante da cobertura tendenciosa da imprensa sobre o caso Carandiru, fico me perguntando se não há dinheiro do crime organizado financiando parte dela, assim como boa parte das autodenominadas organizações de direitos humanos", escreveu o magistrado.

A posição de Sartori teve grande destaque na mídia, pois além de considerar que o juri deveria ter sido anulado, como fizeram seus colegas na 4ª Câmara do TJ (Camilo Léllis e Edison Brandão), ele defendeu a absolvição dos PMs responsáveis pela ação que culminou na morte de 111 presos, a maior parte com tiros na cabeça e no pescoço. "Não houve massacre, houve legítima defesa", afirmou.

Chamou atenção, também, o perfil de Sartori. Conhecido como um juiz linha-dura, responsável por condenar a seis meses de prisão um homem que, alegando fome, roubou cinco salames de um supermercado em Poá (SP), ele se mostrou clemente com os policiais militares e com a Polícia Militar, instituição que considera "parceira".

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